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terça-feira, 9 de abril de 2013

Mulheres da Bíblia: Bila



A serva adúltera





Raquel era uma das mulheres de Jacó, mas não conseguia dar filhos a ele. Por isso, ofereceu sua serva Bila para que pudesse conceber no lugar dela e assim deixar de ser humilhada pela outra esposa dele, chamada Lia (Gênesis 30:1-8).

Mais tarde, Bila se deitou com o filho mais velho de seu marido, chamado Rúben, e Jacó soube disso (Gênesis 35:21-22).

Caráter X Desejo carnal
Bila tinha com Jacó dois filhos e, com isso, laços familiares, apesar de ser a serva de Raquel e de ter se deitado com ele por obrigação.

Mas não é a obrigação que deve ser enfatizada, porque naqueles tempos era normal o homem ter várias mulheres, e sim a sua atitude, de depois se deitar com o primogênito de Jacó.

Foi como, nos dias atuais, um filho do primeiro casamento se deitar com a atual mulher de seu pai. É no mínimo estarrecedor, pois a falta de caráter e respeito sobressaiu aos prazeres da carne.

Será que há “Bilas” nos dias atuais? Aquela mulher que joga uma história familiar no lixo por causa de uma aventura amorosa? Ou aquela que não quer saber o que deve fazer para satisfazer as suas necessidades pessoais, financeiras e também sexuais?

As mulheres dos dias atuais têm perdido o sentido da feminilidade e têm sido cada dia mais sensuais, exacerbando o seu lado feminino de modo vulgar e sem barreiras sociais e familiares.

Se você está se perguntando se a sua liberdade de escolha e de expressão da sua feminilidade já está no caminho da libertinagem, pare por um instante, perceba onde está, o que está fazendo com sua vida e com seus familiares que estão ao redor. Ainda há tempo de se corrigir.

Não deixe se dominar pela sexualidade do século 21, mas foque em seu caráter e naquilo que Deus quer para a sua vida.

Mulheres da Bíblia: Azenate


Ela não desistiu do marido, José




Na Bíblia não há muitos relatos sobre quem foi Azenate, esposa de José (Gênesis 41:45). Ela é citada somente com uma mulher do futuro rei do Egito e que teve dois filhos, chamados Manassés e Efraim (Gênesis 41:50-52).

Devido à sua origem, alguns estudos indicam que ela talvez fosse uma sacerdotisa idólatra, porém, deve ter aflorado a sua fé em Deus com José, já que permitiu que seu marido nomeasse seus filhos segundo as experiências dele com Deus.

Ela foi persistente
Com certeza ela passou com José toda a fase de governador do Egito, pois ela foi dada como sua mulher depois de ele ser nomeado pelo Faraó (Gênesis 41:42-45).

E quantas mulheres desistem dos seus maridos quando eles têm um cargo importante, um trabalho de confiança?

As mulheres desse século tem esquecido que Deus as fez para que estejam ao lado de seus maridos, apoiando e incentivando suas atividades.

Será que o sentimento de egoísmo tem falado mais alto que o amor, que o companheirismo?

O que você tem feito para ajudar na vida profissional do seu marido? Tem desmotivado e abandonado ou ficado ao lado dele nos bons e maus momentos, assim como fez Azenate?

Seja uma mulher sábia, que edifica a casa, e não destrua aquilo que é precioso (Provérbios 14:1).

Lugares da Bíblia - Rio Jordão



Hoje separando Israel da Jordânia, o famoso rio fertiliza uma ampla área, que foi cenário de alguns dos mais importantes trechos bíblicos, incluindo o batismo de Jesus. Mas a degradação por parte do homem está matando as águas que representam a vida





O vale do rio Jordão, na fronteira entre Israel e Jordânia (cujo nome vem do famoso curso d’água), é frequentemente citado na Bíblia, tanto no Antigo Testamento (175 vezes) quanto no Novo Testamento (15 vezes).

Foi olhando o fértil e irrigado vale ao longe, que Abraão e Ló combinaram a partilha das terras em Gênesis 13. Às margens do rio Jaboque, um afluente do Jordão, Jacó lutou com um misterioso homem (um anjo) até que este o abençoasse, em Gênesis 32, mudando seu nome para Israel (“o que luta com Deus”, embora outras traduções mostrem “o que luta e vence” ou “o que reina com Deus”). Mais tarde, os profetas Elias e Eliseu atuavam em ambas as margens do rio.


Ao fim da peregrinação pelo deserto após saírem do Egito, os hebreus atravessaram o Jordão, cujas águas pararam e se abriram (Josué 3. 15-17) como no Mar Vermelho  e chegaram à Terra Prometida. O próprio Jesus Cristo foi batizado em suas águas por seu primo, João Batista. A passagem pelo rio ganhou vários significados em várias culturas e suas derivadas por causa desses dois episódios. Para os judeus, lembra a conquista após longo e árduo caminho. Na tradição cristã, por exemplo, a expressão “cruzar o Jordão”, mais comum nos países de língua inglesa, (“crossing Jordan”) significa vencer a morte, baseada no batismo: o homem natural anterior morre, renascendo para Deus como nova criatura.

“Rio que desce”
 A palavra Jordão deriva do hebraico yar-dane (“aquele que desce”, “descendente”). Bastante apropriado, pois suas quatro nascentes ficam na alta região do Monte Hermon, com as águas seguindo vale abaixo passando pelo Lago Huleh, pelo Mar da Galileia (na verdade um grande lago salgado, também conhecido como Lago Tiberíades), dele seguindo quase em linha reta por 105 quilômetros até o Mar Morto. Alguns estudiosos defendem a tradução “lugar em que se desce” (bebedouro).

Com mais de 200 quilômetros de comprimento, sua maior parte chega a ficar abaixo do nível do mar (até 390 metros) rumo à foz. Ele chega com água doce até o Mar da Galileia, tornando-se salgado a partir dele, levando ainda mais sal para o Mar Morto, onde termina. Conforme o trecho, sua profundidade varia entre 1 e 3 metros, e a largura chega a 30 metros em alguns lugares.

Morte anunciada
Contraditoriamente, o rio que representa “vencer a morte” está morrendo. Um recente relatório da organização não-governamental (ONG) Amigos da Terra do Oriente Médio (FoEME, na sigla original) está sendo devastado pela exploração da água, poluição e pouco caso das autoridades das comunidades à suas margens. Com o curso desviado para o abastecimento de água de várias localidades, o Baixo Jordão pode sumir em breve, segundo o documento do FoEME. Suas águas e as de seus afluentes são partilhadas por Israel, Jordânia, Síria e Cisjordânia.

