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terça-feira, 26 de março de 2013

Homens da Bíblia: Benjamim



Nascido da aflição e morte de sua mãe





Por causa do sofrimento na hora do parto, sua mãe Raquel morreu e foi sepultada a caminho de Belém (Gênesis 35: 17-20). Benjamim era o filho mais novo de Jacó com Raquel e dividia com seu irmão, José, um afeto maior da parte de seu pai (Gênesis 45:14).

Ao nascer o bebê, Raquel teve tempo somente de chamá-lo de Benoni, que quer dizer “aquele que veio da dor”, mas seu pai Jacó o nomeou Benjamim, o filho preferido.

Depois, ele foi o fundador da tribo de Benjamim, formada por guerreiros temíveis, assim como Jacó anunciou no momento de sua morte (Gênesis 49:27-28).

Bênção ou maldição?
Quantas mães e pais sofrem para criar seus filhos? São inúmeros momentos de descrença, tristeza, por não conseguir ver um futuro promissor para seu filho.

Uma criança que nasceu com a saúde frágil, depois foi um filho desobediente, briguento com os amigos da escola, envolveu-se com más pessoas, que se diziam amigas, mas que o levaram para as drogas. Tudo isso mina a esperança dos pais.

Porém, assim como Benjamim, apesar do início da sua vida significar dor e morte, não foi assim que aconteceu. Seu pai acreditou nele, não desistiu de sua vida e o renomeou.

O que você tem feito com seu filho? Colocado sobre ele palavras de maldição ou de bênçãos? Tem olhado para ele com esperança ou já entregando a sua vida para a morte?

Seu filho é um “Benjamim” e não um “Benoni”. Ame-o de forma diferenciada e veja o lindo futuro que ele terá.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Homens da Bíblia: Jefté



Ele cumpriu o seu voto, mesmo sendo uma tarefa difícil





Esse homem não teve uma infância fácil. A mãe de Jefté era uma prostituta, e ele foi expulso de Gileade, sua terra natal, para que não formasse família por lá.

Certa vez, os amonitas estavam em guerra contra Israel, que não conseguia combatê-los. Por isso, foram até Jefté pedir para que ele estivesse à frente da batalha (Juízes 11:1-11). Foi nesse momento que fez um voto ao Senhor: se ganhasse a guerra, entregaria como oferta a primeira pessoa que fosse cumprimentá-lo ao chegar em casa (Juízes 11:30-31).

Porém, Jefté não imaginou o que aconteceria. Ao voltar da guerra, a primeira que saiu para comemorar com ele a vitória foi sua única filha. Mas, mesmo se entristecendo ao lembrar-se do voto, ele cumpriu.

Fidelidade provada
Podemos dizer que talvez Jefté não houvesse levado em consideração que alguém tão querido saísse de sua casa para recebê-lo de volta da guerra. Ele não mensurou como e de que forma ele teria que cumprir o seu voto. Será que ele pensou que seria fácil? Que sairia de sua casa um casal de porquinhos, de bezerros?

Para ele não importou o voto que fez, mas sim o objetivo que ele queria alcançar, que era ganhar a guerra. Porém, Deus o fez lembrar o que prometeu assim que viu sua filha única sair de casa. E, assim, Ele provou a fidelidade de Jefté.

Mesmo sendo algo inimaginável, Jefté teria que oferecer sua filha em sacrifício, assim como ele disse que faria em seu voto com Deus.

Ele poderia desistir, ter feito outra oração pedindo perdão para Deus por não conseguir cumprir o seu voto, até mesmo porque a guerra já estava ganha. Porém, ele foi até o fim com sua palavra, provou que era fiel a Deus.

Será que temos feito votos de tolo? Até onde temos sido fiéis a Deus? Ele tem se agradado de nossos votos?

"Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes. Melhor é que não votes do que votes e não cumpras." Eclesiastes 5:4-5.
Mesmo que seu voto seja difícil de cumprir, de realizar, por razões humanas, limitações emocionais ou financeiras, vá em frente, faça como Jefté e entregue o que se propôs a Deus, com certeza, Ele verá o seu esforço. Seja aprovado por Deus! 

A Palavra diz que a filha de Jefté chorou sua virgindade e não conheceu homem (Juízes 11:38-40). Alguns estudiosos acreditam que ela foi sacrificada e morreu virgem. Outros afirmam que ela ficou virgem até o último de sua vida.

De qualquer forma, a filha de Jefté foi obediente ao seu pai, se colocando para realizar o seu voto firmado. Assim, pai e filha são exemplos de obediência e fidelidade a Deus.

Homens da Bíblia: Manoá, pai de Sansão



Ele duvidou de sua esposa e pediu confirmação de Deus





Sansão foi um homem fruto de um milagre de esterilidade. Sua mãe não poderia ter filhos, mas um dia um Anjo do Senhor apareceu a ela dizendo que seria mãe de um menino consagrado a Ele, mas que teria que se consagrar para que ele realmente fosse um homem separado a Deus desde o ventre (Juízes 13:2-5).

Como toda mulher, ela ficou eufórica para contar a seu marido, chamado Manoá. Porém, ele não acreditou em todos aqueles detalhes de consagração que disse sua esposa e pediu que isso fosse confirmado novamente por um Anjo do Senhor (Juízes 13:6-8).

E foi o que aconteceu. O mesmo anjo apareceu a ela no campo, que correu para chamá-lo e ouvir as confirmações. Porém ele não percebeu que aquele que falara era Anjo da parte de Deus e o ofereceu um cabrito. Manoá somente percebeu que não se tratava de um homem natural quando queimou o cabrito como oferta e ele e sua esposa o viram subir para o céu em meio à fumaça (Juízes 13:9-23).

Um homem cheio de dúvidas
Pode-se dizer que Manoá era um homem desconfiado e cheio de dúvidas. Ao ouvir o que o Anjo prometera à sua esposa, ele duvidou e orou pedindo para que acontecesse de novo e assim tivesse certeza do milagre prometido.

Quantas vezes, mesmo recebendo a promessa de um grande milagre, algo impossível aos olhos humanos, duvidamos da promessa? E mesmo quando o sinal do milagre acontece, ainda pedimos mais sinais para Deus?

Temos que aprender a acreditar nos sinais que Deus nos manda. Ele fala conosco de todas as maneiras, quando e onde quiser. Temos que ficar atentos e agradecer por cada resposta dada no momento certo.
Não duvidemos do que Deus pode realizar!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

"José do Egito" estreia na tela da Record


De escravo a governador, personagem bíblico é um exemplo de pureza, paciência, amor e perdão




No próximo dia 30 de janeiro, estreia “José do Egito”, a nova minissérie da Rede Record. A produção conta a história desse importante personagem da Bíblia Sagrada, descrito no livro de Gênesis.

