quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Apocalipse: O livrinho aberto - Parte 2



Esse livro contém todos os direitos proféticos, sacerdotais e reais do Senhor Jesus Cristo como nosso Redentor. Ele abrange a origem e o âmago de todas as profecias, de toda a pregação do Evangelho, de toda fé verdadeira e de toda esperança firme. Entretanto, segundo a narrativa de João, algo estranho acontece com o livrinho: 

“A voz que ouvi, vinda do céu, estava de novo falando comigo e dizendo: Vai e toma o livro que se acha aberto na mão do anjo em pé sobre o mar e sobre a terra. Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele, então, me falou: Toma-o e devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel. 

Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei, e, na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo. Então, me disseram: É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis.” Apocalipse 10.8-11 

As perguntas que logo vêm ao nosso coração são: por que João teve de comer o livrinho? E por que era doce na boca e amargo no estômago? 

Antes de responder a estas perguntas é interessante verificarmos que o mesmo aconteceu com o profeta Ezequiel, quando foi chamado para profetizar aos filhos de Israel. Naquela ocasião o Senhor lhe disse: 

“Ele me disse: Filho do homem, eu te envio aos filhos de Israel, às nações rebeldes que se insurgiram contra mim; eles e seus pais prevaricaram contra mim, até precisamente ao dia de hoje. Os filhos são de duro semblante e obstinados de coração; eu te envio a eles, e lhes dirás: Assim diz o Senhor Deus. Eles, quer ouçam quer deixem de ouvir, porque são casa rebelde, hão de saber que esteve no meio deles um profeta. 
Tu, ó filho do homem, não os temas, nem temas as suas palavras, ainda que haja sarças e espinhos para contigo, e tu habites com escorpiões; não temas as suas palavras, nem te assustes com o rosto deles, porque são casa rebelde. Mas tu lhes dirás as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir, pois são rebeldes. Tu, ó filho do homem, ouve o que eu te digo, não te insurjas como a casa rebelde; abre a boca e come o que eu te dou. 
Então, vi, e eis que certa mão se estendia para mim, e nela se achava o rolo de um livro. Estendeu-o diante de mim, e estava escrito por dentro e por fora; nele, estavam escritas lamentações, suspiros e ais. 
Ainda me disse: Filho do homem, come o que achares; come este rolo, vai e fala à casa de Israel. Então, abri a boca, e ele me deu a comer o rolo. E me disse: Filho do homem, dá de comer ao teu ventre e enche as tuas entranhas deste rolo que eu te dou. Eu o comi, e na boca me era doce como o mel.” Ezequiel 2.3-10; 3.1-3 

Verificamos nessa passagem que primeiramente Deus escolheu o Seu servo, Ezequiel, para uma obra. E, em seguida, ele foi preparado para profetizar a um povo de coração obstinado e rebelde. 

Para tanto, ele precisou ingerir o livro que iria anunciar. E aí está a verdadeira razão pela qual ele teve de comer o livro cheio de lamentações, suspiros e ais! Ele precisou experimentar por si mesmo aquilo que iria dar aos outros. 

Precisa acontecer com o homem de Deus o mesmo que com um vendedor, que só terá sucesso nas suas vendas se tiver provado e aprovado o produto que está vendendo! 

Para que possa transmitir o Espírito e a Vida que há na Palavra de Deus, o homem de Deus precisa, espiritualmente falando, comê-la, ou seja, absorvê-la a tal ponto que o seu ser assuma totalmente o caráter do Autor da Palavra, para que ela possa sair de dentro dele com o mesmo Espírito que nela existe! 

O profeta Ezequiel e o apóstolo João tiveram de comer da Palavra de Deus para que tivessem condições espirituais de transmiti-la com fidelidade, palavra por palavra, a fim de que o objetivo fosse alcançado também com fidelidade. 

Isso tem acontecido com todos os homens de Deus, pois se por um lado eles sentem o sabor do mel na boca, isto é, a alegria de poderem transmitir aos outros aquilo que Deus lhes tem dado, por outro eles sentem agonia por aqueles que se perdem, que rejeitam a oferta gratuita do perdão de Deus. João relata: “Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei, e, na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo” (Apocalipse 10.10). Significa que ele se apropriou da sua mensagem e provou tanto do seu gozo quanto do seu sofrimento. 

Então, o gosto amargo no estômago está relacionado com as muitas tribulações que o homem de Deus tem de passar para tentar salvar os perdidos, sabendo que se isso não acontecer, eles sofrerão o juízo eterno. E é muito duro suportar! 

Vemos que só depois de João ter devorado o livrinho a seguinte ordem lhe é dada: “...É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Apocalipse 10.11). Daí a razão de ter comido o livrinho.

