quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Minissérie sobre José já tem seu protagonista

Ângelo Paes Leme interpreta papel principal de "José - De escravo a governador", próxima série bíblica da Record
           
Enquanto “Rei Davi” ainda era exibida com grande sucesso, a Rede Record divulgou sua próxima minissérie bíblica: a que contará a história de José, o filho de Jacó que foi vendido pelos próprios irmãos como escravo, mas tornou-se um dos maiores governantes da história do Egito, cujas estratégias ajudaram o reino a passar por um período de rigorosa escassez. O ator que o interpretará já foi escolhido: Ângelo Paes Leme (foto).

Ângelo, que já participou de novelas da emissora (como “Caminhos do Coração” e “Ribeirão do Tempo”), já defendeu com competência o principal papel de outra minissérie da casa: a elogiada “A Lei e o Crime”.

Tudo indicava que Leme seria músico, como seu pai. Só que o carioca, aos 15 anos, foi convidado por uma vizinha a substituir emergencialmente um ator numa peça de fim de ano do consagrado Teatro Tablado, e uma nova carreira se descortinou.

Seguiram-se séries e novelas, até ele ir para a Record em 2006 como o bandido Jeferson, de “Vidas Opostas”. No cinema, participou de curtas e longas-metragens. Foi premiado no I Festival Paulínia de Cinema como melhor ator coadjuvante por seu trabalho em “Os Desafinados”, de Walter Lima Jr. (de “A Ostra e o Vento”), em que contracenou com Rodrigo Santoro e Selton Mello.

A emissora promete a mesma elogiada qualidade de “Rei Davi”, e para isso contratou a mesma autora, Vivian Oliveira. A direção está a cargo de Alexandre Avancini.

“José – De escravo a governador” tem o início da produção marcado para agosto deste ano. A minissérie está prevista para estrear em 2013.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Uma dracma perdida

"O Senhor é misericordioso, e, para receber Sua bênção, precisamos estar em comunhão e íntegros em nossa fé"
           

Quando se comete um erro na vida, e se persiste nele, por mais que os outros não percebam, a sua consciência sempre estará a lhe despertar para isso. Então, chegará um momento em que, afastado da igreja física ou espiritualmente, o indivíduo não suportará mais o pecado.

Mesmo quem hoje frequenta uma igreja pode estar afastado da Palavra. Apesar de estar de corpo presente nas reuniões, a alma está longe da presença de Deus. Se você, neste momento, sente-se assim, pode ser um afastado, uma dracma perdida.

Dracma não é apenas uma moeda (que teve sua origem na antiguidade e foi usada novamente pela Grécia moderna como dinheiro, antes do Euro). Na Bíblia, em Lucas 15, o Senhor Jesus recebe os pecadores e lhes conta parábolas, como a da dracma perdida. À época, o noivo dava para a noiva um colar com 10 dracmas, para que ela usasse e demonstrasse compromisso, uma aliança com seu marido.

“Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma, não acende a candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la? E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido. Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.” Lucas 15:8-10

Assim como a dracma não deve se perder do colar, não devemos nos perder da presença de Deus, mas devemos sim alinhar e renovar, sempre, nosso compromisso com Ele. O Senhor é misericordioso e, para receber Sua bênção, precisamos estar em comunhão e íntegros em nossa fé.

Se você não é uma dracma perdida, ofereça ajuda. Resgate uma dracma do chão para que ela não seja mais pisada, e nunca mais se perca do Senhor. Se você sente-se uma dracma perdida, arrependa-se em vida, ore, peça ajuda. Volte a dar alegria para si mesmo, à sua família e para Deus.

Homens da Bíblia: Mardoqueu (ou Mordecai)

"Ele fez o que Deus queria que fizesse"
           


Mardoqueu (ou Mordecai, dependendo da tradução da Bíblia) foi um judeu que ficou conhecido por criar sua prima Ester como filha (Ester 2:5-7). Foi um homem sábio, que agiu conforme a direção de Deus.