Mais uma vez, a emissora paulista apresenta ao público um drama épico, a exemplo de “Sansão e Dalila”, “Rei Davi” e “Ester” – outras produções bem sucedidas exibidas pelo canal.

José, o personagem central da trama, será interpretado pelo ator Ricky Tavares, na juventude, e Angelo Paes Leme, na fase adulta. O elenco conta ainda com Celso Frateschi (Jacó), Denise Del Velcchio (Lia), Camila Rodrigues (Tamar), Gustavo Leão (Benjamin), Larissa Maciel (Sati), Taumaturgo Ferreira (Potifar), entre outros atores.

A minissérie irá mostrar a saga de um homem fiel a Deus, íntegro e tolerante, que após ser vendido como escravo pelos próprios irmãos é levado para o Egito, onde é injustiçado, caluniado, preso e humilhado, até se tornar governador do país mais desenvolvido naquela época.

Por conta do dom de interpretar sonhos, José prevê fartura e fome para o Egito, ao decifrar as visões que tanto atormentam ao Faraó. O líder do Egito, então, dá a ele o importante cargo e a incumbência de preparar a nação para enfrentar os 14 anos alternados entre abundância e escassez que virão sobre o país.

O favorito do pai
O nascimento de José é considerado um milagre. Filho de Raquel (Mylla Christie), uma mulher estéril e a esposa mais amada de Jacó (Celso Frateschi) – um homem com idade avançada –, ele logo se torna o favorito do pai.

Com o passar do tempo, José se mostra cada vez mais diferente de todos os seus irmãos, filhos de outras esposas. Jacó também deixa transparecer sua nítida preferência pelo caçula, o que faz com que os outros cultivem inveja e ódio pelo menino, passando a desprezá-lo.

Raquel defende José como pode e Jacó sempre lhe dá razão. O jovem hebreu tem bom coração e faz de tudo para conquistar a amizade dos irmãos. Porém, sua inteligência, seu comportamento de quem sabe que é o predileto, e a forma como seu trabalho prospera mais do que o dos outros provocam ainda mais a ira de seus irmãos.

Sucessor de Jacó

Durante o nascimento do seu segundo filho, Benjamin, Raquel morre. Com isso, a situação de José se torna ainda mais difícil. Para piorar, ele recebe uma túnica ornamentada de Jacó, simbolizando que ele foi escolhido como seu sucessor.

José é separado dos trabalhos pesados e passa a ficar mais tempo em casa, tendo a oportunidade de aprender a ler e a escrever em hebraico com o seu pai, e a estudar Matemática, privilégios que só um filho primogênito teria.

Inconformados com a decisão de Jacó e tomados de inveja, os irmãos, incitados por Simeon (Caio Junqueira), decidem dar uma lição em José, atirando-o em um poço fundo e sem saída. Ruben (Guilherme Winter) não concorda em matá-lo, pois teme que Deus lhes cobre pelo crime.

O impasse persiste até que Judá (Vitor Hugo) consegue convencer a todos os irmãos que a melhor alternativa é vender José como escravo. Enganado pelos filhos, Jacó sofre por acreditar que o seu favorito foi morto por animais selvagens, enquanto José é levado ao Egito.

Mas o futuro reserva muitas surpresas para essa família. Quando já não houver mais o que comer em vários lugares daquela região, será José quem alimentará os irmãos que tanto o odiaram no passado. Um exemplo de pureza, paciência, amor e perdão.

Essas e outras emoções poderão ser acompanhadas a partir do dia 30 de janeiro, na tela da “Record”. José do Egito, escrita por Vivian de Oliveira e com direção geral de Alexandre Avancini, será exibida semanalmente, sempre às quartas-feiras, às 21h30.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Homens da Bíblia: Jefté



Ele cumpriu o seu voto, mesmo sendo uma tarefa difícil





Esse homem não teve uma infância fácil. A mãe de Jefté era uma prostituta, e ele foi expulso de Gileade, sua terra natal, para que não formasse família por lá.

Certa vez, os amonitas estavam em guerra contra Israel, que não conseguia combatê-los. Por isso, foram até Jefté pedir para que ele estivesse à frente da batalha (Juízes 11:1-11). Foi nesse momento que fez um voto ao Senhor: se ganhasse a guerra, entregaria como oferta a primeira pessoa que fosse cumprimentá-lo ao chegar em casa (Juízes 11:30-31).

Porém, Jefté não imaginou o que aconteceria. Ao voltar da guerra, a primeira que saiu para comemorar com ele a vitória foi sua única filha. Mas, mesmo se entristecendo ao lembrar-se do voto, ele cumpriu.

Fidelidade provada
Podemos dizer que talvez Jefté não houvesse levado em consideração que alguém tão querido saísse de sua casa para recebê-lo de volta da guerra. Ele não mensurou como e de que forma ele teria que cumprir o seu voto. Será que ele pensou que seria fácil? Que sairia de sua casa um casal de porquinhos, de bezerros?

Para ele não importou o voto que fez, mas sim o objetivo que ele queria alcançar, que era ganhar a guerra. Porém, Deus o fez lembrar o que prometeu assim que viu sua filha única sair de casa. E, assim, Ele provou a fidelidade de Jefté.

Mesmo sendo algo inimaginável, Jefté teria que oferecer sua filha em sacrifício, assim como ele disse que faria em seu voto com Deus.

Ele poderia desistir, ter feito outra oração pedindo perdão para Deus por não conseguir cumprir o seu voto, até mesmo porque a guerra já estava ganha. Porém, ele foi até o fim com sua palavra, provou que era fiel a Deus.

Será que temos feito votos de tolo? Até onde temos sido fiéis a Deus? Ele tem se agradado de nossos votos?

"Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes. Melhor é que não votes do que votes e não cumpras." Eclesiastes 5:4-5.

Mesmo que seu voto seja difícil de cumprir, de realizar, por razões humanas, limitações emocionais ou financeiras, vá em frente, faça como Jefté e entregue o que se propôs a Deus, com certeza, Ele verá o seu esforço. Seja aprovado por Deus! 

A Palavra diz que a filha de Jefté chorou sua virgindade e não conheceu homem (Juízes 11:38-40). Alguns estudiosos acreditam que ela foi sacrificada e morreu virgem. Outros afirmam que ela ficou virgem até o último de sua vida.