Apocalipse: O anjo forte



Da mesma forma pela qual o povo de Deus toma posse de um pedaço de terra, pelo simples fato de colocar ali a planta do pé, assim acontece com este ser divino





“Vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça; o rosto era como o sol, e as pernas, como colunas de fogo; e tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o pé direito sobre o mar e o esquerdo, sobre a terra, e bradou em grande voz, como ruge um leão, e, quando bradou, desferiram os sete trovões as suas próprias vozes.
Logo que falaram os sete trovões, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo: Guarda em segredo as coisas que os sete trovões falaram e não as escrevas. Então, o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe: Já não haverá demora, mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas.
A voz que ouvi, vinda do céu, estava de novo falando comigo e dizendo: Vai e toma o livro que se acha aberto na mão do anjo em pé sobre o mar e sobre a terra. Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele, então, me falou: Toma-o e devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel.
Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei, e, na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo. Então, me disseram: É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis.” Apocalipse 10.1-113

Na sexta trombeta, vimos o quadro da guerra mundial, com o uso de armas atômicas matando a terça parte da humanidade. O presente capítulo é a continuação da sexta trombeta, só que aqui a figura central é “um anjo forte” e o livrinho.

Embora muitos intérpretes recusem a ideia de que este outro “anjo forte” seja o Senhor Jesus, a descrição que o apóstolo João faz tem todas as características de outras descrições feitas a respeito dEle.

Vejamos alguns exemplos. Referindo-se ao Senhor Jesus, nós temos a promessa: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá...” (Apocalipse 1.7). Sabemos que os filhos de Deus serão arrebatados ao encontro dEle nas nuvens. A descrição deste “anjo forte” é: “Vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça; o rosto era como o sol, e as pernas, como colunas de fogo; e tinha na mão um livrinho aberto...” (Apocalipse 10.1,2).

Isso nos lembra a profecia de Ezequiel, quando viu a glória do Senhor: “Como o aspecto do arco que aparece na nuvem em dia de chuva, assim era o resplendor em redor...” (Ezequiel 1.28).

Sobre o rosto deste “anjo forte”, lemos que “...era como o sol...”, ou seja, a mesma descrição do início do livro, quando João diz: “...O seu rosto brilhava como o sol na sua força” (Apocalipse 1.16).
A respeito das pernas, vimos que eram “...como colunas de fogo...” (Apocalipse 10.1), o que também combina com a descrição feita do Senhor por João: “os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha...” (Apocalipse 1.15).

Ainda que seja chamado de “anjo forte”, as características da Sua descrição são bem distintas dos demais anjos; além disso, por ser tão distinto, não podemos duvidar de que se trata da Pessoa do Senhor Jesus Cristo.

Afinal, que anjo teria a autoridade de pôr o pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra? Sabemos que, por duas vezes, o Senhor Deus exortou o povo de Israel, antes da posse da Terra Prometida, dizendo:

“Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, desde o deserto, desde o Líbano, desde o rio, o rio Eufrates, até ao mar ocidental, será vosso. Ninguém vos poderá resistir; o Senhor, vosso Deus, porá sobre toda terra que pisardes o vosso terror e o vosso temor, como já vos tem dito.” Deuteronômio 11.24,25

Novamente lemos a mesma promessa dada a Josué, confirmando o que fora dito a Moisés: “Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés” (Josué 1.3).

Ora, da mesma forma pela qual o povo de Deus toma posse de um pedaço de terra, pelo simples fato de colocar ali a planta do pé, assim acontece com este “anjo forte”.

O fato de colocar o pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra significa a tomada de posse de ambos. Mas cabe a pergunta: por que este “anjo” poderoso coloca os pés sobre o mar e sobre a terra, se os dois são uma coisa só, ou seja, estão no contexto do planeta Terra?

Aí é que está! O mar significa os povos e a terra significa Israel. Esta atitude do “anjo forte” apenas confirma a interpretação de que não é outro senão o próprio Senhor Jesus Cristo!

A abertura dos selos e a tomada do livro selado da mão direita dAquele que estava sentado no trono são a prova do Seu direito à posse do mar e da terra. Da mesma forma que Ele venceu, todos os que nEle estão, sem exceção, também vencerão!Ele vem, assim, tomar posse da Sua propriedade legal, assumindo o domínio de ambos. Isto seria impossível se Ele não tomasse o livro e abrisse os seus selos, conforme diz o apóstolo João: “Veio, pois, e tomou o livro da mão direita daquele que estava sentado no trono” (Apocalipse 5.7).

O Seu triunfo garante o nosso triunfo. Onde está o Senhor Jesus não há espaço para os Seus inimigos. Assim sendo, quem está em Cristo Jesus tem de ser mais que vencedor!

A razão de muitos cristãos serem fracassados está no fato de que jamais tiveram realmente um encontro  com o Senhor Jesus. Não O conhecem como Ele é! Têm se enchido de muitas informações a Seu respeito, porém nunca O conheceram!

Jesus Cristo é o Senhor não por ter recebido este título por herança, ou por ter nascido nobre, não! Ele é o Senhor porque venceu! E aqueles que nEle estão têm a obrigação de vencer todas as batalhas travadas contra as trevas!

A segunda atitude deste “anjo forte”, depois de pôr os pés sobre o mar e a terra, foi clamar com grande voz, como ruge o leão. Isto nos lembra a profecia de Joel:“O Senhor brama de Sião e se fará ouvir de Jerusalém, e os céus e a terra tremerão; mas o Senhor será o refúgio do seu povo e a fortaleza dos filhos de Israel” (Joel 3.16).