Ele ficava assentado à porta do rei e ali sabia dos assuntos da cidade. Certa vez, ouviu que dois homens atentaram contra o rei Assuero e avisou Ester, que levou a notícia ao conhecimento do rei, evitando assim a sua morte (Ester 2:21-23).

Porém, Mardoqueu era o único que não se prostrava a Hamã, quando ele passava, o que causou seu furor (Ester 3:1-5). Hamã então fez com que o rei Assuero decidisse matar todos os judeus, para que assim Mardoqueu também fosse morto (Ester 3:7-15).

Ester soube da história e se colocou para contar ao rei tudo o que estava acontecendo por causa de Hamã (Ester 4:4-17). Mas, antes disso, Assuero soube que Mardoqueu denunciou dois homens, evitando a sua morte, e se sentiu impelido a honrar a quem o havia defendido (Ester 6:1-3).

A honra na hora certa

Mardoqueu foi um homem que não se prostrou a Hamã, e fez tudo corretamente, porque tinha sua fé estabelecida em Deus. Ele sabia que não podia adorar uma pessoa como se fosse Deus e que não poderia deixar um assassinato acontecer, já que a informação chegou até ele.

Hamã mandou fazer uma forca para matar Mardoqueu (Ester 5:14), mas ele não imaginava que o rei saberia do acontecido e desejaria honrar aquele homem, em vez de desejar a sua morte. Assuero ordenou ao próprio Hamã que preparasse vestes e cavalos de honra para que o povo conhecesse aquele a quem o rei honrava (Ester 6:4-11).

Mas o melhor ainda estava por vir. Depois disso, Ester denuncia Hamã ao rei Assuero, que fica enfurecido e manda enforcá-lo. E isso acontece na forca que ele mesmo havia preparado para Mardoqueu (Ester 7: 1-10).

O que Deus quer

Essa história mostra que, além da honra vir na hora certa, o melhor de Deus recai sobre aquele que se coloca em Sua presença, mais que isso, que O obedece acima de qualquer coisa.

Mardoqueu fez o que era correto e o que estava ao seu alcance para evitar a morte do rei. Além disso, ele não se autopromoveu por causa do que fez, não buscou com suas forças a sua própria honra. Podemos dizer que ele fez o que Deus colocou a ele que fizesse. Por isso pôde viver as recompensas.
Que possamos ser como Mardoqueu: fazer o que Deus quer que façamos, e não conforme o nosso desejo. Somente assim seremos corretamente honrados.

"Noah - A Arca de Noé"

"Superprodução contrata Anthony Hopkins para o papel de Matusalém"
           

A produção já começou, e “Noah – A Arca de Noé”, título de trabalho do novo filme do diretor Darren Aronofsky (“Cisne Negro”), tem mais novidades.
 
A primeira novidade é que Sir Anthony Hopkins (ao centro, na foto acima), que recentemente fez o pai do protagonista de “Thor”, super-herói da Marvel, assinou para interpretar o homem mais longevo da história, o ancião Matusalém.

Jennifer Connely contracenará novamente com Russell Crowe, como a esposa de Noé. Ambos trabalharam em “Uma Mente Brilhante” (foto abaixo), em 2001 – num papel que valeu a Connely o Oscar de melhor atriz.