De qualquer forma, a filha de Jefté foi obediente ao seu pai, se colocando para realizar o seu voto firmado. Assim, pai e filha são exemplos de obediência e fidelidade a Deus.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Homens da Bíblia: Absalão



Um filho sem amor pelo pai





Absalão é um dos 70 filhos de Davi e, apesar de dar abrigo à sua irmã Tamar quando foi violentada pelo meio irmão Amnom, ele não pode ser um exemplo de amor.

Esse foi somente um motivo para que Absalão aumentasse ainda mais o seu ódio contra Amnom, a ponto de combinar para que ele fosse morto. E assim aconteceu (2 Samuel 13: 23-29).

Ele também não nutria amor por seu pai Davi, mas sim ódio. Absalão saía por Israel iludindo o povo, dizendo que ele seria um juiz mais justo se fosse rei (2 Samuel 15:1-6). Além disso, ele enviou homens pelo reino para dizer que ele era o novo rei de Israel (2 Samuel 15:10-11).

Foi dessa forma que Absalão organizou uma forte rebelião contra Davi, que foi forçado a deixar o palácio, abandonando suas mulheres e concubinas (2 Samuel 15:13-16).

Para voltar para o seu reino, foi preciso guerrear contra o seu próprio filho. E assim os servos de Davi lutaram contra o povo de Israel que seguia Absalão. Porém, o mulo que montava passou debaixo de orvalhos que o pegaram pela cabeça e o suspenderam, o deixando dependurado.

Um dos servos de Davi, vendo aquilo e sabendo da ordem do rei de não matar seu filho, contou para Joabe, um dos capitães desse combate. Mas esse não se importou e jogou três dados no peito e ainda entregou Absalão a 10 homens, que o mataram (2 Samuel 18).

O fim daqueles que não amam
Ouvimos muitas histórias de filhos rebeldes, que não obedecem ao pai e, muitas vezes, chegam até mesmo à violência e à morte. Quantos “Absalão” há espalhados pelo mundo?

E haverá muito mais se as pessoas não se abrirem para entender Deus e viver segundo seus preceitos.

O ódio se espalha rapidamente porque as pessoas estão a cada dia mais egoístas, fechadas para amar o próximo, independentemente de sua raça, cor, idade.

Que haja corações abertos para amar, mesmo aqueles que pensam, agem e acreditam de forma diferente. O amor pode e deve ser um dos testemunhos de Deus.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Homens da Bíblia: Potifar



Ele foi abençoado por causa da conduta de José




Potifar era um capitão da guarda e comprou José dos ismaelitas para  que este o servisse. Vendo que o Senhor prosperava tudo o que ele fazia, Potifar deu todas as suas coisas para que José cuidasse (Gênesis 39:1-4).

E, assim, Potifar foi abençoado porque Deus estava com José. O Senhor prosperou a casa de Potifar, pois Ele amava José. A confiança de Potifar era tanta, que ele nem sabia o que era seu, porque todas as suas coisas estavam sob os cuidados de José.  (Gênesis 39:5-6).

O olhar de Potifar
O capitão da guarda observava José e todas as atitudes davam testemunho de quem é Deus. Somente depois de notar que José prosperava tudo o que tocava é que Potifar confiou suas coisas a ele.

É isso que faz o testemunho de quem realmente serve a Deus. Potifar se abriu e não foi preconceituoso com José. O chefe da guarda foi abençoado por causa dele.

E quantas vezes um cristão acaba por abençoar a vida de alguém por simples ações, palavras, maneira de trabalhar e mostram quem é Deus através de sua vida?

Quantos são os “Potifar” que precisam de alguém de Deus ao seu lado, para mostrar que tudo pode ir bem, basta que tenha fé Nele. Quantas pessoas nos observam para entender o poder de Deus? Mas quantas se entristecem pela falta de testemunho daquele cristão, que não soube agir de forma correta?

Que cada cristão tenha a consciência de que há muitos “Potifar” querendo entender e ver quem é o Deus que prospera todas as coisas.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Homens da Bíblia: Saul



A desobediência gerou perdas





Antes do reinado de Saul, Israel obedecia a Samuel, que fazia tudo o que Deus indicava e que era melhor para o seu povo (I Samuel 3:19-21).

Com a velhice de Samuel o povo começou a se perguntar quem eles deveriam ter como governador, já que seus filhos não enveredaram pelo mesmo caminho do pai (I Samuel 8:1-5). Esta preocupação já demonstrou que o povo tinha esquecido de Deus, pois não o considerava rei sobre eles.

De maneira estratégica Deus indicou Saul para este reinado (I Samuel 9:15-27) e ele foi ungido rei de Israel, conforme o pedido do povo (I Samuel 10).

Depois deste feito, Saul demonstrou ser desobediente ao oferecer holocaustos sem a presença de Samuel, assim como foi ordenado (I Samuel 13:8-13).

Por causa desta desobediência de Saul, Deus começou a procurar um homem segundo o Seu coração para que pudesse reinar sobre Israel, chegando a Davi (I Samuel 13:14).

As perdas
Podemos dizer que antes mesmo de Saul ser desobediente, ele foi ansioso e não quis perder a atenção que tinha das pessoas (I Samuel 13:8).

Quantas bênçãos de Deus estão prestes a acontecer, quando se resolve pegar as rédeas da situação e fazer do próprio jeito? E quantas são as perdas?

No caso de Saul, a sua desobediência gerou a perda de um reino inteiro e ainda com a benção de Deus. Por causa de sua prepotência e desejo de agir como rei, Saul perdeu tudo o que Deus tinha reservado para ele.

E este foi só o começo de seu desequilíbrio e falta de confiança em Deus. No decorrer de seu reinado e, até mesmo depois que Samuel encontra Davi, ele demonstra ser um homem sem escrúpulos, se esquecendo que foi Deus quem o colocou naquele patamar.

Não aja como Saul, querendo fazer tudo do seu jeito, esquecendo que Deus sempre tem o melhor para você.

Espere, tenha paciência, obedeça e, somente assim, viverá o que Deus tem reservado: o bom, o perfeito e o agradável (Romanos 12:2)

domingo, 25 de novembro de 2012

Homens da Bíblia: Calebe



Ele acreditou em Deus, acima das circunstâncias





O Senhor disse a Moisés para que enviasse homens para espiar a terra de Canaã, lugar que daria aos filhos de Israel. E um deles foi Calebe, representando a tribo de Judá (Números 13:1-16).

A ordem era para observar tudo, desde a geografia do lugar até mesmo como o povo era organizado e como agiam. E assim fizeram aqueles homens por 40 dias (Números 13:17-25).