A ONG relata que alguns quilômetros ao sul do Mar da Galileia, uma barragem corta abruptamente o rio. Depois da contenção, o esgoto é lançado diretamente no leito. A diminuição do fluxo de água aumenta ainda mais a salinidade. Israel trabalha atualmente em um projeto para e recuperação de um rio tão importante para vários países e culturas. Planos bem parecidos também estão em andamento por parte da Síria e da Jordânia. O desvio da água doce diminuiu consideravelmente a fertilidade das margens, e a biodiversidade caiu em 50%, segundo o FoEME.

terça-feira, 26 de março de 2013

Homens da Bíblia: Benjamim



Nascido da aflição e morte de sua mãe





Por causa do sofrimento na hora do parto, sua mãe Raquel morreu e foi sepultada a caminho de Belém (Gênesis 35: 17-20). Benjamim era o filho mais novo de Jacó com Raquel e dividia com seu irmão, José, um afeto maior da parte de seu pai (Gênesis 45:14).

Ao nascer o bebê, Raquel teve tempo somente de chamá-lo de Benoni, que quer dizer “aquele que veio da dor”, mas seu pai Jacó o nomeou Benjamim, o filho preferido.

Depois, ele foi o fundador da tribo de Benjamim, formada por guerreiros temíveis, assim como Jacó anunciou no momento de sua morte (Gênesis 49:27-28).

Bênção ou maldição?
Quantas mães e pais sofrem para criar seus filhos? São inúmeros momentos de descrença, tristeza, por não conseguir ver um futuro promissor para seu filho.

Uma criança que nasceu com a saúde frágil, depois foi um filho desobediente, briguento com os amigos da escola, envolveu-se com más pessoas, que se diziam amigas, mas que o levaram para as drogas. Tudo isso mina a esperança dos pais.

Porém, assim como Benjamim, apesar do início da sua vida significar dor e morte, não foi assim que aconteceu. Seu pai acreditou nele, não desistiu de sua vida e o renomeou.

O que você tem feito com seu filho? Colocado sobre ele palavras de maldição ou de bênçãos? Tem olhado para ele com esperança ou já entregando a sua vida para a morte?

Seu filho é um “Benjamim” e não um “Benoni”. Ame-o de forma diferenciada e veja o lindo futuro que ele terá.

Lugares da Bíblia - Safit



Arqueólogos confirmaram que a cidade era a Gate bíblica, capital dos maiores inimigos de Israel, os filisteus





Muito pelo fato de os filisteus estarem sempre em movimento, os arqueólogos tinham grande dificuldade em determinar qual era a capital daquele povo, o maior inimigo de Israel nos relatos bíblicos.

A descoberta de um grande sítio arqueológico entre as colinas da Judeia e o mar Mediterrâneo, elucidou a questão. Safit foi a capital dos filisteus, a Gate da Bíblia.

Sobre as ruínas milenares, árabes construíram uma aldeia habitada até o fim do século 19, o que “escondeu” Safit de estudiosos anteriores. Com a descoberta e as escavações, além de ser revelada uma grande cidade para os padrões do Antigo Testamento (500 hectares), foram encontrados indícios de civilização cananeia, substituída pela filisteia somente no final da Idade do Bronze.

Evidências no local mostram que a cidade permaneceu fortificada na Idade do Ferro, época de Saul e Davi.

A colina formada pelo sítio arqueológico (um “tel”, como é designada em hebraico) tem 100 metros de altura, ladeada ao norte e a oeste por penhascos de calcário, onde cavernas foram esculpidas na rocha macia, porém firme.

Confirmação
Várias escavações começaram desde o final do século 19, mas ficaram incompletas. Depois desse período, abandonado, o local novamente serviu de base para uma aldeia árabe, até perto de 1948, quando foi instituído o Estado de Israel.
Em 1996, a Universidade de Bar-Ilan empreendeu um trabalho definitivo. Confirmaram que ali ficava Gate, de onde Golias saiu para a histórica luta contra Davi no Vale do Elá. Era a maior e mais importante das cinco cidades filisteias no sul de Israel.

Novas escavações em 2005 revelaram um grande fosso ao redor das muralhas da cidade, com 5 metros (m) de profundidade por 4 m de largura.

Gate foi devastada no século 9 antes de Cristo (a.C.), passando a pertencer ao reino de Judá. O pouco que sobrou foi devastado mais tarde pelas tropas de Senaqueribe, rei da Assíria. Os sobreviventes foram transferidos para a cidade vizinha, Khirbet Safiye, 1 quilômetro ao leste.

Em 1142 depois de Cristo (d.C.), os cruzados levantaram no tel uma Fortaleza da Guarda Branca, tomada e destruída por Saladino em 1187.



Golias
Hoje, a área é o Parque Nacional de Tel Safit, com boa estrutura para os visitantes, como estacionamentos e trilhas monitoradas. Nas margens do rio próximo até hoje são encontradas árvores frutíferas cultivadas pelos antigos moradores.

No local foi encontrada a famosa Inscrição de Safit, ou Inscrição de Golias, uma placa de cerâmica com o nome do gigante filisteu, datada do período em que o personagem era muito famoso por suas vitórias, temido em toda a região – até cair diante de um garoto temente a Deus com sua funda.

Rir é o melhor remédio


Cientistas comprovam que uma boa risada ajuda no combate e na prevenção a doenças, mas Bíblia já fala a respeito há milhares de anos



 
“O coração alegre é como o bom remédio, mas o espírito abatido seca até os ossos.”

Provérbios 17:22

Como sempre, a sabedoria dos Provérbios de Salomão não é mero acaso. O que a Bíblia já dizia naqueles tempos, hoje a ciência comprova. Rir é bem mais que um bom remédio, pois além de ajudar bastante na recuperação de doentes, também tem um papel preventivo.

O riso ativa o sistema cardiovascular. Quando rimos, o endotélio – revestimento interno dos vasos sanguíneos – se descontrai, o que melhora a circulação do sangue e diminui a pressão das artérias. O que relaxa os vasos, na verdade, são substâncias como a endorfina e a dopamina, produzidas pelo organismo e “liberadas” pelo riso.Não faltam estudos por parte de muitos dos mais conceituados cientistas e instituições do mundo sobre o efeito de uma boa risada, que libera substâncias químicas no cérebro que produzem sensação de bem-estar e ajudam a resistir melhor a dores.