O profeta Amós também disse: “...O Senhor rugirá de Sião e de Jerusalém fará ouvir a sua voz...”(Amós 1.2). Ainda com relação a “clamar com grande voz”, o profeta Jeremias disse:

“Tu, pois, lhes profetizarás todas estas palavras e lhes dirás: O Senhor lá do alto rugirá e da sua santa morada fará ouvir a sua voz; rugirá fortemente contra a sua malhada, com brados contra todos os moradores da terra, como o eia! dos que pisam as uvas. Chegará o estrondo até à extremidade da terra, porque o Senhor tem contenda com as nações, entrará em juízo contra toda carne; os perversos entregará à espada, diz o Senhor”. Jeremias 25.30,31

Tendo o “anjo forte” clamado com grande voz, como de leão, seguiu-se o soar das vozes dos sete trovões. O que isso pode significar? O Senhor Jesus clama e ruge como um leão?

Sabemos ser o nosso Senhor o Leão da tribo de Judá, e quando o rei dos animais ruge, faz soar a sua ira e todos os animais estremecem. Da mesma forma este clamor do Senhor significa o juízo que faz as estruturas do inferno temerem e tremerem, porque para os profetas o rugir do Leão é sempre um sinal de juízo.

A terceira atitude do “anjo forte” foi jurar por Aquele que vive pelos séculos dos séculos, que criou o céu, a terra e o mar, e tudo quanto neles existe, dizendo: “...Já não haverá demora, mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas” (Apocalipse 10.6,7).

Essa declaração vem confirmar a premissa de que o “anjo forte” é o Senhor Jesus, pois quem nos Céus, na Terra ou em todo o universo teria a autoridade para jurar por Deus que não haveria demora? E que nos dias da voz do sétimo anjo, quando este estiver prestes a tocar a trombeta, cumprir-se-á o mistério de Deus? O profeta Daniel registrou uma profecia paralela a este juramento:

“Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro. Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno. Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente.” Daniel 12.1-3

Estes versos anunciam os acontecimentos do tempo final, e Aquele que transmitia esta revelação a Daniel fez o seguinte juramento:

“Ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, quando levantou a mão direita e a esquerda ao céu e jurou, por aquele que vive eternamente, que isso seria depois de um tempo, dois tempos e metade de um tempo. E, quando se acabar a destruição do poder do povo santo, estas coisas todas se cumprirão.” Daniel 12.7

O juramento deste “anjo forte”, ou do Senhor Jesus, no presente capítulo, fala que não haverá demora com respeito ao cumprimento do mistério de Deus, que parece focalizar o estabelecimento do Reino do Seu Filho Jesus Cristo.

Sim, pois com a abertura do livro, o Senhor Jesus vai tomando posse dos Seus direitos adquiridos no Calvário. Em outras palavras, quanto mais rapidamente os juízos de Deus são executados sobre a humanidade, mais rápido o Senhor Jesus impõe o Seu direito. Eis o resumo da visão do décimo capítulo!

Apocalipse: O juízo divino sobre a Terra


Até aqui, as primeiras três trombetas trouxeram destruição e caos sobre o planeta; a partir desta quarta trombeta, entretanto, os juízos divinos passam a acontecer na parte externa da Terra




“O quarto anjo tocou a trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, da lua e das estrelas, para que a terça parte deles escurecesse e, na sua terça parte, não brilhasse, tanto o dia como também a noite. Então, vi e ouvi uma águia que, voando pelo meio do céu, dizia em grande voz: Ai! Ai! Ai dos que moram na terra, por causa das restantes vozes da trombeta dos três anjos que ainda têm de tocar!”.Apocalipse 8.12,13

Até aqui, as primeiras três trombetas trouxeram destruição e caos sobre o planeta; a partir desta quarta trombeta, entretanto, os juízos divinos passam a acontecer na parte externa da Terra. Aliás, alguns profetas e até mesmo o próprio Senhor Jesus anunciaram esses dias:

“Eis que vem o Dia do Senhor, dia cruel, com ira e ardente furor, para converter a terra em assolação e dela destruir os pecadores. Porque as estrelas e constelações dos céus não darão a sua luz; o sol, logo ao nascer, se escurecerá, e a lua não fará resplandecer a sua luz.” Isaías 13.9,10

“Quando eu te extinguir, cobrirei os céus e farei enegrecer as suas estrelas; encobrirei o sol com uma nuvem, e a lua não resplandecerá a sua luz. Por tua causa, vestirei de preto todos os brilhantes luminares do céu e trarei trevas sobre o teu país, diz o Senhor Deus. Afligirei o coração de muitos povos, quando se levar às nações, às terras que não conheceste, a notícia da tua destruição.” .Ezequiel 32.7-9

“Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados.”  Lucas 21.25,26

Realmente não dá para imaginar o terror até aqui descrito, com os eventos dos selos e destas quatro trombetas, mas tem-se uma ideia do que está reservado para os resistentes à salvação oferecida pelo Senhor Jesus.

Quantas pessoas têm visto a manifestação do poder de Deus não apenas na vida dos seus entes queridos, mas também na sua própria vida, e mesmo assim permanecem com o seu coração endurecido?Especialmente aqueles que já experimentaram essa alegria, mas, devido aos deleites do mundo, esfriaram e deram as costas para a graça de Deus.