Ao retornarem, juntaram-se a Moisés, Arão e a todos os filhos de Israel para contarem o que tinham visto. Porém, em vez de ver somente as coisas boas que poderiam conquistar, como por exemplo, uma terra próspera, preocupou-se com os problemas que viram e que enfrentariam para conquistar a terra. (Números 13:26-33).

Calebe e Josué foram os únicos que não se deixaram assustar com o que viram e creram somente na Palavra do Senhor, que prometeu Canaã a todos os filhos de Israel. O restante do povo e os homens que espiaram a terra reclamaram, julgando que Deus tinha prometido algo impossível e que era melhor que todos morressem no Egito (Números 14:1-9).

A persistência fez viver a promessa

Mesmo com o levante de um povo, Calebe não desistiu.

Deus vendo toda aquela murmuração falou para Moisés que, daqueles que espiaram a terra, somente os dois, Josué e Calebe, conseguiriam ver a terra prometida. (Números 14: 10-44).

“Porém o meu servo Calebe, visto que nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me, eu o farei entrar a terra que espiou, e a sua descendência a possuirá.” – Números 14:24  

Calebe não se importou com os problemas que viu, ele persistiu na promessa do Senhor e acreditou que era capaz de conquistar Canaã, já que o Senhor disse que seria dos filhos de Israel.

Será que somos cristãos como Calebe ou desistimos das promessas somente por saber das dificuldades que virão?  O fato é que Deus espera que sejamos pessoas de fé, que avancemos em direção ao milagre.

A murmuração não só desagrada o coração de Deus, como também traz problemas além dos previstos e impede de viver as promessas, assim como aquele povo que reclamou, que viveram 40 anos no deserto e ali morreram.

Que nossas atitudes sejam reflexos de nossas palavras de bênçãos e de fé. Que da nossa boca saia somente vida.

“O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço.” – Provérbios 8.13.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Homens da Bíblia: Geazi



Um servo mentiroso





Naamã era um comandante do exército sírio que estava com lepra. Para ser curado, foi atrás do profeta Eliseu, mas esse não o recebeu pessoalmente e mandou um recado dizendo que era para se banhar em um rio para que fosse limpo da doença. Mesmo contra sua vontade, assim ele o fez e foi curado (2 Reis 5:1-14).

O comandante quis retribuir a bênção oferecendo tudo o que tinha, mas Eliseu não quis (2 Reis 5:19).
Vendo Geazi, servo do profeta, que ele recusara os presentes, depois que Naamã saiu, foi ao seu encontro para ver se conseguia algo para si. Para isso, mentiu, dizendo que estava ali a mando do profeta (2 Reis 5:20-24).

Ao voltar para casa, Eliseu perguntou onde Geazi estava. Porém, para sustentar sua mentira, mentiu novamente. O profeta percebeu que não estava falando a verdade, explicou que ele não poderia fazer aquilo e, assim, Geazi foi tomado pela lepra que antes estava em Naamã (2 Reis 5:25-27).

Ele desejou ter
Geazi era um homem que desejou ter mais do que era direito dele, e para isso mentiu. Foi ganancioso, cobiçou o que não era dele e não mediu esforços para conquistar.

Quantos são aqueles que fazem de tudo para ter aquilo que se acham no direito de ter? E com isso usam de todas as suas ferramentas, principalmente a mentira, que acaba tomando proporções maiores, a ponto de ter que mentir cada vez mais. E então, sua vida torna-se mentira palpável e nem ele sabe o que é verdadeiro ou falso.

Geazi é um exemplo do que não podemos ser como seres humanos: gananciosos e mentirosos.
Precisamos lembrar todos os dias de que “mentira tem perna curta” e sempre traz doenças na alma e no corpo, que, somente com muita fé e conserto pessoal com Deus, podem ser curadas.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Homens da Bíblia - Moisés



Apesar de herói, ele não temeu demonstrar suas fraquezas e reconhecer que tinha limitações. O que a Bíblia nos ensina através da história do grande libertador do povo de Deus no deserto?




Podemos aprender muita coisa com Moisés. Ele era um homem cheio de qualidades, mas também cheio de defeitos, como qualquer ser humano. Possuía qualidades que os distinguia dos demais, ao mesmo tempo em que demonstrava fraquezas que o aproximavam de qualquer pessoa. Ele não era sobrenatural, um herói dos filmes hollywoodianos, mas alguém admirável por lutar constantemente contra si mesmo e por tentar buscar ultrapassar, com fé, seus próprios limites.

Eis-me aqui

Moisés atendeu ao chamado de Deus. Após fugir do Egito, por ter matado um homem que oprimia alguém do seu povo, foi levar o rebanho para pastar, próximo ao Monte Horebe, também considerado o Monte de Deus. Ali, viu uma sarça se queimando e sua curiosidade foi atiçada. “Então disse consigo mesmo: Irei para lá e verei essa grande maravilha; por que a sarça não se queima?” (Êxodo 3:3)

A curiosidade dele chamou a atenção de Deus, que precisava enviar alguém para libertar o seu povo. “Vendo o Senhor que ele se voltava para ver, Deus, do meio da sarça, o chamou e disse: Moisés! Moisés! Ele respondeu: Eis-me aqui!” (Êxodo 3:4) Por atender ao Seu chamado, Deus enxergou nele a pessoa ideal.

Sinceridade e fé

Moisés também possuía uma fé tamanha, que o tornou líder da nação de Deus. Foi através dela que atravessou o Mar Vermelho e conduziu a multidão pelo deserto, crendo unicamente na palavra que Deus lhe falava. Por conta disso, passou por vários atritos com aqueles que o provocavam. Até mesmo seus irmãos, Arão e Miriam, foram insubordinados a ele, desafiando sua autoridade (leia Números 12:2).

No entanto, devido à sua fé, Moisés procurava não se abater, porque sabia que Deus era com ele. Com isso, acumulava outras qualidades que o aproximavam ainda mais de Deus. Além disso, sua abnegação, sua vida de renúncias, coragem, mansidão e obediência faziam dele um grande líder.

Apesar disso, Moisés também deixava suas fraquezas à mostra, e ainda assim era muitíssimo amado pelo Senhor. A sinceridade dele em demonstrar suas falhas o ajudou a crescer e a se superar cada dia mais.