O ato de rir reduz o nível dos hormônios associados ao estresse e aumenta a concentração de óxido nítrico, também vasodilatador. O riso tem um considerável efeito na redução da inflamação nos vasos sanguíneos e previne a formação das placas de colesterol que poderiam, literalmente, entupi-los.

Rir é exercício
Uma equipe chefiada pelo psicólogo inglês Robin Dunbar, da Universidade de Oxford, analisou várias das experiências já feitas, fez outras novas com base nelas e comprovou que o riso é um verdadeiro exercício físico que exige bastante do corpo, gerando benefícios. Ele inclui contrações do diafragma, repetição de sons vocais que dependem das câmaras de ressonância da faringe, cavidades nasais e boca e o movimento de cerca de 50 músculos.

Em uma experiência de Dunbar, foi testada em voluntários a resistência à dor antes e depois de acessos de riso. Contudo, vale salientar que o que o cientista usava nas sessões era o chamado “riso social” – não o voluntário, consciente, mas o contagiante, como o produzido por um filme engraçado na plateia de um cinema, que aproxima até mesmo pessoas desconhecidas.



Foi comprovado que a resistência à dor aumenta com o riso, pois o esforço muscular do ato causa o aumento da concentração de endorfina.

Não há dúvida: Salomão estava mesmo certo quando usava o dom que lhe deu fama, dado por Deus.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Falsos cristãos



Judas nunca havia se convertido, mas sim se convencido, por causa dos milagres que testemunhou





Sabemos, por exemplo, que Judas Iscariotes traiu o Senhor Jesus; por isso, foi excluído do grupo dos doze apóstolos.

Ele, porém, esteve com o Senhor durante todo o Seu ministério terreno. Por que ele acabou traindo o Senhor, apesar de ter tido o privilégio de ver as maravilhas de Deus com os seus próprios olhos?
O que acontece é que o seu mau caráter não havia saído de seu interior. Ele nunca havia se convertido, mas sim se convencido, por causa dos milagres que testemunhou. E quando a oportunidade lhe apareceu, a sua natureza maligna revelou quem ele realmente era: um instrumento do diabo.

No perfil de cinco das sete igrejas da Ásia, quando o Senhor Jesus lhes descobre a nudez, também verificamos a indecência de caráter. Para algumas há elogios e repreensões; para outras, apenas represálias; mas para Esmirna e Filadélfia há apenas elogios.

Ora, talvez essa substituição da tribo de Dã seja um alerta para a Igreja, ou para as pessoas que têm apenas fachada cristã, isto é, aquelas que no seu exterior apresentam todas as características cristãs, mas no íntimo, no coração, não têm nada a ver com o Senhor Jesus Cristo.

Tais pessoas são convencidas à fé cristã, e não convertidas a ela. Talvez o fato de pertencerem a uma denominação cristã, de darem suas ofertas e de até serem fiéis nos dízimos, torne-as convictas de que os seus nomes estão arrolados no Livro da Vida.

Os seus frutos, todavia, são totalmente avessos aos do Espírito Santo. O Senhor Jesus disse: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” (Mateus 5.20).

Cremos que a exclusão da tribo de Dã representa também a exclusão de muita gente que pensa que participará das bodas do Cordeiro.

Para com esta tribo, ela interrompe o seu cântico e pergunta: “...e Dã, por que se deteve junto a seus navios? Aser se assentou nas costas do mar e repousou nas suas baías” (Juízes 5.17).No tempo da juíza Débora, Israel teve uma brilhante vitória sobre os cananeus. Por causa disso, ela entoou um cântico de triunfo, referindo se à coragem e bravura das tribos de Israel, que participaram daquela batalha, com exceção de apenas uma: a tribo de Dã.

Quer dizer, a tribo de Dã fugiu da luta, mesmo sendo uma das mais fortes de Israel. Dã simboliza o grupo de cristãos falsos e covardes.

O seguidor do Senhor Jesus Cristo tem dentro de si o caráter dEle. Quando a pessoa mostra covardia diante da luta é porque não está absolutamente segura da sua fé cristã. Ela mantém a sua fachada ilusória de cristã enquanto tudo vai bem, mas quando surgem as batalhas, ela se acovarda e foge.

Assim foi com Judas Iscariotes. Ele era um judeu como os demais apóstolos; portanto, do mesmo povo do Senhor. No entanto, veio a ser o traidor de Jesus. Cremos que este será também o perfil do anticristo: um traidor da nação de Israel; um judeu convertido à Babilônia, que chegará a ser o seu líder supremo. 

Então, se manifestará nele a natureza do anticristo, o perseguidor implacável dos cristãos convertidos. Devemos estar atentos para a eleição do próximo líder máximo da Babilônia. Se ele tiver origens judaicas, então é certo que será o próprio anticristo.

A substituição da tribo de Dã pela tribo de Manassés deve ter também esse sentido, pois o anticristo deverá ser um judeu natural, pertencendo a uma das tribos de Israel.

A tribo de Dã é justamente aquela que tem todas as características para gerar o anticristo. Não foi à toa que Jacó, o seu pai, chamou-o de “serpente e víbora”. 

Precisando de uma revolução



Existem muitas pessoas dentro das igrejas vivendo de aparência, e isto ocorre porque elas toleram o próprio pecado





Quando ouvimos e vemos um homem de Deus ser usado pelo Espírito Santo, não ficamos admirados com a sua palavra? Assim aconteceu com o pai e a mãe do Senhor Jesus, porque Simeão era conduzido pelo Espírito Santo. Por isso, era ousado. Abençoou e profetizou acerca do Senhor Jesus: "Eis que este é posto para queda e elevação de muitos em Israel, e para sinal que é contraditado..." (Lucas 2.34)

Observe que Simeão não pronunciou apenas palavras positivas, que agradassem aos ouvintes. Ele era movido pela fé racional, por isso, referiu-se à "ruína" que acabaria com a religiosidade e a hipocrisia daqueles que se baseavam exclusivamente em “rituais”, mas que apresentavam uma vida enganosa. Quando o Senhor Jesus age na vida de cada um de nós, Ele arruína o pecado e o engano. Não apenas nos levanta da frustração, da pobreza, ou nos concede a cura, mas destrói a nossa natureza pecaminosa e mostra-nos, através da Sua Palavra, a Verdade que nos libertará. 

Existem muitas pessoas dentro das igrejas vivendo de aparência. E isso ocorre porque toleram o próprio pecado; aceitam as coisas inconvenientes e injustas, pois não se permitem sacrificar e, por isso, não aceitam que o Senhor Jesus faça um trabalho no seu interior.