Naqueles dias, que já se aproximam, elas não poderão dar desculpas. O Senhor Jesus disse:“Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados” (Mateus 24.22).

A nona praga que desabou sobre o Egito parece traçar um paralelo com o significado desta quarta trombeta. Naquela oportunidade, o Senhor disse a Moisés:

“Então, disse o Senhor a Moisés: Estende a mão para o céu, e virão trevas sobre a terra do Egito, trevas que se possam apalpar. Estendeu, pois, Moisés a mão para o céu, e houve trevas espessas sobre toda a terra do Egito por três dias; não viram uns aos outros, e ninguém se levantou do seu lugar por três dias; porém todos os filhos de Israel tinham luz nas suas habitações.”. Êxodo 10.21-23

Vemos, assim, que Deus, antes de livrar o Seu povo do jugo egípcio ou satânico, fez conhecidas as Suas maravilhas, para que todos O temessem. O mesmo acontecerá nos dias anteriores ao arrebatamento dos verdadeiros praticantes da Palavra de Deus: sinais espantosos na terra, no mar e no ar.

Hoje, por causa da poluição, nós nos deparamos com o chamado efeito estufa, que está virando o clima mundial de cabeça para baixo e dando origem a fenômenos como o El Niño.

Este inexplicável aquecimento das águas do Oceano Pacífico, no Sul, vem causando inúmeras calamidades pelo mundo. Técnicos em Meteorologia afirmam que drásticas mudanças climáticas ocorrerão no planeta, em um futuro próximo.

Antes dos três últimos e mais severos juízos, o personagem central desta trombeta, a águia, sai voando pelo meio do céu, dizendo em grande voz: “...Ai! Ai! Ai dos que moram na terra, por causa das restantes vozes da trombeta dos três anjos que ainda têm de tocar!” (Apocalipse 8.13).

Muito se tem conjecturado com respeito à identificação desta águia. Há quem diga ser um anjo; outros dizem ser a Igreja arrebatada. Seja o que for, o mais importante é o que ela exprime.

À primeira vista, não haveria necessidade de a águia sair gritando e manifestando um sentimento de profunda dor por aqueles que ainda habitam a Terra, se isto não tivesse um objetivo extremamente importante.

Pensamos que este objetivo é justamente salientar a sequência de dores que atormentarão os habitantes do planeta. Todos os injustos estarão passando pelas dores destes juízos.

Apocalipse: A chave do poço do abismo



As pessoas que ainda estiverem vivendo na Terra, neste período, estarão experimentando a cólera cruel e inclemente de Satanás





“O quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela caída do céu na terra. E foi-lhe dada a chave do poço do abismo. Ela abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço como fumaça de grande fornalha, e, com a fumaceira saída do poço, escureceu-se o sol e o ar. Também da fumaça saíram gafanhotos para a terra; e foi-lhes dado poder como o que têm os escorpiões da terra, e foi-lhes dito que não causassem dano à erva da terra, nem a qualquer coisa verde, nem a árvore alguma e tão somente aos homens que não têm o selo de Deus sobre a fronte.
Foi-lhes também dado, não que os matassem, e sim que os atormentassem durante cinco meses. E o seu tormento era como tormento de escorpião quando fere alguém. Naqueles dias, os homens buscarão a morte e não a acharão; também terão ardente desejo de morrer, mas a morte fugirá deles. O aspecto dos gafanhotos era semelhante a cavalos preparados para a peleja; na sua cabeça havia como que coroas parecendo de ouro; e o seu rosto era como rosto de homem; tinham também cabelos, como cabelos de mulher; os seus dentes, como dentes de leão; tinham couraças, como couraças de ferro; o barulho que as suas asas faziam era como o barulho de carros de muitos cavalos, quando correm à peleja; tinham ainda cauda, como escorpiões, e ferrão; na cauda tinham poder para causar dano aos homens, por cinco meses; e tinham sobre eles, como seu rei, o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom, e em grego, Apoliom. O primeiro ai passou. Eis que, depois destas coisas, vêm ainda dois ais.”. Apocalipse 9.1-12

O juízo desta quinta trombeta difere totalmente dos juízos das anteriores. Na primeira, foi queimada a terça parte da Terra, das árvores e de toda erva verde. Na segunda, foi atingida a terça parte dos mares, dos animais que neles vivem e das embarcações.

Na terceira trombeta foi contaminada a terça parte dos rios e das fontes de águas, e, finalmente, na quarta trombeta foi escurecida a terça parte do sol, da lua e das estrelas.

Verificamos, então, que nestas quatro trombetas houve uma matéria física causadora de destruição. Na primeira, a saraiva e fogo de mistura com sangue. Na segunda, uma como que montanha ardendo em chamas. Na terceira, uma grande estrela ardendo como tocha, e na quarta, alguma coisa atingindo o sol, a lua e as estrelas, ferindo-os.

Nesta quinta trombeta, o apóstolo João viu uma estrela caída do céu na Terra. Esta estrela recebeu a chave do poço do abismo. Em oposição a ela, o Senhor Jesus Cristo tem as chaves da morte e do inferno (Apocalipse 1.18).