Complexo de inferioridade, dúvida e medo

Quando Deus o chamou para libertar o povo do domínio de Faraó, Moisés logo se pôs em dúvida. Ele não acreditava que sozinho poderia enfrentar o poderoso do Egito, manifestando seu complexo de inferioridade. “Então, disse Moisés a Deus: Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?” (Êxodo 3:11)
Moisés era um homem completo. Imagine-se leitor, no lugar dele. Uma pessoa que, apesar de fugitiva, vivia uma vida simples, com esposa e filhos, e, de repente, ser chamado pelo próprio Deus para livrar o Seu povo. Ele saiu de sua zona de conforto, sendo lançado ao deserto, rumo ao maior desafio de sua vida. Através de tudo isso, podemos entender a fragilidade e medo de um homem comum, desafiado por Deus, pelas circunstâncias, pela opressão do inimigo.

O que mais podemos aprender com Moisés?

Que através da sinceridade, humildade e fé, podemos ser usados por Deus, como instrumentos vivos durante a trajetória de nossas vidas.

Que ao não temer falar o que sentimos, demonstrando nossos medos e dúvidas a Deus, podemos obter o voto de confiança do Senhor, por ver o nosso esforço em superar nossos próprios limites.

Que se formos sensíveis ao chamado de Deus, renunciando às nossas vontades e interesses, passaremos a viver por um ideal, que trará benefícios a todos que estiverem à nossa volta.    

Moisés também nos ensina que a base do sucesso de um líder está no servir. Podemos não ter uma grande nação para dominar e guiar, mas podemos servir melhor em nossa casa, no trabalho, perante amigos e onde estivermos, atendendo sempre a quem precisa.

Além disso, ele nos mostra que após termos um encontro com Deus, transformamos nossos medos em coragem.

E que não importa o quão longo e difícil será o caminho por vir, se seguirmos em frente, reconhecendo nossa pequenez e cientes de que sem Ele não somos nada, poderemos nos moldar a cada passo que dermos, superando nossos medos e ultrapassando nossas expectativas.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Homens da Bíblia: Malco


Jesus reconstruiu seus sonhos.


Muita gente talvez não o conheça ou, apesar de já ter visto o seu nome na Bíblia, não tenha entendido que, embora fosse um personagem secundário, um mero figurante, Malco tem uma história belíssima, e hoje é o protagonista da série “Homens da Bíblia”.

O nome de Malco é citado no capítulo 18, versículo 10, do evangelho de João como servo do sumo sacerdote. Ele havia sido golpeado na orelha direita por Simão Pedro. Muitas pessoas, erroneamente, acham que Pedro cortou a orelha de um soldado, mas, na verdade, cortou a de Malco.

E quem era Malco?

Era um homem que tinha um sonho: ser um sacerdote. Segundo historiadores, Malco passou a vida estudando, obedecendo as regras, as leis e estava a um passo de tornar-se um sacerdote quando, a mando do seu superior, foi ao encontro de Jesus para prendê-lo.

De acordo com a lei vigente na época, quem queria ser um sacerdote não poderia ser gago, surdo ou ter qualquer defeito no corpo. Poderia até ter um problema na orelha esquerda, mas a direita tinha que estar em perfeito estado.

“Então, Simão Pedro puxou da espada que trazia e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita; e o nome do servo era Malco.” (João 18.10)

Tirando lições

Quantas vezes nos dedicamos, batalhamos por algo e quando chega a nossa vez de ser coroado eis que algo acontece e corta, literalmente, os nossos sonhos pela raiz.

E às vezes quem puxa a espada para cortar os nossos objetivos é alguém que está andando com o Mestre, ou alguém tão próximo de nós.

Todos os evangelhos fazem uma referência a esse fato (leia Mateus 26:51-52, Marcos 14:47, João 18:10-11). Mas somente Lucas o médico, nos conta acerca da cura.“Mas Jesus acudiu, dizendo: Deixai, basta. E, tocando-lhe a orelha, o curou.” (Lucas 22.51)

Jesus sabia dos sonhos de Malco, e que aquela cura não representava apenas um milagre físico, mas também espiritual.

Para não esquecer

Deus vê todas as coisas. Ele sabe dos nossos sonhos. E quando a nossa vida está nas mãos Dele, ainda que alguém tente frustrar os nossos objetivos, eis que Jesus nos acode e nos cura e reconstrói os nossos sonhos.

Ainda não é o fim. Jesus Cristo pode reconstruir aquilo que foi quebrado, curar o que está ferido e alicerçar o que está prestes a ruir.

Que assim como Malco nos lembremos que em meio a tantas coisas que estão acontecendo, quando estamos no limite de nossa dor, ou achando que chegamos ao fim da linha, eis que Jesus chega e diz: “Basta. Essa luta não é só sua. É minha também.” E nos traz a cura.

Que, a exemplo de Malco, possamos deixar Jesus reconstruir os nossos sonhos.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Homens da Bíblia: Sadraque, Mesaque e Abednego



Eles não tiveram medo e foram testemunhas do poder de Deus





Sadraque, Mesaque e Abednego foram três judeus que não tiveram medo de negar adoração a outro deus e, assim, desobedecer ao rei Nabucodonosor (Daniel 3: 8-12).

Eles não se curvaram diante de uma imagem que o rei tinha construído e por isso foram condenados à fornalha de fogo. Não o bastante, além de desobedecê-lo, eles enfrentaram Nabucodonosor ao afirmar que Deus era o único que poderia livrá-los da morte, por isso a fornalha foi aquecida sete vezes mais (Daniel 3: 13-19).

Os três amigos e servos de Deus foram lançados ao fogo, mas o rei não esperava o que aconteceria: em vez de três pessoas era possível ver quatro passeando pelo fogo, sem nada acontecer (Daniel 3: 20-25).

Mas o maior espanto de Nabucodonosor ainda estava por vir. Quando ele pediu para que saíssem da fornalha, pôde ver que nem mesmo suas vestes estavam queimadas ou com cheiro de fumaça. Assim, ele ficou surpreso com o poder do Deus verdadeiro (Daniel 3: 26-27).

Foi dessa forma que o rei reconheceu o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego e fez outro decreto para que todos adorassem a Ele. Dessa forma, Nabucodonosor declarou que não há outro Deus que salva como Este (Daniel 3: 28-29).

O testemunho gerou vida

A firmeza desses três homens em não se deixarem levar por uma ordem que era contra Deus, fez com que vivessem uma experiência que gerou testemunho para todos.

Se eles tivessem desistido, ficado com medo do rei e adorado a imagem, com certeza não teriam sido testemunhos vivos do poder e o rei Nabucodonosor não teria visto a salvação de Deus.