Por vezes, até ouvem a Palavra de Deus, enchem-se de conhecimento, mas não vivem, na prática, estes ensinamentos.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Por que evangélicos não devem participar do Carnaval? Qual a origem dessa festa?


As folias do Carnaval também estão ligadas às festas pagãs romanas, marcadas pela licenciosidade sexual, bebedeira, glutonaria, orgias coletivas e muita música.


A origem do Carnaval ainda é desconhecida. As primeiras referências a ele estão relacionadas a festas agrárias. Alguns atribuem seu surgimento aos cultos de agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela colheita, realizados na Grécia durante o século 7 a.C. A festividade incluía orgias sexuais e bebidas, e os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais.

As folias do Carnaval também estão ligadas às festas pagãs romanas, marcadas pela licenciosidade sexual, bebedeira, glutonaria, orgias coletivas e muita música. Eram conhecidas como bacanais (em homenagem a Baco, o deus do vinho e da orgia), lupercais (em homenagem ao deus obsceno Pã, também chamado de Luperco) e saturnais (em homenagem ao deus Saturno, que, segundo a mitologia grega, devorou seus próprios filhos).

Com o advento do cristianismo, a Igreja Católica Apostólica Romana começou a tentar conter os excessos do povo nessas festas pagãs e a condenar a libertinagem. Porém, com a resistência popular, em 590 d.C. ela própria oficializou o Carnaval dando origem ao “carnaval cristão”, quando o Papa Gregório I marcou definitivamente a data do Carnaval no calendário eclesiástico.

Esse momento de grandes festejos populares antecedia a Quaresma, período determinado pela Igreja Católica para que todos os anos os fiéis se dedicassem, durante 40 dias, a assuntos espirituais, antes da Semana Santa. No período que ia da Quarta-feira de Cinzas até o Domingo de Páscoa, o povo deveria entregar-se à austeridade e ao jejum, para lembrar os 40 dias que Jesus passou no deserto consagrando-se.

Como o povo enfrentaria um longo período de privações e abstinência, alguns “carnais” permitiram que o povo cometesse então algumas extravagâncias antes. Às vésperas da Quaresma, os cristãos fartavam-se de assados e frituras entre o domingo e a “terça-feira gorda”. O que deveria ser apenas uma festa religiosa acabou assimilando os antigos costumes de libertinagem e bebedeiras.

Esses dias de “vale-tudo” que antecedem a Quaresma, em que as pessoas ficam 40 dias sem comer carne, passaram a ser chamados de adeus à carne, que em italiano é carne vale, ou carnevale, resultando na palavra carnaval.

A Quarta-feira de Cinzas, primeiro dia da Quaresma, simbolizava o momento em que as pessoas se revestiam de cinzas, evocando que do pó vieram e para o pó retornariam, e ingressavam no período em que a Igreja celebra a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.

Visto que até hoje essa festa da carne traz consequências físicas, morais e espirituais degradantes, estampadas nos noticiários da Quarta-feira de Cinzas, aconselho aos que não participam do Carnaval que continuem de fora; e, aos que participam ou pretendem participar, meu conselho é 1 João 2.16: Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. Sendo assim, não convém ao cristão, mesmo a título de curiosidades, participar dessa festividade.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Lugares da Bíblia - A Rota das Especiarias



Várias cidades foram estabelecidas ao longo do caminho antigamente percorrido por comerciantes árabes com produtos do Oriente





Nos tempos do Antigo Testamento, os nabateus eram comerciantes nômades originários da Península Árabe. No século 4 antes de Cristo (a.C.), fizeram famoso um caminho pelo deserto do Neguebe, por onde passavam com suas enormes caravanas de camelos (os “caminhões do deserto” na época) repletas de tecidos finos, temperos, essências e outras mercadorias provenientes do Oriente. Era a famosa Rota das Especiarias.

Originalmente, os nabateus se dedicavam à atividade pastoril. Depois, como comerciantes, cresceram consideravelmente em importância, pois muitas cidades dependiam deles para adquirir certos bens. Não à toa, os “caixeiros viajantes” de quem temos informações na história do Brasil eram também de origem árabe, levando a cidades remotas produtos industrializados que não chegariam a elas de outra forma. Voltando ao Neguebe, os nabateus detinham o monopólio do comércio por um motivo muito simples: sabiam como ninguém dos segredos e armadilhas do traiçoeiro ambiente do deserto, tanto no que dizia respeito à natureza quando à atividade humana.

Longo caminho
Os nabateus adquiriam e vendiam itens oriundos do Extremo Oriente, especialmente da área onde hoje ficam países como a Índia, Tailândia, China e Coreia, cujos povos ainda fazem farto uso de especiarias. A maioria dos produtos chegava daquela região em navios que aportavam em Gaza, de onde eram triados e enviados a vários lugares, como a distante Roma.

As especiarias eram maioria entre os itens, justificando como a rota ficou conhecida. Mas também eram transportados e comercializados produtos como perfumes, madeiras, tecidos finos, ervas, pedras preciosas, medicamentos e metais.

Embora os nabateus fossem nômades e morassem em tendas, construíam arrojados imóveis para seus mortos, como hoje podemos ver em cidades como Petra e Egra, minuciosamente entalhados diretamente na rocha.

Aos poucos, alguns nabateus deixavam a vida itinerante e começavam a se estabelecer nas cidades ao longo da rota, famosos por suas técnicas em represamento de águas, cultivo de uvas, criação de cavalos e entalhes em pedra.

Segredos do deserto
Os comerciantes árabes eram os únicos a dominar alguns segredos da região desértica do Neguebe. Sabiam dos pontos secretos onde a água era encontrada, e sabiam represá-la com competência, construindo sistemas de condução e cisternas, garantindo o líquido sempre fresco e puro para seu povo viajante. E mantinham segredo sobre isso, garantindo seu monopólio na rota por séculos.

Um desses pontos é o Ein Saharonim, onde hoje estão ruínas de uma importante parada da Rota das Especiarias, em que os viajantes descansavam, tratavam dos animais, reabasteciam-se de água e mantinham-se a salvo dos abundantes ladrões e assassinos do deserto. Foram paradas como Ein Saharonim que originaram algumas cidades, que cresciam à sua volta.

Para se ter uma ideia da importância dos nabateus para o comércio da época, eles chegaram até a fornecer betume (asfalto, piche) da região do Mar Morto para os egípcios, que o usavam para atividades como vedação, colagem e até na mumificação de seus cadáveres.

Magreza não é beleza



Você sabia que na Terra Santa existe peso mínimo para modelos?