Ora, sabemos que a chave é um símbolo de autoridade para iniciar eventos e exercer controle; por isto mesmo o Senhor Jesus Se identifica para o anjo da igreja em Filadélfia como “...aquele que tem a chave de Davi, que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá” (Apocalipse 3.7).

Então, esta estrela caída na Terra, recebedora da chave do poço do abismo, não pode ser outro senão o próprio Satanás, pois que ele mesmo não tem nem poder nem autoridade para abrir o poço, sem que receba de Alguém esta condição.

Um exemplo claro disso é o caso de Jó. Tudo que o diabo fez em sua vida foi com a devida permissão de Deus, e de maneira limitada. As seguintes citações bíblicas confirmam que esta estrela só pode se referir a Satanás: “Então, regressaram os setenta, possuídos de alegria, dizendo: Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo teu nome! Mas ele lhes disse: Eu via Satanás caindo do céu como um relâmpago”(Lucas 10.17,18).Se tivesse, então já teria aberto o poço há muito tempo. Podemos concluir que Satanás tem o seu poder limitado pelo poder do Senhor Jesus Cristo! Significa que ele não pode agir de forma independente, pois todos os seus objetivos destruidores estão dentro dos limites estabelecidos por Deus.

O profeta Isaías também escreveu: “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!” (Isaías 14.12).

O fato de haver, nesta quinta trombeta, muito mais versos que nas demais, deixa claro que o seu juízo será muito mais rigoroso e doloroso. Isso nos leva a acreditar que o apóstolo João queria definir bem a razão do primeiro “ai”.

As pessoas que ainda estiverem vivendo na Terra, neste período, estarão experimentando a cólera cruel e inclemente de Satanás, uma vez que do poço sairão espíritos imundos, muito piores que os que estão agindo hoje em dia, em todo o mundo. Judas, irmão de Tiago, na sua pequena epístola faz menção a estes demônios, quando diz:

“Quero, pois, lembrar-vos, embora já estejais cientes de tudo uma vez por todas, que o Senhor, tendo libertado um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu, depois, os que não creram; e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia.” Judas 1.5,6

É muito importante frisar que a classe de demônios agindo neste mundo vive nas regiões celestes, isto é, nos ares. O apóstolo Paulo, dirigido pelo Espírito Santo, afirmou: “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”. (Efésios 6.12)

A legião que estava no endemoninhado gadareno pediu ao Senhor Jesus que não os enviasse para o abismo: “Rogavam-lhe que não os mandasse sair para o abismo” (Lucas 8.31).

E por quê? Porque talvez eles tenham pavor daqueles que estão no abismo! E se isso é verdadeiro, então imagine quando Satanás abrir o poço e soltar os demônios que estão guardados para o grande Dia do Juízo!

O juízo desta quinta trombeta também tem o seu paralelo na oitava praga que foi lançada sobre o Egito. Vejamos o texto bíblico:

“Estendeu, pois, Moisés o seu bordão sobre a terra do Egito, e o Senhor trouxe sobre a terra um vento oriental todo aquele dia e toda aquela noite; quando amanheceu, o vento oriental tinha trazido os gafanhotos. E subiram os gafanhotos por toda a terra do Egito e pousaram sobre todo o seu território; eram mui numerosos; antes destes, nunca houve tais gafanhotos, nem depois deles virão outros assim. Porque cobriram a superfície de toda a terra, de modo que a terra se escureceu; devoraram toda a erva da terra e todo fruto das árvores que deixara a chuva de pedras; e não restou nada verde nas árvores, nem na erva do campo, em toda a terra do Egito.” Êxodo 10.13-15

A diferença principal entre os gafanhotos no Egito e os da quinta trombeta é que os primeiros danificaram as árvores e plantas, enquanto os últimos atormentam os homens por cinco meses, uma vez que lhes foi dado poder como o dos escorpiões.

Os incluídos nos cento e quarenta e quatro mil não são atormentados, pois foi-lhes determinado atormentar somente aqueles que não têm o selo de Deus em suas frontes. A este exército demoníaco estão impostas quatro limitações:

1) Não pode danificar a natureza.

2) Não pode tocar nos selados de Deus.

3) Não tem poder para matar, somente para atormentar.

4) O seu período de atuação é de cinco meses.

Os gafanhotos não têm rei, conforme dizem as Sagradas Escrituras: “os gafanhotos não têm rei; contudo, marcham todos em bandos” (Provérbios 30.27).

Este exército monstruoso de gafanhotos, no entanto, tem um, cujo nome é Abadom, em hebraico, e Apoliom, em grego. Este rei não é Satanás, pois ele abriu o abismo como uma estrela caída. Este rei do abismo é o principal dos que estão presos no poço, e o seu nome significa “destruidor” ou “aniquilador”.

O fato de ser citado em dois idiomas significa que ele e o seu exército atormentarão tanto os judeus quanto os gentios. E, então, após cinco meses de tormento, termina o primeiro “ai”.

Perseguição



O verdadeiro cristão denuncia o que está errado e anuncia que pode resolver o problema





Quando a Igreja começou a denunciar os erros e os pecados do povo, começou a ser perseguida. O ministério profético é, na verdade, um ministério duplo, o qual se caracteriza por duas questões básicas: anúncio e denúncia.