É exatamente essa firmeza na fé e coragem para enfrentar as dificuldades que faltam em muitos cristãos. O medo de sofrer preconceito, represálias e até mesmo enfrentar a morte não deixa que as pessoas reconheçam quem é Deus e seu poder de realizar qualquer coisa, mesmo que seja impossível para os olhos humanos.

O testemunho de Sadraque, Mesaque e Abednego gerou salvação, vida e livramento. Por isso é importante estarmos e sermos firmes na fé em Jesus, para que possamos viver grandes experiências e assim testemunhar quem é Deus e sua grandiosidade.

“Então o rei fez prosperar a Sadraque, Mesaque e Abednego, na província de Babilônia.” Daniel 3:30

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Homens da Bíblia: Isaque



Filho da promessa e oferta viva






Isaque é o filho da promessa, apesar das circunstâncias humanas, pois Sara era estéril e foi mãe aos 90 anos de idade, e Abraão, pai aos 100 anos (Gênesis 17:17). Deus cumpriu Sua Palavra com o nascimento dele.

Abraão já tinha um filho com a serva de Sara, chamado Ismael, quem também teria descendentes multiplicados sobre a Terra, mas Deus disse que Sua aliança seria com Isaque (Gênesis 17:20-22).

O que Deus deu, Ele pode pedir de volta

Depois que Isaque nasceu, Deus pediu a Abraão que ele fosse entregue como oferta no Monte Moriá. E assim o patriarca fez. Caminhou até o lugar, preparou tudo e, no momento em que ele imolaria seu único filho, o Senhor o impediu, pois soube que Abraão era fiel (Gênesis 22:1-18).

Quantas vezes duvidamos de Deus quando Ele nos promete alguma coisa? A dúvida entra no coração porque, ao olharmos ao redor, as situações não estão a favor para que a bênção aconteça. Mas temos somente que crer que viveremos e assim acontecerá.

Então, depois de algum tempo esperando que a promessa do Senhor aconteça, ela chega e traz muita alegria. Mas Deus, para testar, pede de oferta justamente o que ele acabou de dar. Antagônico? Talvez, mas uma prova que temos que passar.

Ao pedir Isaque para Abraão, ele não chorou, indagou Deus ou desejou não fazer. Sem pestanejar, pegou seu filho e já se colocou para obedecê-Lo.

O Senhor pediu Isaque para ver se Abraão era mesmo um homem obediente, se realmente sacrificaria seu filho por amor a Ele, mesmo depois de muita espera e muita fé para ver a promessa concretizada.

Que você não esteja preso àquilo que Deus lhe concebeu. Que esteja preparado para oferecer tudo o que Ele deu.

O resultado de uma oferta obediente

Somente depois de ver a atitude de Abraão é que Deus fez inúmeras promessas em relação à sua descendência. Deus queria uma demonstração de fidelidade, obediência e desprendimento.

Esteja preparado. Não se prenda, seja voluntário e disposto a obedecer a Deus em quaisquer circunstâncias para viver o melhor que Ele tem reservado para você.

domingo, 14 de outubro de 2012

Homens da Bíblia: Hamã



Ele morreu em sua própria armadilha





Querer sempre mais, não importando como e quem atingir para isso. Hamã era esse tipo de pessoa, que, além de ser ambicioso sem pensar nas consequências, queria sempre receber honras e reconhecimento.

Por ordem do rei Assuero, todos teriam que se prostrar quando ele passasse, porém, Mardoqueu era o único que não fazia isso. Esse fato fez com que Hamã ficasse com raiva dele (Ester 3:1-5). 

Hamã começou a mostrar-se a partir deste momento, pois esse foi o motivo pelo qual buscou o aval do rei para matar os judeus, já que Mardoqueu tinha essa origem (Ester 3:7-15). E assim, ele preparou uma forca para Mardoqueu, valendo-se da lei do rei que ordenava matar todos os judeus (Ester 5:9-14).

Porém Hamã não esperava que Mardoqueu e Ester fizessem com que o rei soubesse do que estava acontecendo (Ester 7:5-6).

O início do fim

Hamã não sabia, mas a forca que ele preparara para Mardoqueu seria usada por ele (Ester 7: 9-10).
Isso porque ele nunca pensou que suas atitudes seriam descobertas, acreditou que pudesse usar a confiança do rei para seus próprios interesses pessoais. Porém, sua autoconfiança exacerbada e sem limites foi o que o levou à morte.

Assim como Hamã existem várias pessoas que só conseguem ver seus próprios interesses, são mesquinhas e priorizam a valorização de sua imagem perante os outros. Não importa o que e de que forma farão para alcançar o que querem, o que vale para elas é chegar até o objetivo.

Cuidado, você pode estar cavando sua própria cova ou, assim como Hamã, armando sua própria forca.

Pense quais são os seus objetivos e o que tem feito para alcançá-los. Se perceber que está deixando pessoas de lado, tomando atitudes incabíveis e ainda usando seus contatos pessoais para transpor regras, você pode estar em um caminho sem volta.

Volte-se a Deus, coloque sua vida diante Dele e assim sua honra e seu reconhecimento virão quando menos esperar, de forma natural e honrosa.

“... mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” 1 Coríntios 2:9

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Homens da Bíblia: Elcana


Ele apoiou sua esposa no voto que fez ao Senhor





Elcana era um homem que tinha duas mulheres: Penina e Ana. A primeira era fértil e tinha filhos, mas a segunda sofreu por não conseguir lhe dar herdeiros (1 Samuel 1:1-2).

Porém Ana, depois de muito sofrer com as provocações de Penina, estava muito triste e fez um voto com Deus: se Ele desse um filho a ela, esse seria entregue para servi-Lo em Sua casa (1 Samuel 1:9-11). E assim ela foi mãe de Samuel (1 Samuel 1:20).

Todos os anos, Elcana oferecia a Deus um sacrifício, e depois que Samuel nasceu, Ana não o acompanhou, como fez toda a família, pois somente faria isso após seu filho desmamar, para cumprir sua palavra perante o Senhor. O detalhe é que Elcana concordou (1 Samuel 1:21-22).

Estar em união no voto

Elcana teria todo o direito de interferir na decisão de Ana, já que ele era seu marido e pai de Samuel. Mas não o fez.

O interessante é que em nenhum momento Elcana questionou Ana sobre os motivos que a levaram a oferecer ao Senhor algo que ela tanto desejava e que tanto custou. Ele somente entendeu e apoiou.

Para uma mulher, não ter a possibilidade de engravidar é algo que traz tristeza e, muitas vezes, trauma. A posição de Elcana de não se opor à decisão de Ana mostra justamente que ele entendia o sofrimento de sua esposa.