Para desfilarem nas passarelas em Israel, as modelos precisam apresentar índice de massa corporal (IMC) superior a 18,5. Para se ter uma ideia, a brasileira Gisele Bundchen, por exemplo, que tem IMC de 16,2 , não seria aprovada.

A parlamentar Rachel Adato, autora da lei, disse que fez isso para salvar vidas. “Beleza não é peso abaixo do normal. Beleza não deveria ser confundida com anorexia.”

Israel não foi pioneiro em proibir modelos muito abaixo do peso de desfilarem. A Espanha também aprovou uma lei semelhante, no ano de 2006, em que exige IMC igual ou superior 18.

A legislação também proíbe o uso de imagens em que modelos aparecem abaixo do peso e pede que os anunciantes avisem claramente quando uma foto foi manipulada graficamente.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Mezuzah, um símbolo da fé judaica

Caixa tubular em madeira, vidro ou metal, contém um pedaço pequeno de pergaminho e é afixada no umbral das portas






A mezuzah é um símbolo importante da fé judaica, bastante respeitado em Israel. É uma caixa tubular em madeira, vidro ou metal, que mede entre 3 e 4 polegadas, contendo um pedaço pequeno de pergaminho,  e é afixada no mural das portas.

O costume de enrolar o pergaminho e introduzi-lo em um recipiente com uma pequena abertura na parte superior do objeto visa proteger o que nele está escrito.

O nome mezuzah é oriundo de um mandamento da Torá (texto central do judaísmo), que descreve sobre a afixação do objeto, determinando as duas passagens do antigo testamento, em forma de oração, que devem constar nele (Deuteronômio 6:4-9 e 11:13-21).

O artefato sagrado deve ser pregado no umbral direito de cada dependência do lar, sinagoga ou estabelecimento judaico como lembrança do Deus Altíssimo.

A mezuzah é posta a sete palmos de altura do chão, apontando para dentro da propriedade com a extremidade de cima.

É comum os judeus beijarem o objeto, como um gesto de reverência, toda vez que passam pela porta. Dessa forma, eles lembram das orações que estão contidas no pergaminho e dos princípios do judaísmo que elas carregam.

Alguns judeus também tocam o objeto com a ponta dos dedos, quando saem de casa, e repetem os seguintes dizeres: “Que Deus proteja minha saída e minha entrada, agora e para sempre!”

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Muro das Israel



Ao longo dos anos, os judeus têm pregado em frente ao local, crendo ser esse o lugar acessível mais sagrado da Terra





O Muro das Lamentações, ou Muro Ocidental, é considerado o local mais sagrado do mundo para os judeus. Trata-se da única parte do Segundo Grande Templo, erguido por Herodes o Grande, no lugar do Templo de Salomão.

Antes da sua reabilitação, o lugar servia de depósito para incineração de lixo. Pelo fato de a área histórica da construção ser controlada por muçulmanos, os israelitas só têm acesso a essa pequena parte das ruínas.

Muitos judeus e também cristãos do mundo inteiro visitam o local para orar e depositar seus pedidos por escrito. Quando Israel conquistou a Cidade Velha, em 1967, na famosa Guerra dos Seis Dias, foi feito aos pés do muro uma praça, que logo virou local de peregrinação e oração.

O Segundo Templo foi destruído pelo imperador Tito no ano 70 depois de Cristo (d.C.). Segundo historiadores, os soldados romanos deixaram apenas uma parte do muro exterior do santuário, de forma proposital, para que os judeus tivessem a amarga lembrança da vitória de Roma sobre a Judeia (daí o nome de Muro das Lamentações).

Para os judeus, no entanto, o local é uma promessa feita por Deus, na qual afirmou que permaneceria de pé ao menos uma parte do sagrado templo, como símbolo da sua aliança perpétua com o povo judeu.

Desde a antiguidade, tornou-se tradição introduzir um pequeno papel com pedidos entre as fendas do muro. Muitas dessas petições se referem ao regresso à terra de Israel, o retorno de todos os exilados judeus, a reconstrução do templo (o terceiro), e o advento da era messiânica, com a chegada do Messias judeu.

Ao longo dos anos, os judeus têm pregado em frente ao muro, crendo que ser esse o lugar acessível mais sagrado da Terra. 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Do Titanic ao Grande Dilúvio


Explorador norte-americano que achou os restos do famoso transatlântico inglês diz ter encontrado fortes sinais da grande inundação descrita em Gênesis




O norte-americano Robert Ballard (foto ao lado), famoso explorador do oceano que descobriu, em 1985, os destroços do RMS Titanic, que afundou há 100 anos no Atlântico Norte em sua viagem inaugural, noticiou que pode ter descoberto evidências palpáveis do Grande Dilúvio, descrito no livro de Gênesis, na Bíblia.

Em entrevista recente para uma rede de tevê dos Estados Unidos, Ballard disse que está empreendendo uma expedição baseada em uma pesquisa da Universidade de Columbia, em que os geólogos marinhos William B.F. Ryan e Walter C. Pitman III teorizam sobre o dilúvio bíblico – também em consequência do degelo da Era Glacial.

Os cientistas da Columbia dizem que o estreito de Bósforo, na Turquia, que separa a Ásia da Europa, era uma represa natural entre os mares Negro e Mediterrâneo que se rompeu nos tempos descritos no primeiro livro do Antigo Testamento. Essa ruptura teria feito com que o mar Negro (na parte de cima da foto ao lado, tirada da Estação Espacial Internacional) recebesse uma massa de água salgada do Mediterrâneo com uma torrente 200 vezes mais forte que a das colossais cataratas do Niágara (na divisa entre o Canadá e os Estados Unidos). A inundação, segundo Ryan e Pitman, teria coberto uma área de quase 100 mil quilômetros quadrados em menos de 1 ano, forçando a migração de parte da população que sobreviveu – e justificando a existência da Arca de Noé.

Ballard e sua equipe acharam o que teria sido uma antiga linha costeira a cerca de 400 pés (pouco mais de 120 metros) de profundidade na região citada, o que sugere uma gigantesca inundação. Conchas achadas sob a linha submersa foram submetidas à análise do carbono-14, e os resultados mostram que o evento ocorreu por volta de 5000 antes de Cristo (a.C.), uma época coerente com a que alguns estudiosos acreditam que o dilúvio aconteceu.

Vilas submersas
O descobridor dos restos do Titanic (foto abaixo) disse que não espera achar indícios da Arca de Noé. Segundo o explorador, o progresso nos trabalhos lhe dá mais confiança, a ponto de agora ele empreender uma busca por evidências das populações afetadas pelo desastre. Ele acredita piamente que pode achar até mesmo povoados antediluvianos sob as águas.