Logan Lerman (“Os Três Mosqueteiros 3D”) também trabalha no filme, no papel de Cão, filho de Noé. Emma Watson, a eterna Hermione da saga “Harry Potter”, será Ila, uma moça que se relaciona com outro filho do patriarca, Sem. Os dois jovens atores acabaram de contracenar na adaptação do livro “As Vantagens de Ser Invisível” (foto abaixo, à direita), do escritor Stephen Chbosky, que também dirige o filme, ainda a estrear na telona.
Dakota Goyo, que fez recentemente o filho de Hugh Jackman em “Gigantes de Aço”, também entrou na lista, para o papel de Noé quando criança. Outra que pode ser oficialmente confirmada a qualquer momento é a versátil Saoirse Ronan, em papel ainda não detalhado. A jovem atriz chama muito a atenção pela qualidade de seu trabalho, como mostrou em “Desejo e Reparação” e no mais recente “Caminho da Liberdade”. Por enquanto, as notícias sobre ela no filme não passam de rumores, e não se sabe ao certo se Emma Watson pegou o papel que seria dela ou se fará outra personagem.

O filme é adaptado de “Noah” (detalhe na foto à esquerda), elaboradíssima história em quadrinhos também escrita por Aronofsky e Ari Handel. Os dois escreveram o primeiro tratamento do roteiro, que agora está sendo refeito por John Logan – dos ótimos “Gladiador”, de Ridley Scott e “A Invenção de Hugo Cabret”, de Martin Scorsese.

A arca cenográfica já começou a ser construída. O cenário é enorme, como mostrou o próprio diretor – que desistiu de dirigir a nova aventura do super-herói Wolverine para se dedicar a este projeto – em, seu perfil no Twitter (foto abaixo).


O filme demorará mais um pouco do que o anteriormente previsto, pelo grande vulto da produção, inicialmente orçada em 150 milhões de dólares (cerca de 300 milhões de reais), boa parte absorvida pelos efeitos especiais de primeiríssima que o estúdio divulga que está usando – reproduzir o Grande Dilúvio nas telas não vai ser brincadeira.

“Noah – A Arca de Noé” teve uma data de estreia definida pela Paramount Pictures: 28 de março de 2014.

O filho pródigo tinha um pai

"Nós também temos. Todos nós."
           

Até mesmo quem não é cristão conhece a parábola do filho pródigo, contada por Jesus na Bíblia (Lucas 15).

Mas, ao contrário do que muitos pensam, o foco principal da história que o Messias contou em forma de metáfora pode não ser exatamente a do filho que resolveu sair de casa por simples aventura. Obviamente, ele é parte importantíssima da trama. Entretanto, seu pai é que chama a atenção.

A atitude do filho, de sair da proteção paterna, já que tinha recursos (a sua parte na herança, dada ainda em vida) e ganhar a estrada por conta própria, numa analogia com quem acha que se basta e não precisa mais de Deus, era esperada.

Contudo, a atitude do pai, de receber o filho de braços abertos após tudo ter dado errado em sua jornada inconsequente, surpreende a muitos. Simboliza Deus, cujo amor incondicional permite que aceite de volta as “ovelhas desgarradas”.

Deus é justo

O filho mais novo pediu sua parte na herança. O pai a deu, mas também concedeu ao filho mais velho seu quinhão. Era justo. Ainda que o mais velho não tivesse pedido, a justiça foi feita. Todos temos alguém nos Céus que advoga a nosso favor.

Deus respeita o livre arbítrio

Outra atitude interessante do pai é que ele poderia fazer pressão para o filho não fazer a grande besteira que intencionava. Poderia ordenar que ficasse, ou tentar “comprar” sua permanência com algum mimo valioso ou outra vantagem de grande monta. Ainda assim, embora estivesse com certo poder em suas mãos para evitar que o rapaz caísse no mundo, atendeu ao que ele quis. A Palavra Sagrada não fala, claramente, o quão triste o pai ficou. Mas a tristeza é bem mais do que evidente em um acontecimento desses. Ainda assim, respeitou o livre arbítrio do filho, e deixou que fosse. Não quis “comprar” o respeito e o amor do filho. Desejava seu amor, mas sincero, sem ser por interesse.