E quantos são os maridos que não entendem o sofrimento de suas mulheres? Antes mesmo de tentar entendê-las, criticam, julgam e inteferem naquilo que a fará felizes e realizadas.

Para Ana, entregar seu filho a Deus era um prazer e uma realização pessoal imensurável. Ela já havia vivido a maternidade e o gozo maior dela era vê-lo crescendo na presença do Senhor.

É importante que o marido entenda a relação de sua esposa com Deus, não causando interferência em seu ministério, atitudes de fé, momento de oração e de jejum.

Que os maridos saibam ser um “Elcana” na vida de suas esposas, respeitando, mesmo com dificuldade, a entrega delas para agradar a Deus. Quem sabe Elcana não O agradou ainda mais tendo esse posicionamento de respeito e amor em relação à sua mulher?

domingo, 26 de agosto de 2012

Homens da Bíblia: Assuero


Um homem justo, aberto para corrigir erros


Assuero era um rei que gostava de obediência. Ele ordenou que sua esposa, a rainha Vasti, por exemplo, deveria dar lugar a outra rainha, por ter se recusado a estar na presença dele durante um banquete (Ester 1:10-22). Isso serviria de exemplo para que outras mulheres do reino não desobedecessem seus maridos.

Logo depois, Assuero acha graça em Ester e casa-se com ela. Uma mulher judia, mas que guardou sua raiz familiar em segredo, conforme pedido do seu primo Mardoqueu, que a criou (Ester 2: 1-19).

Mardoqueu descobriu uma conspiração contra o rei e avisou Ester, para que ela avisasse Assuero. Esse feito ficou registrado nas crônicas perante o rei.

O rei Assuero tinha um ministro chamado Hamã, a quem ele honrou, e todos que estavam à porta do rei deveriam se prostrar perante ele. Mas Mardoqueu não se inclinava. Isso muito indignou Hamã e fez com que criasse ódio em seu coração (Ester 3:1-6).

Por causa desse ódio, Hamã usa da confiança que Assuero tinha depositado nele e manda matar todos os judeus, pois sabia que aquele homem que não o honrara tinha essa linhagem (Ester 3:7-15).

Porém, certo dia, o rei estava lendo as crônicas do seu reinado e viu que um homem o havia beneficiado, mas que não houve retribuição. Dessa forma, ordenou a Hamã que honrasse Mardoqueu (Ester 6).

Depois disso, a rainha Ester desmascara Hamã na frente de Assuero, ao pedir que seu povo fosse poupado da lei que antes fora editada. E Hamã foi enforcado na mesma forca que antes havia preparado para Mardoqueu, conforme ordem do rei (Ester 7).

Agindo de forma correta

Assuero era um homem justo, mas confiou na pessoa errada, que o fez tomar atitudes precipitadas e sem escrúpulos. Porém, ao saber que não havia agradecido a Mardoqueu de alguma forma, mandou que ele fosse honrado.

Podemos aqui dizer que Assuero demonstrou, além de ser justo, ser humilde e aberto para corrigir erros. Ele, como rei, poderia deixar de honrar alguém, pensando que somente ele deveria ter destaque no reino. Também não precisaria resgatar uma história do passado para corrigir um erro, poderia apenas ficar quieto e deixar tudo como estava, mas não o fez.

E você, está agindo como na sua vida, como um Assuero ou sendo injusto com as pessoas? Tem tido coragem de corrigir os erros do passado, de pedir perdão, de ter uma boa conversa sincera e honesta?

Assuero não colocou obstáculos para fazer o que era justo e correto. Ele não pensou em si, na sua posição de rei, foi humilde e deu exemplo de honestidade.

É esse mesmo exemplo que você está dando para as pessoas?

Deixe suas limitações pessoais de lado e seja justo, demonstre complacência e amor pelas pessoas. Seja um cristão digno de ser chamado cristão. Seja um “Assuero” por onde passar.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Homens da Bíblia: Mardoqueu (ou Mordecai)

"Ele fez o que Deus queria que fizesse"
           


Mardoqueu (ou Mordecai, dependendo da tradução da Bíblia) foi um judeu que ficou conhecido por criar sua prima Ester como filha (Ester 2:5-7). Foi um homem sábio, que agiu conforme a direção de Deus.

Ele ficava assentado à porta do rei e ali sabia dos assuntos da cidade. Certa vez, ouviu que dois homens atentaram contra o rei Assuero e avisou Ester, que levou a notícia ao conhecimento do rei, evitando assim a sua morte (Ester 2:21-23).

Porém, Mardoqueu era o único que não se prostrava a Hamã, quando ele passava, o que causou seu furor (Ester 3:1-5). Hamã então fez com que o rei Assuero decidisse matar todos os judeus, para que assim Mardoqueu também fosse morto (Ester 3:7-15).

Ester soube da história e se colocou para contar ao rei tudo o que estava acontecendo por causa de Hamã (Ester 4:4-17). Mas, antes disso, Assuero soube que Mardoqueu denunciou dois homens, evitando a sua morte, e se sentiu impelido a honrar a quem o havia defendido (Ester 6:1-3).

A honra na hora certa

Mardoqueu foi um homem que não se prostrou a Hamã, e fez tudo corretamente, porque tinha sua fé estabelecida em Deus. Ele sabia que não podia adorar uma pessoa como se fosse Deus e que não poderia deixar um assassinato acontecer, já que a informação chegou até ele.

Hamã mandou fazer uma forca para matar Mardoqueu (Ester 5:14), mas ele não imaginava que o rei saberia do acontecido e desejaria honrar aquele homem, em vez de desejar a sua morte. Assuero ordenou ao próprio Hamã que preparasse vestes e cavalos de honra para que o povo conhecesse aquele a quem o rei honrava (Ester 6:4-11).

Mas o melhor ainda estava por vir. Depois disso, Ester denuncia Hamã ao rei Assuero, que fica enfurecido e manda enforcá-lo. E isso acontece na forca que ele mesmo havia preparado para Mardoqueu (Ester 7: 1-10).

O que Deus quer

Essa história mostra que, além da honra vir na hora certa, o melhor de Deus recai sobre aquele que se coloca em Sua presença, mais que isso, que O obedece acima de qualquer coisa.

Mardoqueu fez o que era correto e o que estava ao seu alcance para evitar a morte do rei. Além disso, ele não se autopromoveu por causa do que fez, não buscou com suas forças a sua própria honra. Podemos dizer que ele fez o que Deus colocou a ele que fizesse. Por isso pôde viver as recompensas.
Que possamos ser como Mardoqueu: fazer o que Deus quer que façamos, e não conforme o nosso desejo. Somente assim seremos corretamente honrados.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Davi

"De pastor de rebanhos a rei de Israel."