Ballard pretende voltar à Turquia com sua equipe em meados de 2013.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Ciência na Bíblia - O arco-íris



Descrito em Gênesis, fenômeno resulta da separação das cores que formam a luz solar quando ela atravessa gotículas de água na atmosfera





“O meu arco tenho posto nas nuvens; este será por sinal da aliança entre mim e a terra.

E acontecerá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, aparecerá o arco nas nuvens.

Então me lembrarei da minha aliança, que está entre mim e vós, e entre toda a alma vivente
de toda a carne; e as águas não se tornarão mais em dilúvio para destruir toda a carne.

E estará o arco nas nuvens, e eu o verei, para me lembrar da aliança eterna entre Deus e
toda a alma vivente de toda a carne, que está sobre a terra.

E disse Deus a Noé: Este é o sinal da aliança que tenho estabelecido entre mim
e entre toda a carne, que está sobre a terra.”
Gênesis 9:13-17

Um arco-íris não está de verdade no local em que aparenta estar. É apenas um fenômeno óptico causado pela descrita dispersão da luz (é sempre bom lembrar: “óptico”, com “p”, é relativo a olhos, visão, enquanto “ótico” refere-se a ouvidos, audição).Após uma chuva, sempre há gotículas de água suspensas na atmosfera. Quando atravessadas pela luz solar, acontece o fenômeno conhecido como arco-íris, descrito em Gênesis como um sinal de Deus para com Noé e sua descendência de que não haveria mais dilúvios, ao mesmo tempo um símbolo da aliança do Senhor com seus filhos.


A luz do sol é uma onda luminosa branca. Sabemos que o branco, na verdade, é formado de várias cores. Ao passar por uma gota d’água – ou até mesmo um objeto transparente sólido, maciço –, o feixe branco se refrata em um multicolorido. Dentro da gota, o feixe é refletido sobre sua superfície interna e novamente sofre refração, separando as cores, agora visíveis a olho nu. Como a dispersão acontece, durante ou após uma chuva, em todas as gotas que recebem o feixe solar, é como se uma grande lente líquida se formasse na atmosfera, causando o arco que vemos.

A forma de arco se dá de acordo com nossa posição ao vê-lo. Com o sol nem muito alto, nem muito baixo, incidindo entre as inúmeras gotículas uniformemente espalhadas no ar, as que refratam a luz diretamente para os olhos do observador estão dispostas em círculo (na verdade, este círculo é uma seção reta de uma superfície parabólica, com foco no observador). Quando a posição muda, também pode mudar o formato. De uma aeronave, olhando-se para baixo, podemos ver o aro completo, um anel fechado.



Também vemos arco-íris perto de cachoeiras e chafarizes, pela dispersão de gotículas no ar, ou os reproduzimos em miniatura ao usar uma mangueira que espalhe bem a água, sob o sol.

As cores


O arco multicolorido apresenta sete cores – de fora para dentro: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo (ou anil) e violeta. Dependendo da posição ou da dispersão das gotas no ar,

podemos ter a impressão de que são apenas seis – ou cinco, como enxergou, a princípio, o físico Issac Newton.

Falando em Newton, ele foi o primeiro cientista a mostrar que a luz branca era composta pelas luzes das cores exibidas pelo arco-íris. Com um prisma de vidro, ele decompôs a luz branca em um feixe colorido e, com outro maciço transparente, o recompôs em luz branca.

Às vezes, um segundo arco-íris – geralmente mais fraco – pode ser visto do lado de fora do arco principal. Isso acontece pela dupla reflexão da luz solar nas gotículas de chuva. Vale salientar que as cores do arco externo são invertidas em relação ao interno. Embora mais raros, podem acontecer arcos triplos e, mais raros ainda, quádruplos, sendo o externo mais vibrante.



Arco da velha
O arco-íris sempre causou fascínio por sua beleza, por isso, objeto de várias lendas de várias culturas. Recebeu diferentes nomes entre elas. “Arco-íris” mesmo, por exemplo, vem de uma personagem da mitologia grega, Íris, que na função de mensageira percorria os céus deixando um rastro multicolorido. “Arco celeste”, ou “arco do céu”, vão ao encontro de como Deus se referiu ao fenômeno em Gênesis, de onde também vem a designação “arco da aliança” para alguns povos. A língua francesa pegou carona daí para seu “l’arc en ciel” (literalmente “o arco no céu”). “Arco da chuva” também é usado – como no inglês rainbow, junção das palavras rain (chuva) e bow (arco).

Quando alguém quer se referir a algo incrível, espantoso, muitas vezes diz que “é do arco da velha”, na verdade mais um dos nomes do arco-íris. A expressão também tem origem bíblica. Por ser o sinal da aliança com Deus, o fenômeno tornou-se conhecido como o “arco da lei velha” (o Antigo Testamento), termo com o tempo reduzido à forma atual.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Mais de 100 milhões de Bíblias na China



Exemplares da Palavra Sagrada são impressos sob severo controle do governo, mas número de cristãos aumenta consideravelmente





Com mais de 1,3 bilhão de habitantes, a China tem cerca de 16 milhões de cristãos, segundo a Xinhuan, a agência de notícias oficial do governo. Em 2012, o país superou a marca de 100 milhões de Bíblias impressas.

Qiu Zhonghui, dirigente da Companhia Gráfica Amity, revelou que o exemplar da Palavra Sagrada de número 100 milhões foi impresso em julho deste ano. Segundo Zhonghui, 60 milhões de Bíblias foram impressas em chinês (incluindo as edições em dialetos diferentes para nove minorias étnicas), e os 40 milhões restantes em mais de 90 línguas, para 70 países.

A Amity é a única empresa autorizada pelo governo chinês a imprimir a Bíblia em seu território. A gráfica faz o trabalho no país desde 1988 em parceria com a United Bible Societies (UBS – Sociedades Bíblicas Unidas, em tradução livre).

Michael Perreau, secretário-geral da UBS, declarou no site da instituição que existem mais de 2 mil idiomas no planeta ainda sem uma tradução da Palavra. “Muitos cristãos pobres da zona rural da China ainda esperam por sua primeira Bíblia”, diz Perreau, que tem a esperança de alcançá-los, com a permissão das autoridades.

Acima do número oficial
Há quem acredite que o número de cristãos em solo chinês é bem maior do que o revelado pelo severamente controlador governo. Autores de um artigo sobre o assunto, publicado em 2011 na First Things, uma conceituada revista norte-americana sobre assuntos religiosos, calculam que são mais de 70 milhões os chineses que acreditam em Jesus como seu Senhor e Salvador, um índice bem acima do apontado pelos dados oficiais.