O ímpeto de agir sozinho

O garoto não conversou com o pai antes de tomar a decisão. Não pediu conselhos. Já chegou contando o que ia fazer. Ele tinha um pai amoroso e sábio à sua disposição para conversar a hora em que quisesse, mas esnobou isso. Uma atitude um tanto egoísta até, pois não pensou na tristeza de sua família quando saísse. Pensou na vida de esbórnia que tanto desejava, doesse a quem doesse, sacrificando até parte preciosa do patrimônio da família, que o pai tanto batalhara para conseguir. Cresceu como membro daquela família, como filho, mas não agiu como filho. Crescer numa igreja ou dizer da boca para fora que é servo de Deus é uma coisa, ser de Deus de verdade é outra. Ele não foi sensível ao que o pai ensinara a vida toda. Estava ali fisicamente, mas não o ouvia de fato. Embora a atitude do jovem fosse tola, foi completamente respeitada.

Má utilização das dádivas

O filho recebeu a herança do pai em vida. Recebemos em vida a inteligência, bem como a fé que o Espírito Santo deposita em nós. Assim como o pródigo jovem dissipou sua herança vivendo desregradamente, muitas vezes utilizamos mal os dons dados por Deus. Adoramos a outros “deuses” (pessoas, falso status, dinheiro, etc.). Resultado: passar fome. Física no personagem da parábola e espiritual, em nosso caso.

O filho pródigo acabou tendo que trabalhar para “um dos senhores daquela região”. Quem esnoba a proteção de Deus trabalha para o inimigo, que cria uma situação de dependência nociva, aprisiona. E às vezes aprisiona em um cativeiro confortável, o prisioneiro nem se dá conta de que não pode sair, pois acha que está bem. No caso do rapaz da história contada pelo Messias, não foi assim. Teve que comer a lavagem destinada aos porcos para não morrer de fome. Desdenhou sua posição privilegiada ao lado do pai para virar um mendigo.

Seu pai podia, a qualquer momento, mandar alguém procurá-lo. Por amor, deixou que o próprio filho caísse em si.

O arrependimento

Na tribulação, na dor, recorreu ao pai novamente. O ancião, ao ver de longe aquele caco de gente que um dia fora seu formoso filho, correu abraçá-lo. Nada disse, não julgou. Simplesmente o recebeu em seu lar.

O garoto, humilhado, pensou em voltar para a fazenda do pai, mas como seu empregado. Era melhor do que morrer de fome. Mas teve que ser humilde para tomar tal decisão.

A misericórdia

No entanto, seu pai não o colocou para dormir no celeiro, ou nos alojamentos dos servos. Devolveu o jovem ao seu lugar de outrora. As mesmas roupas luxuosas, as mesmas joias, a mesma comida. E fez uma festa para ele, o que revoltou o outro filho, que reivindicou do pai a mesma atenção, pois era esforçado e se achava merecedor.

Embora a atitude do rapaz mais velho, de trabalhador responsável, fosse boa, parecia só fazê-lo em troca de algo: status e benefícios financeiros. Não fazia simplesmente por amor.

Deus aceita novamente os caídos. Resgata seus filhos que, um dia, como aquele rapaz da parábola, acharam que não precisavam mais dEle. Por amor, deixou que fossem. Por amor, os recebeu novamente.

Embora o filho gastador e irresponsável tivesse voltado ao mesmo lugar, já não era o mesmo homem.

A graça

Ele aprendeu que, independentemente de sua inconsequência, havia ali um pai para abraçá-lo. Sem esse amor, de nada adiantaria voltar. Embora até fosse sincero em sua atitude de regressar para trabalhar, recebeu bem mais do que esperava. Sem a figura do pai, nada disso aconteceria. E ninguém poderia censurar o velho se ele não aceitasse mais o garoto.

Ele não merecia, e recebeu. O irmão mais velho achava que merecia, e teve uma lição. O pai não era só pai para um ou para outro. Era para os dois. Apesar das muito diferentes atitudes e intenções de ambos, os amava igualmente, filhos que eram.