O verdadeiro profeta é aquele que anuncia e denuncia. Hoje em dia, podemos dizer que existem profetas, sacerdotes e homens de Deus que só anunciam. É bom anunciar; alguns dizem que é o ministério sacerdotal só do anúncio, mas a Bíblia fala do ministério profético, que denuncia o pecado, o erro, a opressão, a fim de que estas coisas sejam corrigidas.

O verdadeiro cristão é ao mesmo tempo sacerdote e profeta: sacerdote porque anuncia a Palavra de Deus, e profeta quando denuncia a injustiça; o mal; a obra que o diabo está fazendo; o pecado; o erro; o sofrimento. O verdadeiro cristão denuncia o que está errado e anuncia o que pode resolver o problema, o que pode salvar. Este é o verdadeiro ministério da Igreja. Quando ela começa a denunciar a corrupção e o pecado, e começa a falar das maravilhas de Deus e das respostas para essas coisas, então o mundo reage, o diabo reage, e reagindo vem a perseguição contra a Igreja.

Há batalhas pessoais e intransferíveis



"Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vencedor dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus" (Apocalipse 2.7)





“Tens, contudo, a teu favor, que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio.” Apocalipse 2.6

Há uma corrente que acredita que os nicolaítas eram uma seita que defendia a licenciosidade como maneira própria de vida. Alguns eruditos têm a palavra ‘nicolaíta’ como forma grega da palavra hebraica ‘Balaão’, relacionando, assim, os tais com os que sustentavam a ‘doutrina de Balaão’, isto é, que ensinavam a comer coisas sacrificadas aos ídolos e a praticar a prostituição. Apocalipse 2.14

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vencedor dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus.” Apocalipse 2.7

Algumas vezes, durante o Seu ministério terreno, o Senhor Jesus usou a expressão “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça...”, e no término desta carta, Ele a usa novamente, provavelmente querendo dar o mesmo sentido que das vezes anteriores. A maioria das vezes, no final das parábolas, as quais se referiam à vida eterna. E o sentido é que nem todos têm tido ouvidos para ouvir a voz de Deus. O espírito daquela geração, que o Senhor encontrou aqui na Terra, é o mesmo de hoje em dia: quase todos estão muito ocupados e preocupados em salvar suas próprias vidas, tentando ganhar, cada vez mais dinheiro para satisfazer seus caprichos pessoais, de maneira que o Espírito Santo quase não tem encontrado resposta à Sua fala.

Quanto a isso, o Senhor Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa, acha-la-á. Pois, que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”(Mateus 16:24-26). Quem tem tido ouvidos para ouvir essas palavras e colocá-las em prática?


Em todos os desfechos das cartas, sempre encontramos uma promessa para aquele que for vencedor, significando que há uma verdadeira batalha que cada um de nós tem que enfrentar, a fim de conquistar o Reino de Deus. O fato é que as batalhas pela vida eterna são individuais!

Cada um tem que lutar suas próprias lutas e, assim, conquistar sua própria salvação. Podemos ajudar uns aos outros com orações, jejuns, encorajamento com palavras de fé, etc. Entretanto, há batalhas pessoais e intransferíveis, que cada um tem que enfrentar por si mesmo. É como comer e beber: ninguém pode fazer pelo outro! Assim também é a batalha pela vida eterna. Aliás, o Senhor Jesus disse:“Desde os dias de João Batista, até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele” Mateus 11.12

Tem que haver um esforço de cada um para haver também uma conquista. A árvore da vida, que foi perdida no Éden, será restaurada, apenas para aqueles que venceram o pecado pelo sangue, pela Palavra, pelo Espírito e pelo Nome do Senhor Jesus, isto é, os vencedores! “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.” Apocalipse 21.8

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

As sete trombetas do juízo - Parte 3


O elemento central do juízo desta trombeta é a grande estrela chamada Absinto, que cai sobre as fontes de águas, tornando-as amargas






“O terceiro anjo tocou a trombeta, e caiu do céu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas uma grande estrela, ardendo como tocha. O nome da estrela é Absinto; e a terça parte das águas se tornou em absinto, e muitos dos homens morreram por causa dessas águas, porque se tornaram amargosas.” Apocalipse 8.10,11

O elemento central do juízo desta trombeta é a grande estrela chamada Absinto, que cai sobre as fontes de águas, tornando-as amargas. Absinto, planta aromática e amarga, aparece na Bíblia assim como o fel, para expressar algo amargo. É como escreveu o rei Salomão: “porque os lábios da mulher adúltera destilam favos de mel, e as suas palavras são mais suaves do que o azeite; mas o fim dela é amargoso como o absinto, agudo, como a espada de dois gumes” (Provérbios 5.3,4).