A Sociedade Bíblica do Reino Unido reportou, em 2010, que o ritmo de impressões da Bíblia no território chinês está bem aquém do crescimento dos cristãos locais. Muitas comunidades rurais vivem sua fé sem a Palavra Sagrada em mãos. Nem todas as livrarias na China são autorizadas pelo governo a vender Bíblias – são cerca de 70, apenas, os pontos de venda com a permissão.

Ainda que sejam mesmo 70 milhões os cristãos chineses, eles representam somente algo em torno de 5% da população – em sua maioria sem uma crença definida, apesar de preponderarem os budistas, taoístas e confucionistas. Calcula-se, embora seja difícil mensurar por falta de dados oficiais, que no país asiático também existam cerca de 20 a 30 milhões de muçulmanos.

A missão Portas Abertas, em sua divisão dos Estados Unidos, tem a China em 21º lugar em sua lista de países que mais perseguem e intimidam cristãos. Há um pequeno número de igrejas cristãs permitidas pelo governo, que repreende severamente as não autorizadas.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Lugares da Bíblia - Túmulo de José do Egito



Os restos mortais do ex-escravo que virou governador foram levados para Siquém, e seu mausoléu foi objeto de violentas disputas ao longo dos milênios





O personagem bíblico hebreu José foi escravo no Egito e, pela graça de Deus e seu comprometimento com Ele, tornou-se governador do reino, ficando acima dele somente o faraó da época. É comum, por isso, acharmos que seu corpo foi sepultado no país das Grandes Pirâmides. Porém, judeus trasladaram seus restos mortais para a bíblica Siquém, atual Nablus, no norte da Cisjordânia. Até hoje, seu túmulo naquela cidade é visitado por judeus, cristãos e muçulmanos, mesmo após ter sido depredado por palestinos, em 2000 – hoje restaurado.

O monumento foi objeto de várias disputas violentas no decorrer de sua existência. Na época do poderio bizantino, já era reclamado por cristãos e samaritanos. Quando Israel tomou a região, em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, os muçulmanos foram proibidos de orar no túmulo de José.O túmulo, bem simples no início, foi ganhando benfeitorias ao longo dos séculos. Hoje, a sepultura de José fica em um cômodo retangular com uma cúpula no meio.

Em 1993, foram assinados os Acordos de Paz de Oslo, em que palestinos e judeus prometiam começar um esforço mais consistente pela paz, mediados pelos Estados Unidos (na foto abaixo, com os então líderes Bill Clinton, dos Estados Unidos; Yitzhak Rabin, de Israel – assassinado 2 anos depois por extremistas israelenses contra o acordo – e Yasser Arafat, da Organização para a Libertação da Palestina, a OLP).



Conforme o tratado, o túmulo de José ficou em território novamente palestino, mas controlado por Israel – os islâmicos ainda eram proibidos de orar nele. Quando aconteceu a Intifada de Al-Aqsa, em 2000, um grupo de muçulmanos tomou o monumento à força e o depredou, profanando a tumba.



Em 2002, os judeus retomaram o local e o restauraram, fruto de um novo acordo entre a Autoridade Palestina e Israel. Porém, as celebrações no local diminuíram bastante, resumidas a uma reunião mensal, por medo de mais violência.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Arqueólogo apresenta “novas provas” da travessia do Mar Vermelho


Tecnologia foi fundamental na busca pelos vestígios após mais de 3 mil anos



O professor de hebraico antigo e arqueólogo Michael Rood está lançando um DVD em que promete mudar o entendimento da narrativa bíblicade Êxodo, em especial da travessia do Mar Vermelho. Tudo está documentado em um filme de aproximadamente duas horas, disponível em DVD e Blu-Ray, mas por enquanto apenas em inglês.

Ele fez gravações de vídeo subaquáticas no local historicamente identificado como o ponto de travessia. E diz que encontrou formações de corais que se parecem com as rodas das carruagens egípcias, além de ossos humanos e outras evidências do relato do Antigo Testamento.

Rood afirma: “Ateus zombaram da simples menção disso, religiosos modernos negam sua veracidade, especialistas afirmam que os locais tradicionais estão errados. Mas você verá [em vídeo] as evidências científicas e arqueológicas que ficaram preservadas em corais e pedras como testemunho para esta geração da travessia do Mar Vermelho e dos eventos no verdadeiro Monte Sinai”.



Durante meses, Michael Rood e uma equipe internacional de cientistas e exploradores documentaram os achados arqueológicos que consideram um dos mais importantes da história da raça humana. Eles vasculharam o antigo “Yam Soph” (o moderno “Golfo de Aqaba” também conhecido como “Mar Vermelho”), usando câmeras submarinas robóticas que mostram um grande campo de batalha submarino, onde o que sobrou do exército de Faraó ainda permanece incrustado no fundo do mar.

Segundo o arqueólogo, do exército que perseguiu o povo de Deus, estima-se que cerca de 20.000 carruagens foram destruídas naquele dia. Algumas formações de corais encontradas ainda hoje mostram, com a ajuda da tecnologia, que se tratam de vestígios de rodas com quatro pontos de sustentação, que são idênticas aos desenhos encontrados em tumbas egípcias do mesmo período.



E mais, as rodas estão cobertas por uma fina camada de ouro, algo pouco comum, que lhes concedem uma identidade única. O coral, por natureza, não se desenvolve sobre o ouro, o que permite que mesmo depois de tanto tempo os vestígios sejam facilmente identificáveis.
Além disso, ao longo da história, rodas de quatro, seis e oito raios foram usadas, mas as encontradas pela equipe são da 18 ª dinastia, ou seja, de 1.446 aC, quando acredita-se que o êxodo ocorreu.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Costumes da Bíblia - As batalhas de Josué


Após chegar à Terra Prometida, a bênção de Deus não foi dada instantaneamente: o povo teve que se esforçar muito para conquistar o território




Após a morte de Moisés, Josué foi incumbido por Deus de liderar Seu povo pelo deserto rumo à Terra Prometida, então chamada Canaã. Por muitas vezes, embora o próprio profeta pudesse duvidar, o Senhor o incentivava a ser forte e corajoso, pois havia lhe dado condições de vencer o histórico desafio (Josué 1:6-9).