Contudo, para termos acesso à misericórdia, ao amor, à graça, Deus não as joga arbitrariamente em cima de nós. Não impõe. Pode, tem poder mais do que suficiente para isso.

Mas quer filhos que O amem de verdade.

E os recebe, de braços abertos.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Lições de Davi: Conselhos

"Medite nos Bons Conselhos, que são os únicos capazes de abrir a sua mente e trazer grandes resultados"
           
Davi foi um homem comum, que tinha consigo o poder da fé e da fidelidade a Deus. Viveu muitas guerras externas e, sobretudo, internas, porém, venceu todas, porque soube ouvir a voz do seu Criador.

Na série “Lições de Davi”, você vai entender o que pode fazer para se tornar uma pessoa de caráter irrepreensível e qual o caminho para receber a paz e realizar os sonhos tão desejados.

De quem devemos ouvir conselhos?
Não siga conselhos de pessoas que dão maus exemplos ou gostam de zombar dos outros ou de suas escolhas. Mais do que isso, fique longe delas e não se associe a elas. Se você deseja ser feliz, tenha prazer nos Bons Conselhos e medite neles, que são os únicos que podem abrir a sua mente e trazer grandes resultados.

O que podemos esperar, então, desses Bons Conselhos?
Tudo acontece no tempo certo, assim como ocorre com a árvore, que no momento exato dá o seu fruto. A grande vantagem de ouvi-Los é que tudo o que você fizer será um sucesso!

Mas, há pessoas que não os seguem e ainda assim conseguem ter vantagem em muitas coisas...
Engano seu. Essas pessoas parecem ser fortes e aparentam ser bem-sucedidas em tudo o que fazem, porém, no fundo, elas são como a palha, que ao mais leve vento é levada por ele. Com o tempo, essas pessoas não conseguirão mais se sobressair sobre os que agem corretamente, mesmo que pareça demorado.

E o que me garante isso?
Todos os nossos passos e pensamentos são conhecidos, e não adianta tentar escondê-los. E da mesma forma como os que agem corretamente são observados, os que praticam a injustiça também. Mas o fim do caminho deles não será bom.
Baseado no capítulo 1 do livro de Salmos

O livro e as sete igrejas

"Para que as pessoas possam ter acesso à glória do Senhor Jesus, elas precisam ver esta mesma glória na Sua Igreja"
           


O livro do Apocalipse é dirigido às sete igrejas da Ásia. Hoje, devido às mudanças políticas que modificaram fronteiras, essa região onde estas sete igrejas se encontravam pertence à Turquia, no continente europeu.

Como o número sete simboliza a perfeição, cremos que estas sete igrejas representam a totalidade da Igreja do Senhor Jesus Cristo. Elas são como um espelho que reflete o perfil do cristão.

Cada uma delas mostra o caráter ou a qualidade de cristão que há em cada um de nós, além de mostrar também o tipo de caráter de igreja que houve e que há no mundo.

E o Apocalipse é dirigido a estas igrejas como uma advertência pessoal do Senhor Jesus. Por isso, é muito importante que, mediante a Sua revelação, cada cristão venha a avaliar minuciosamente a qualidade de servo que tem sido para o seu Senhor.

Semelhante a filho de homem

Obviamente, a visão que João tem do Senhor Jesus, na Ilha de Patmos, não é a mesma que nos dá no seu Evangelho. O Senhor Jesus glorificado não tem a mesma aparência do Jesus, Filho do Homem.
Os quatro Evangelhos nos apresentam a dupla natureza do Senhor, isto é, a Sua natureza humana e a Sua natureza divina, Filho de Deus. Assim sendo, Ele foi a única Pessoa que na parte humana teve mãe, mas não teve pai; e na parte divina tem Pai, mas não tem mãe.

Aliás, esta é a condição permanente do Senhor Jesus Cristo. E quando veio a primeira vez a este mundo, Ele Se manifestou apenas como Filho de homem, ou seja, como ser humano, nascido de Maria, ainda que mantivesse a Sua natureza divina.