No Antigo Testamento encontramos o relato sobre as águas de Mara, que eram amargas, impedindo o povo de Israel, depois de peregrinar três dias pelo deserto – cerca de três milhões de pessoas – de bebê-las:

Neste acontecimento, Deus mostra claramente o Seu cuidado para com o povo, provendo uma árvore para tornar doces as águas amargas. Esta árvore simboliza o Senhor Jesus: é Ele quem tira as amarguras dos caminhos do ser humano.“Fez Moisés partir a Israel do mar Vermelho, e saíram para o deserto de Sur; caminharam três dias no deserto e não acharam água. Afinal, chegaram a Mara; todavia, não puderam beber as águas de Mara, porque eram amargas; por isso, chamou-se-lhe Mara. E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber? Então, Moisés clamou ao Senhor, e o Senhor lhe mostrou uma árvore; lançou-a Moisés nas águas, e as águas se tornaram doces...”. Êxodo 15.22-25

No Novo Testamento também encontramos um momento de grande amargura, quando o Senhor Jesus estava consumando a obra de salvação. Abandonado, sofrendo na alma e na carne, cansado e sedento, a poucos minutos do Seu sacrifício final pela humanidade, Ele pediu água.

Em vez de água, deram-Lhe uma mistura de vinho com fel. Esta mistura é também traduzida por “absinto”: “deram-lhe a beber vinho com fel; mas ele, provando-o, não o quis beber” (Mateus 27.34).
É triste admitir, mas enquanto Deus, com o Seu imenso amor, procura de todas as formas aproximar o homem dEle, o homem, amando mais o mundo e o pecado, afasta-se do Criador.

É lamentável constatar, mas aqueles que têm dispensado a compaixão divina e negado a fé no Filho de Deus hão de provar as águas amargas e o fel dos juízos de Deus!

As sete trombetas do juízo - Parte 2




“O segundo anjo tocou a trombeta, e uma como que grande montanha ardendo em chamas foi atirada ao mar, cuja terça parte se tornou em sangue, e morreu a terça parte da criação que tinha vida, existente no mar, e foi destruída a terça parte das embarcações.” Apocalipse 8.8,9

Não podemos precisar o que significa “...uma como que grande montanha ardendo em chamas foi atirada ao mar...” (Apocalipse 8.8), mas podemos imaginar que seja um meteoro.

Não podemos garantir nada a este respeito, porém há um estudo que prevê a queda de um meteoro na Terra por volta do ano 2016. Segundo os astrônomos, ele já está avançando. Seja lá o que for, o mais importante, do nosso ponto de vista, é que haverá uma grande destruição com este juízo.

A terça parte da Terra já foi queimada; agora é a vez do mar, que perde a terça parte da vida que nele há. Novamente voltemos ao passado, pois ele sempre projeta luz para os dias apocalípticos:

É impressionante a semelhança entre esta praga do Egito e o juízo da segunda trombeta! Parece até que Deus quis deixar uma pequena amostra do que está reservado para o mundo.“Fizeram Moisés e Arão como o Senhor lhes havia ordenado: Arão, levantando o bordão, feriu as águas que estavam no rio, à vista de Faraó e seus oficiais; e toda a água do rio se tornou em sangue. De sorte que os peixes que estavam no rio morreram, o rio cheirou mal, e os egípcios não podiam beber a água do rio; e houve sangue por toda a terra do Egito.” Êxodo 7.20,21

Além disso, pelo exemplo desta praga podemos concluir que Deus não precisa de meteoros, bombas ou quaisquer instrumentos para realizar os Seus intentos. A massa em chamas lançada ao mar não só matará a terça parte dos peixes, mas provocará maremotos, os quais causarão danos terríveis a um terço de todas as embarcações.

Este período cruel durante a Grande Tribulação pertence ao Dia do Senhor, que terá início logo após o arrebatamento da Igreja. Sobre este dia o profeta Isaías diz:

“Porque o Dia do Senhor dos Exércitos será contra todo soberbo e altivo e contra todo aquele que se exalta, para que seja abatido; contra todos os cedros do Líbano, altos, mui elevados; e contra todos os carvalhos de Basã; contra todos os montes altos e contra todos os outeiros elevados; contra toda torre alta e contra toda muralha firme; contra todos os navios de Társis e contra tudo o que é belo à vista.

A arrogância do homem será abatida, e a sua altivez será humilhada; só o Senhor será exaltado naquele dia. Os ídolos serão de todo destruídos. Então, os homens se meterão nas cavernas das rochas e nos buracos da terra, ante o terror do Senhor e a glória da sua majestade, quando ele se levantar para espantar a terra. Naquele dia, os homens lançarão às toupeiras e aos morcegos os seus ídolos de prata e os seus ídolos de ouro, que fizeram para ante eles se prostrarem, e meter-se-ão pelas fendas das rochas e pelas cavernas das penhas, ante o terror do Senhor e a glória da sua majestade, quando ele se levantar para espantar a terra.” Isaías 2.12-21

As sete trombetas de juízo- Parte 1



Suas consequências foram mais catastróficas que as da abertura do quarto selo





“O primeiro anjo tocou a trombeta, e houve saraiva e fogo de mistura com sangue, e foram atirados à terra. Foi, então, queimada a terça parte da terra, e das árvores, e também toda erva verde.”  Apocalipse 8.7

Acreditamos que quanto mais compreendemos a mensagem do Apocalipse, e de toda a Bíblia, do ponto de vista literal, mais próximos estamos daquilo que os autores sagrados querem realmente dizer.
Cremos também que quanto mais simples e puros de coração nos colocarmos perante a Palavra de Deus, maiores revelações Ele nos fará. As conjecturas e as prováveis interpretações têm criado mais dúvidas e desanimado as pessoas de buscarem o conhecimento das revelações de Deus.

