segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Ciência na Bíblia - O arco-íris



Descrito em Gênesis, fenômeno resulta da separação das cores que formam a luz solar quando ela atravessa gotículas de água na atmosfera





“O meu arco tenho posto nas nuvens; este será por sinal da aliança entre mim e a terra.

E acontecerá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, aparecerá o arco nas nuvens.

Então me lembrarei da minha aliança, que está entre mim e vós, e entre toda a alma vivente
de toda a carne; e as águas não se tornarão mais em dilúvio para destruir toda a carne.

E estará o arco nas nuvens, e eu o verei, para me lembrar da aliança eterna entre Deus e
toda a alma vivente de toda a carne, que está sobre a terra.

E disse Deus a Noé: Este é o sinal da aliança que tenho estabelecido entre mim
e entre toda a carne, que está sobre a terra.”
Gênesis 9:13-17

Um arco-íris não está de verdade no local em que aparenta estar. É apenas um fenômeno óptico causado pela descrita dispersão da luz (é sempre bom lembrar: “óptico”, com “p”, é relativo a olhos, visão, enquanto “ótico” refere-se a ouvidos, audição).Após uma chuva, sempre há gotículas de água suspensas na atmosfera. Quando atravessadas pela luz solar, acontece o fenômeno conhecido como arco-íris, descrito em Gênesis como um sinal de Deus para com Noé e sua descendência de que não haveria mais dilúvios, ao mesmo tempo um símbolo da aliança do Senhor com seus filhos.


A luz do sol é uma onda luminosa branca. Sabemos que o branco, na verdade, é formado de várias cores. Ao passar por uma gota d’água – ou até mesmo um objeto transparente sólido, maciço –, o feixe branco se refrata em um multicolorido. Dentro da gota, o feixe é refletido sobre sua superfície interna e novamente sofre refração, separando as cores, agora visíveis a olho nu. Como a dispersão acontece, durante ou após uma chuva, em todas as gotas que recebem o feixe solar, é como se uma grande lente líquida se formasse na atmosfera, causando o arco que vemos.

A forma de arco se dá de acordo com nossa posição ao vê-lo. Com o sol nem muito alto, nem muito baixo, incidindo entre as inúmeras gotículas uniformemente espalhadas no ar, as que refratam a luz diretamente para os olhos do observador estão dispostas em círculo (na verdade, este círculo é uma seção reta de uma superfície parabólica, com foco no observador). Quando a posição muda, também pode mudar o formato. De uma aeronave, olhando-se para baixo, podemos ver o aro completo, um anel fechado.



Também vemos arco-íris perto de cachoeiras e chafarizes, pela dispersão de gotículas no ar, ou os reproduzimos em miniatura ao usar uma mangueira que espalhe bem a água, sob o sol.

As cores


O arco multicolorido apresenta sete cores – de fora para dentro: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo (ou anil) e violeta. Dependendo da posição ou da dispersão das gotas no ar,

podemos ter a impressão de que são apenas seis – ou cinco, como enxergou, a princípio, o físico Issac Newton.

Falando em Newton, ele foi o primeiro cientista a mostrar que a luz branca era composta pelas luzes das cores exibidas pelo arco-íris. Com um prisma de vidro, ele decompôs a luz branca em um feixe colorido e, com outro maciço transparente, o recompôs em luz branca.

Às vezes, um segundo arco-íris – geralmente mais fraco – pode ser visto do lado de fora do arco principal. Isso acontece pela dupla reflexão da luz solar nas gotículas de chuva. Vale salientar que as cores do arco externo são invertidas em relação ao interno. Embora mais raros, podem acontecer arcos triplos e, mais raros ainda, quádruplos, sendo o externo mais vibrante.



Arco da velha
O arco-íris sempre causou fascínio por sua beleza, por isso, objeto de várias lendas de várias culturas. Recebeu diferentes nomes entre elas. “Arco-íris” mesmo, por exemplo, vem de uma personagem da mitologia grega, Íris, que na função de mensageira percorria os céus deixando um rastro multicolorido. “Arco celeste”, ou “arco do céu”, vão ao encontro de como Deus se referiu ao fenômeno em Gênesis, de onde também vem a designação “arco da aliança” para alguns povos. A língua francesa pegou carona daí para seu “l’arc en ciel” (literalmente “o arco no céu”). “Arco da chuva” também é usado – como no inglês rainbow, junção das palavras rain (chuva) e bow (arco).

Quando alguém quer se referir a algo incrível, espantoso, muitas vezes diz que “é do arco da velha”, na verdade mais um dos nomes do arco-íris. A expressão também tem origem bíblica. Por ser o sinal da aliança com Deus, o fenômeno tornou-se conhecido como o “arco da lei velha” (o Antigo Testamento), termo com o tempo reduzido à forma atual.

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