Depois de morto, ressuscitado e glorificado, assumiu a Sua natureza divina, a qual o apóstolo Paulo descreve assim:

"Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste." Colossenses 1.15-17

Será assim o Senhor glorificado que o apóstolo João vê? Inicialmente, não. Vejamos o texto:

"Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltado, vi sete candeeiros de ouro e, no meio dos candeeiros, semelhante a filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro." Apocalipse 1.12,13

Notemos que primeiro o apóstolo vê os sete candeeiros de ouro: "... e os sete candeeiros são as sete igrejas" (Apocalipse 1.20). O que logo chama a atenção aqui é que João, antes de ver o Senhor Jesus glorificado, vê a Sua Igreja!

E o Senhor Jesus no meio da Sua Igreja: "...e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem..." (Apocalipse 1.13). Significa que ninguém é capaz de ver o Senhor Jesus em glória a não ser através da Sua Igreja.

Em outras palavras, para que as pessoas possam ter acesso à glória do Senhor Jesus, isto é, à salvação eterna, precisam ver esta mesma glória na Sua Igreja. Daí a grande responsabilidade daqueles que fazem parte dela, especialmente os seus dirigentes!

Quando uma pessoa, desiludida por todo o engano do mundo, deseja ter um encontro com Deus, para aonde é que ela se dirige primeiro? Para uma igreja cristã! Por quê? Porque ela crê que ali o Senhor Jesus está presente!

Mas se nessa igreja tanto o pastor quanto os membros não resplandecerem a imagem do Senhor Jesus, como aquela pessoa será salva?

É bem verdade que aqueles que pensam que podem manter a comunhão com o Senhor Jesus do lado de fora da Igreja não têm a mínima ideia do prejuízo que estão causando a si mesmos.

Estar fora do convívio da Igreja é o mesmo que tentar criar peixes fora d’água. Mas também é verdade que a Igreja tem a obrigação de manifestar a glória do Senhor Jesus Cristo, conforme Ele mesmo disse: "Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens" (Mateus 5.13).

O sal tem duas funções: dar sabor e conservar. O cristão tem a responsabilidade não só de manifestar a presença de Deus no mundo, como testemunha do Senhor Jesus, mas também de se conservar imune ao pecado, sendo um cristão cristalino, já que o pecado não tem domínio sobre ele: "Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça" (Romanos 6.14). Aquele que é de Deus ora, clama, suplica, jejua, geme, enfim, luta com todas as suas forças para que a Igreja seja viva e cheia do Espírito Santo! Aliás, aquele que clama pela Igreja clama por si mesmo.

Lugares da Bíblia - Filadélfia

"Uma das sedes das Sete Igrejas do Apocalipse, Jesus enalteceu a fidelidade dos cristãos locais"
           


Hoje conhecida como Alasehir, a antiga cidade de Filadélfia era sede de uma das Sete Igrejas do Apocalipse, citadas no último livro da Bíblia. No território da atual Turquia, foi fundada por volta de 159 a 138 antes de Cristo (a.C.) por Attalus II, regente de Pérgamo. O nome foi dado em honra ao irmão do fundador, o rei Eumenes II. Em grego, significa “cidade do amor fraternal” – daí a mesma alcunha da cidade homônima nos Estados Unidos, no estado da Pensilvânia, primeira capital norte-americana.

Em Apocalipse, João recebeu de Jesus a revelação endereçada à cidade:

“E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre:

Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome.

Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não são, mas mentem: eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo.

Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que
habitam na terra.

Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.

A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome.”
Apocalipse 3:7-12
A expressão “sinagoga de Satanás” refere-se ao fato de que os cristãos locais eram severamente perseguidos pelas autoridades judias da cidade. Assim como fez em relação a Esmirna, Cristo enalteceu os fiéis da Filadélfia por sua persistência e fidelidade.