O soar desta primeira trombeta ressalta um fato interessante: suas consequências foram mais catastróficas que as da abertura do quarto selo. Neste, o cavalo amarelo e o seu cavaleiro receberam autoridade para matar a quarta parte da Terra; nesta primeira trombeta, a destruição é sobre a terça parte do planeta.

Uma análise das substâncias que compõem o juízo desta primeira trombeta pode trazer uma luz para a sua melhor compreensão: “...saraiva e fogo de mistura com sangue, e foram atirados à terra...”(Apocalipse 8.7).

Aqui só aparecem os elementos pedras e fogo. E o sangue? O que poderia ser este fogo de mistura com sangue atirado sobre a terra?Ora, saraiva é chuva de gelo; fogo é fogo, e sangue é sangue. A sétima praga sobre a terra do Egito talvez tenha sido uma pequena amostra do juízo desta primeira trombeta: “E Moisés estendeu o seu bordão para o céu; o Senhor deu trovões e chuva de pedras, e fogo desceu sobre a terra; e fez o Senhor cair chuva de pedras sobre a terra do Egito” (Êxodo 9.23).

Em todas as dez pragas do Egito não houve uma sequer que tenha tido o elemento sangue lançado sobre a terra. Temos sim, as águas do Rio Nilo e as suas fontes transformadas em sangue. Mas não sangue vindo do alto!

Por outro lado, sabemos que a terra bebeu o sangue dAquele que veio do Céu para salvar a humanidade. E não passou o Senhor Jesus pelo fogo do juízo por causa dos nossos pecados? O Espírito Santo, por intermédio de Paulo, afirma que “...Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo...” (2 Coríntios 5.19).

Também não podemos esquecer que o povo de Israel preferiu que Pilatos soltasse um bandido da prisão a livrar o Filho de Deus da morte, gritando: “...Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!”(Mateus 27.25).

Este sangue que Israel pediu que caísse não seria o sangue do Filho de Deus? Faraó foi muito teimoso em não ouvir a Palavra de Deus; as consequências foram as dez pragas sobre ele e o seu povo.

Da mesma forma a humanidade tem rejeitado a salvação pela fé no sacrifício do Senhor Jesus. Esta é a razão principal do juízo da primeira trombeta provocar a queima da terça parte da Terra, das árvores e de toda erva verde.

As consequências deste juízo atingem o homem indiretamente. Imagine a terça parte da Terra, das árvores e de toda a vegetação ser queimada! No verão da Califórnia, nos Estados Unidos, alguns acres de terra são incendiados por combustão espontânea, e já é terrível! Imagine a terça parte da Terra!

Isso significa a sua transformação em um verdadeiro deserto, tal qual o Saara, no continente africano, o maior deserto do mundo. Se já havia fome antes, imagine então o que acontecerá com a produção agrícola quando um terço da Terra estiver inutilizado! A fome será triplicada!

Quais são os seus medos?



Se você deseja vencer algo em sua vida, participe da 'Hora do Milagre', nesta sexta-feira (11), ao meio-dia





A mensagem do bispo Edir Macedo, transmitida durante a programação da IURD TV desta quarta-feira (09), explica que existem muitas pessoas que vivem sob o medo; no entanto, aqueles que servem a Deus podem vencer seus temores se usarem a fé.

"A mensagem bíblica do livro de 2 Crônicas, capítulo 20, do versículo 1 em diante é dirigida às pessoas que têm algum tipo de medo, que vivem apavoradas por seus inimigos – estejam eles na área econômica ou familiar -, que estão sob o impacto daquilo que temem", ressaltou, explicando que é o espírito do medo quem as faz ficar fracas"

O bispo também citou o que diz o texto sagrado:

"Então, vieram alguns que avisaram a Josafá, dizendo: Grande multidão vem contra ti dalém do mar e da Síria; eis que já estão em Hazazom-Tamar, que é Em-Gedi. Então, Josafá teve medo e se pôs a buscar ao Senhor; e apregoou jejum em todo o Judá." (2 Crônicas 20.2-3)

"Josafá era rei em Judá; era um homem de fé, um homem fiel a Deus; o seu reinado era de justiça, porém, quando os inimigos se juntaram para atacá-lo, teve medo; mas, diante da situação, não pediu ajuda aos seus aliados para pelejar contra aquele povo. Josafá recorreu a Deus e venceu seus inimigos."

O bispo continuou:
"Se algum mal nos sobrevier, espada por castigo, peste ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa e diante de ti, pois o teu nome esta nesta casa; e clamaremos a ti na nossa angústia, e tu nos ouvirás e nos livrarás." (2 Crônicas 20.9)

Em seguida, explicou:
"Quantas vezes somos invadidos por pensamentos negativos, nocivos, de terror, que a todo o momento tenta nos diminuir? Neste instante temos que usar o recurso mais poderoso que temos, que é a nossa fé viva no Deus vivo", ensinou.