A segunda separação das águas

Assim que foi realizada a famosa travessia do Jordão e os hebreus pisaram pela primeira vez no torrão prometido pelo Pai, eles perceberam que a região era habitada por outros povos. Já haviam chegado ao que Deus lhes prometera,mas teriam que lutar para tomar posse. Os moradores originais ficavam em cidades independentes e fortemente guarnecidas por muralhas. Nenhum deles estava, obviamente, disposto a abrir mão de suas terras e posses. Josué foi uma figura chave na conquista desses pequenos reinos, numa interação entre a dependência de Deus e astutas estratégias de guerra.

O episódio em que as águas do Mar Vermelho se afastaram para que os hebreus passassem sob a liderança de Moisés, fugindo dos egípcios, é bastante conhecido. Mas houve outra separação de águas: a já citada travessia do Jordão. Na ocasião, o curso d’água estava em um de seus mais caudalosos períodos, pois acabara de receber as águas do degelo do monte Hermon. Quando a Arca da Aliança passou, antes do exército de Josué, o rio foi milagrosamente represado, até que o precioso baú chegasse à outra margem em segurança (Josué 3:1-4:24).

A volta da circuncisão

Durante a peregrinação de 40 anos pelo deserto, a circuncisão foi um pouco negligenciada. Em Gilgal, Josué determinou que o procedimento fosse retomado com rigor, no sentido de reafirmar a aliança dos israelitas com Deus (Josué 5.1-12).

A queda das muralhas

Uma das cidades mais antigas do planeta,Jericó era o ponto de controle da estrada que atravessava a área central canaanita. Era, portanto, de vital importância que a urbe fosse tomada, mas suas imponentes e aparentemente intransponíveis muralhas eram um empecilho. Quando fazia o reconhecimento do terreno, Josué foi visitado por um anjo guerreiro que lhe lembrou de que tal batalha não era do líder hebreu, mas de Deus (Josué 5:13-15).

A estratégia foi incomum: as muralhas caíram após o exército de Josué circundar a cidade ininterruptamente durante 7 dias, em marcha de louvor a Deus, ao som de trombetas (Josué 8:1-29). Com a ruptura do muro (ilustração ao lado), os israelitas entraram e conquistaram.

O pecado derruba Israel
Em Josué 7:1-5, vemos que o hebreu Acã caiu em tentação e pegou um pouco do espólio de Jericó (as riquezas saqueadas dos habitantes originais). Logo depois, quando o exército israelita tentou conquistar a cidade de Ai, perdeu humilhantemente de seus moradores. A derrota se deu devido ao pecado do roubo dos espólios, que pertenciam à casa de Deus. Josué prostrou-se diante do Senhor, pedindo perdão para seu povo, que foi concedido. Ai foi conquistada após várias batalhas e emboscadas (como mostra Josué 8). O povo seguiu rumo a Gibeão.

Renovada a aliança
No monte Ebal, Josué construiu um altar e renovou a aliança entre Israel e Deus (Josué 8: 30-35). Descendo para Gibeão, os gibeonitas tentaram um acordo de paz, mas foram condenados a trabalhos forçados (Josué 9). O exército de Deus teve de defender a cidade dos ataques de outros reinos de Canaã.

A porção sul canaanita foi conquistada cidade por cidade, e Israel passou a ter o controle da região (Josué 10).

A conquista do Norte
Canaã estava dividida em duas partes: os reinos do sul, já dominados por Israel, e o do norte. A importante cidade nortista de Hazor foi conquistada por Josué e, a partir dela, toda a área.
Cerca de 30 anos após a travessia do Jordão, Canaã era toda dos hebreus. Todavia, alguns bolsões de resistência permaneceram em algumas áreas.

A morte do honrado líder
Siquém foi o último ponto da longa viagem de Josué na liderança de seu povo. Já em avançada idade, ele renovou novamente a aliança de seu povo, que teimava no pecado, com Deus (Josué 24).

O líder sucessor de Moisés teve vida longa, morrendo com 110 anos, enterrado na cidade – onde até hoje seu túmulo é visitado.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Apocalipse: A abertura do terceiro selo

Haverá tamanha fome na face da Terra que as pessoas vão perder a compostura e a educação




"Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizendo: Vem! Então, vi, e eis um cavalo preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão. E ouvi uma como que voz no meio dos quatro seres viventes dizendo: Uma medida de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho." Apocalipse 6.5,6

Como consequência da manifestação do segundo cavaleiro sobre o cavalo vermelho temos a guerra; agora, o terceiro selo apresenta um cavaleiro sobre um cavalo preto, trazendo a fome. A balança é o símbolo da justiça, a qual é requerida especialmente quando se trata da medição de alimentos.

Para se ter uma ideia do sentido da balança do cavaleiro do cavalo preto, basta se colocar um pedaço de bolo à disposição de duas ou mais crianças. Não é preciso dizer que a disputa será acirrada, principalmente se elas estiverem famintas.

Ora, esta é a ideia que temos quanto à abertura deste terceiro selo. Haverá tamanha fome na face da Terra que as pessoas vão perder a compostura e a educação, e até os laços familiares serão desconsiderados.

A exemplo disso, a Bíblia registra um fato grotesco ocorrido por ocasião do cerco da Síria à cidade de Samaria. Dizem as Escrituras Sagradas:

"Passando o rei de Israel pelo muro, gritou-lhe uma mulher: Acode-me, ó rei, meu senhor! Ele lhe disse: Se o Senhor te não acode, donde te acudirei eu? Da eira ou do lagar? Perguntou-lhe o rei: Que tens? Respondeu ela: Esta mulher me disse: Dá teu filho, para que, hoje, o comamos e, amanhã, comeremos o meu. Cozemos, pois, o meu filho e o comemos; mas, dizendo-lhe eu ao outro dia: Dá o teu filho, para que o comamos, ela o escondeu." 2 Reis 6.26-29

Este fato ocorreu em uma pequena cidade, cercada pelos inimigos. Imagine quando o cerco for em nível mundial! O profeta Jeremias disse:

"Mais felizes foram as vítimas da espada do que as vítimas da fome; porque estas se definham atingidas mortalmente pela falta do produto dos campos. As mãos das mulheres outrora compassivas cozeram seus próprios filhos; estes lhes serviram de alimento na destruição da filha do meu povo." Lamentações 4.9,10. 

Os noticiários de todo o mundo têm divulgado informações a respeito do crescimento da fome em diversos países subdesenvolvidos, mesmo sem guerras.

Isso porque tem crescido de forma assustadora o número de bocas esfomeadas, devido ao crescimento populacional. Se a situação já é tão crítica nesses dias de paz, imagine depois das guerras promovidas pelo cavaleiro do cavalo vermelho!