Elevada e próspera

Na atual província turca de Manisa, no Egeu, a cidade é ligada a Esmirna por uma ferrovia de 105 quilômetros. Construída em terreno elevado, até hoje a área é sujeita a terremotos, um dos quais devastou a cidade no ano 17, seguido de tremores de menor impacto, mas ainda poderosos, pelos 20 anos seguintes. Arqueólogos encontraram moedas locais com a efígie do imperador romano Calígula, famoso por sua devassidão e loucura, que auxiliou a cidade em sua reconstrução, já que na época ela fazia parte de seu império.

No período bizantino, Filadélfia foi muito próspera, apelidada como a “Pequena Atenas” por volta do século 6.

Foi conquistada pelos turcos em 1074, recuperada pelos bizantinos em 1098. Passou pelas mãos dos gregos, constantemente reivindicada pelos otomanos. Após vários conflitos, o exército da Grécia ocupou a cidade durante a guerra Greco-turca (1919-1922).

Forçados a sair, os gregos lançaram mão da estratégia “terra arrasada” (destruição total do lugar e de seus recursos, bem como mais de 3 mil de suas vidas humanas, naquele caso específico). Os edifícios foram borrifados com querosene e incendiados. O subúrbio ateniense de Nea Filadelfia (Nova Filadélfia) recebeu esse nome por ter recebido os gregos retirantes de Alasehir, o nome turco da cidade até hoje.

Do alto da urbe, vê-se a extensa e fértil planície do Rio Gediz, cujas nascentes fornecem águas minerais bastante apreciadas na Turquia e em países vizinhos. Outro produto bastante famoso são as frutas secas, sobretudo as uvas passas da variedade sultana (verdes e sem sementes, na foto acima), de qualidade internacionalmente conhecida.

domingo, 29 de julho de 2012

Cultive um relacionamento de qualidade

"O amor verdadeiro não aprisiona. Conheça a fundo seu parceiro e torne a vida a dois próspera"
           


Por que motivo alguém entra e sai da vida de uma pessoa sem estabelecer um vínculo afetivo duradouro? Por que ainda existe tanta dificuldade para se ter um companheiro de verdade? Para a especialista em comportamento humano Roselake Leiros, atualmente, a forma de homens e mulheres se relacionarem é excessivamente livre e superficial, e não traz felicidade. Além disso, a falta de compromisso também leva à sensação de vazio e de amargura.

“Muitos dizem que é gratificante se envolver a cada dia com um novo parceiro, manter relacionamentos totalmente sem compromisso, mas as relações precisam de sinceridade e espaço para ambos terem a oportunidade de expressar o que realmente são. Não há o que temer, pois o amor verdadeiro não aprisiona”, diz a especialista.

Para dar certo, é preciso haver equilíbrio no relacionamento, entre defeitos e qualidades, além disso, entender que o namoro serve como um período de troca de experiências e aprendizado, e não para sufocar. Quando um casal está se conhecendo, é necessário observar o encanto de cada contraste. “Existem diferenças importantes que precisam ser percebidas, compreendidas, respeitadas, discutidas e aproveitadas para o crescimento de ambos. Qual é o objetivo de ter uma vida a dois se não há vontade de conhecer tudo o que o outro tem a oferecer e vice-versa?”

De acordo com Roselake, no geral, a maioria das mulheres vê no relacionamento apenas uma possibilidade da realização dos sonhos e idealizações, e não algo construtivo para os dois. “Já os homens querem ser felizes agora e, com isso, viver a probabilidade de ter um compromisso. Ele não diz que sim e nem que não, apenas deixa acontecer naturalmente”, explica.

Mantenha a chama acessa

“Fixe-se no agora. Deixe as coisas do passado no seu lugar, pois cada momento é único. Transforme sonhos em objetivos e construa-os passo a passo, vivendo cada coisa em seu tempo e com inteireza. Confie que você e seu parceiro são os melhores a cada momento e que podem viver uma vida agradável”, ensina Roselake.