Davi era filho de Jessé, o belemita. Era o mais novo entre seus irmãos. Vivia a pastorear o rebanho de seu pai e foi ungido por Samuel para preceder o reinado de Saul. Ele foi o segundo rei de Israel e governou por 40 anos, até 970 a.C. (antes de Cristo).

Se dependesse de sua família, Davi não seria o escolhido. Deus, porém, tinha um propósito para o menino ruivo, de baixa estatura, que tocava harpa e pastoreava o rebanho de seu pai.

Davi podia até ser esquecido pela família, mas era reconhecido por Deus. E o Senhor o tirou do anonimato. Tirou-o dos pastos de Belém, onde enfrentava constates perigos das feras do campo, para reinar sobre Israel.

Ele passa a ter notoriedade a partir da luta entre israelenses e filisteus, quando derrota o gigante Golias.

A primeira vitória

Enquanto todo o exército tremia de medo do gigante que afrontava o povo de Israel – muitos deles até fugiram –, Davi se prontificou a pelejar.

A Bíblia relata que “Saul vestiu a Davi da sua armadura, e lhe pôs sobre a cabeça um capacete de bronze, e o vestiu de uma couraça. Davi cingiu a espada sobre a armadura e experimentou andar, pois jamais a havia usado; então, disse Davi a Saul: Não posso andar com isto, pois nunca o usei. E Davi tirou aquilo de sobre si.” 1 Samuel 17:38-39

Essa passagem mostra que não devemos depender da força do homem, mas sim da couraça da Justiça. Se porventura Davi tivesse ganhado a batalha com as vestes de Saul, poderiam achar que a vitória dele havia dependido disso, mas, como bem disse Davi a Golias: “... Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado.” 1 Samuel 17:45

Cheio de fé e na certeza de que Deus era com ele, Davi “Tomou o seu cajado na mão, e escolheu para si cinco pedras lisas do ribeiro, e as pôs no alforje de pastor, que trazia, a saber, no surrão; e, lançando mão da sua funda, foi-se chegando ao filisteu.” 1 Samuel 17:40

Davi não agiu por impulso. Na pressa, ele bem que poderia pegar as primeiras pedras que estivesse ao alcance de sua mão. Mas a Bíblia diz que ele escolheu para si cinco delas.

Que nos momentos de dificuldades possamos ter paciência para escolher as nossas armas. São as escolhas certas que farão a diferença e derrotarão o nosso inimigo.

Lições

Golias desprezou Davi, porquanto era moço, ruivo e de boa aparência (leia 1 Samuel 17:42). Quantas pessoas nos julgam apenas por nossa aparência, pelo que os olhos veem? Quantos dizem que não iremos conseguir porque somos simples, porque nosso passado sempre foi de derrota, porque somos esquecidos até dentro de nossa própria casa?

Mas a fé não pode ser movida pelo que os olhos visualizam, pelo que os nossos ouvidos escutam. A fé é a certeza de coisas que se esperam. E Davi esperava Naquele que nunca perdeu uma batalha. A sua força vinha de Deus.

Davi atirou uma pedra, feriu Golias na testa e ele caiu com o rosto em terra. Pela lógica, o gigante deveria ter caído para trás, mas caiu com o rosto em terra, confirmando o versículo bíblico: “... Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés.” Salmo 110:1

Reflexão

Talvez você se encontre em uma batalha praticamente sozinho. Você tem vivido em uma terra de gigantes e olha ao redor e as armas parecem muito simples para derrotar o inimigo. Como vencer? Faça como Davi: escolha as cinco pedrinhas e creia que por mais simples que essas pedras possam ser, Deus lhe dará força e colocará a vitória em suas mãos.

Davi tornou-se um rei popular, transformando o povo judeu em uma nação estabelecida. Depois dessa batalha, ele enfrentou várias outras. Sofreu perseguições, pecou, mas nunca se esqueceu do Deus de Israel.

Que assim como esse homem simples do campo, nunca fujamos de uma batalha. E lembremos sempre de que Deus tira pessoas do anonimato, unge, dá vitória e faz o nome dos seus servos ser conhecido por toda a Terra. Todos conhecem o nome de Davi, que foi citado 1.139 vezes na Bíblia.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Saul

"A desobediência gerou perdas"           



Antes do reinado de Saul, Israel obedecia a Samuel, que fazia tudo o que Deus indicava e que era melhor para o seu povo (I Samuel 3:19-21).

Com a velhice de Samuel o povo começou a se perguntar quem eles deveriam ter como governador, já que seus filhos não enveredaram pelo mesmo caminho do pai (I Samuel 8:1-5). Esta preocupação já demonstrou que o povo tinha esquecido de Deus, pois não o considerava rei sobre eles.

De maneira estratégica Deus indicou Saul para este reinado (I Samuel 9:15-27) e ele foi ungido rei de Israel, conforme o pedido do povo (I Samuel 10).

Depois deste feito, Saul demonstrou ser desobediente ao oferecer holocaustos sem a presença de Samuel, assim como foi ordenado (I Samuel 13:8-13).

Por causa desta desobediência de Saul, Deus começou a procurar um homem segundo o Seu coração para que pudesse reinar sobre Israel, chegando a Davi (I Samuel 13:14).

As perdas

Podemos dizer que antes mesmo de Saul ser desobediente, ele foi ansioso e não quis perder a atenção que tinha das pessoas (I Samuel 13:8).

Quantas bênçãos de Deus estão prestes a acontecer, quando se resolve pegar as rédeas da situação e fazer do próprio jeito? E quantas são as perdas?

No caso de Saul, a sua desobediência gerou a perda de um reino inteiro e ainda com a benção de Deus. Por causa de sua prepotência e desejo de agir como rei, Saul perdeu tudo o que Deus tinha reservado para ele.

E este foi só o começo de seu desequilíbrio e falta de confiança em Deus. No decorrer de seu reinado e, até mesmo depois que Samuel encontra Davi, ele demonstra ser um homem sem escrúpulos, se esquecendo que foi Deus quem o colocou naquele patamar.

Não aja como Saul, querendo fazer tudo do seu jeito, esquecendo que Deus sempre tem o melhor para você.

Espere, tenha paciência, obedeça e, somente assim, viverá o que Deus tem reservado: o bom, o perfeito e o agradável (Romanos 12:2)