Segundo a profissional, é preciso conhecer a fundo o parceiro e quais são suas necessidades. Saiba reconhecer e admirar os pontos fortes, em você e nele. Procure se doar e receber, de maneira equilibrada. Assuma as responsabilidades que forem cabíveis e designe algumas a ele, não queira resolver tudo. Independentemente da situação, dê sempre o seu melhor.

Além disso, estimular a sintonia, o diálogo sincero, respeito aos gostos de cada um, procurar sempre atender equilibradamente a esses gostos, promover mudanças e viver de forma leve, alegre e espontânea, estimulando as trocas, faz o crescimento do casal e evita que o relacionamento caia na rotina. “Insegurança, cobranças e excessos de qualquer natureza abalam a vida a dois”, afirma a especialista.

Cada pessoa, assim como cada momento, é diferente. Respeitar e aprender com as diferenças, ser flexível, mas sempre respeitar seus valores, viver conscientemente e fazer avaliações de si e do outro como um tudo é importante. “Ame com respeito e acredite na felicidade”, finaliza Roselake.

Lições de Davi: Refúgio

"O que posso fazer quando estou em meio a uma grande aflição?"
           
Davi foi um homem comum, que tinha consigo o poder da fé e da fidelidade a Deus. Viveu muitas guerras externas e, sobretudo, internas, porém, venceu todas, porque soube ouvir a voz do seu Criador.

Na série “Lições de Davi”, você vai entender o que pode fazer para se tornar uma pessoa de caráter irrepreensível e qual o caminho para receber a paz e realizar os sonhos tão desejados.



O que posso fazer quando estou em meio a uma grande aflição?
Faça uma oração, de preferência pela manhã, assim que você acordar, apresentando a Deus tudo o que você está sentindo. Desabafe e creia que Ele está lhe ouvindo. Em seguida, mantenha a confiança em Sua resposta, porque ela virá.

São muitos os meus problemas e, a cada dia, parece que eles aumentam ou se fortalecem ainda mais. A quem posso recorrer?
Existem várias saídas para os seus problemas, mas uma Única pessoa é capaz de lhe direcionar a resolvê-los e dar força para suportar e ultrapassar todos eles.

Dizer que podemos recorrer a Deus não pode ser uma alternativa muito vaga para as nossas dúvidas?
Não, porque Deus sabe quem somos em nossa absoluta essência. Ele conhece os nossos passos e os nossos tropeços, e tem o conhecimento sobre o futuro. Além disso, acima de qualquer coisa Ele é Justiça, e por isso se indigna todos os dias com a mentira, falsidade, fraude, corrupção e toda injustiça.

Por que Ele iria se importar conosco?
Na verdade, quem é o homem para que possa ser ao menos lembrado por Deus? Ele é o criador dos Céus e da Terra, dos astros e estrelas, e mesmo assim nos ouve, porque, para Ele, temos um eterno valor. Além disso, confia no homem, a tal ponto de nos dar completo domínio sobre tudo o que criou.

Se Ele se importa com todas as pessoas, então pode ser que julgue todas as causas de forma igual. Se Deus é misericordioso, não pode beneficiar as pessoas, perdoando e livrando a todos de seus próprios erros, não importando o que tenham feito para prejudicar alguém?
Deus perdoa a todos, mas o arrependimento e a atitude de abandonar o erro é o que vão determinar este perdão. No entanto, mesmo sendo perdoados, não temos como nos livrar da justiça. Se plantamos o que é bom, colheremos o que é bom; se plantamos o que é mau, colheremos da mesma forma. A nossa retidão, integridade e escolhas que fazemos na vida vão determinar o que vamos colher.
Baseado nos capítulos 5, 6, 7 e 8 do livro de Salmos.