Mostrando postagens com marcador Séries - Apocalipse. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Séries - Apocalipse. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de março de 2013

O final dos tempos


Todas as promessas de Deus estão se cumprindo, e nem uma única palavra se perderá






Porque quem dependia de um sacerdote para ter acesso à presença de Deus, agora, tendo este discernimento, abandona esta dependência e passa a se comunicar com Deus através da sua própria fé!

Esta mensagem fere frontalmente os interesses dos parasitas religiosos, daqueles que vivem a se aproveitar da boa fé das pessoas ao fazerem-nas dependentes deles.

Pobres dos enganados, pois têm sido ensinados que precisam pagar para serem perdoados; para receberem o batismo; para se casarem; para serem sepultados; para que seus entes queridos já falecidos supostamente tenham seus pecados também perdoados etc.

Sem falar dos inúmeros objetos de culto aos ídolos de madeira, de pedra e de metal! É uma verdadeira prisão a que os principados religiosos condenam aqueles que desconhecem a Palavra de Deus.

O pior é que cada religião impõe as suas regras e obrigações aos ignorantes da Verdade. Mas quando estes tomam conhecimento da Verdade que liberta, passam a "comer com as suas próprias mãos" e andam livres dos grilhões religiosos. O Senhor Jesus prometeu o seguinte: "mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito". (João 14.26).

Analisemos o restante do versículo: "...e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada" (Apocalipse 11.19).A abertura do santuário significa que a porta da prisão religiosa está aberta! As pessoas que quiserem ser livres do jugo religioso deste mundo precisam tão somente passar por esta Porta, que é o Senhor Jesus Cristo!

A arca da Aliança aparece aqui no Apocalipse pela primeira vez, justamente quando o quadro é o final dos tempos. Ela é a expressão visível da aliança entre Deus e o Seu povo, Israel.

Todas as alianças de Deus com Israel, todas as Suas promessas estão contidas nesta arca. E quando ela aparece no final dos tempos, é como se Deus estivesse dizendo: "Estão vendo? Todas as Minhas promessas foram cumpridas, e nem uma única palavra se perdeu de todas as que Eu havia prometido".

Milhares de anos se passaram desde que o Senhor fez aliança com o Seu povo, porém nenhuma das Suas promessas envelheceu ou se tornou inválida, nem para com Israel nem para com os seguidores do Seu Filho Jesus!

As Sagradas Escrituras mostram que a arca da Aliança era acompanhada da glória e do poder de Deus. Desse modo, as águas do Jordão retrocederam quando os sacerdotes, que a carregavam, atravessaram o rio, e Israel pôde entrar em Canaã.

Na presença da arca da Aliança os muros de Jericó ruíram e Israel conquistou aquela cidade. Também os filisteus foram duramente castigados e amaldiçoados quando a roubaram, ao passo que todo o povo de Israel era abençoado enquanto ela estava no meio dele.

Agora ela é visível no Céu, como confirmação da imutável fidelidade da aliança de Deus com o Seu povo de Israel. Se a arca da Aliança era acompanhada da glória e do poder de Deus, imagine a Nova Aliança, feita no sangue do Seu Filho, com todos os que O seguem!

Apocalipse: O santuário de Deus é aberto



O apóstolo João torna-se testemunha da realidade da salvação e vê o Senhor Jesus como Vencedor





Balaão no passado,ensinou a Balaque, inimigo de Israel, a armar ciladas diante dos filhos de Israel. Como? Ele instruiu Balaque a enviar as mais lindas mulheres do seu povo para o meio dos soldados de Israel, não apenas para fazê-los coabitarem com elas, mas, sobretudo, para corromperem seus corações com os deuses delas, e, assim, provocarem a ira de Deus contra Israel.

Podemos ver que o versículo 18 apresenta o Juízo Final, visto como presente por aqueles que estão no Céu. A grande multidão inumerável, que vem da Grande Tribulação, os vinte e quatro anciãos e João veem a prova de que o domínio de Deus passou a ser exercido sobre a Terra.

O apóstolo já vê esta multidão inumerável no Céu, enquanto fisicamente ela ainda está na Terra, onde, nesta época, acontece a perseguição mais cruel de toda a história do cristianismo.

Nunca houve um tempo tão terrível quanto este, e jamais haverá outro. A narração do que acontecerá nesses dias, feita pelo Senhor Jesus Cristo, assim foi registrada por Mateus:

Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado; porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados."Mateus 24.15-22"Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda), então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes; quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa; e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa.

Israel será perseguido, mas apenas os que crerem no Senhor Jesus após o arrebatamento serão executados. O apóstolo João é, portanto, levado em espírito ao desenrolar dos acontecimentos até o objetivo final, tornando-se testemunha da realidade da salvação e vendo o Senhor Jesus como Vencedor: "Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada" (Apocalipse 11.19).

Esse abrir do santuário, que agora se acha no Céu, refere-se ao resultado da morte do Senhor Jesus no Calvário, pois o que lá aconteceu fez o véu do santuário se rasgar de alto a baixo, conforme dizem as Escrituras: "Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas" (Mateus 27.51).

O santuário foi aberto! Significa que qualquer pessoa, independentemente de classe, raça, sexo ou idade, por intermédio do Senhor Jesus passa a ter o direito de entrar na presença do Deus-Pai. Não precisa de pastor, bispo ou quem quer que seja! Basta que invoque o Senhor Jesus de todo o coração e imediatamente estará diante do Criador!

Os juízos da sétima trombeta

Os fiéis seguidores do Senhor Jesus verão o cumprimento triunfal da Sua vitória




Quando os juízos da sétima trombeta estiverem concluídos, veremos essa glória nos Céus. E daí teremos o grandioso contraste: na Terra, os mais terríveis juízos sobre os filhos das trevas; no Céu, a manifestação da maior glória!

Sofrerão muito durante esses dias de juízo aqueles que hoje escarnecem da nossa fé; que ridicularizam o nome do nosso Deus; que debocham da nossa fidelidade ao Senhor nos dízimos e nas ofertas; perseguem-nos com impiedade; cometem injustiças e tramam projetos iníquos contra nós.

Todos serão devidamente julgados por todos os atos corruptos e injustos que praticaram contra os filhos do Altíssimo! Experimentarão as maiores tormentas e dores por toda a eternidade, pois que rejeitaram o perdão divino através do Filho de Deus.

Fizeram o mesmo que aquelas pessoas quando o nosso Senhor estava sendo julgado: preferiram o salteador, assassino e malfeitor Barrabás ao Salvador Jesus. Todas as pessoas que se mantêm na idolatria e rebeldes à oferta de Deus participarão deste juízo!

Mas os fiéis seguidores do Senhor Jesus verão o cumprimento triunfal da Sua vitória, e por toda a eternidade! Aleluia! Amém!

Quando os vinte e quatro anciãos dizem "...Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras..." (Apocalipse 11.17), há uma interrupção, pois eles não concluem dizendo "e que hás de ser".

Eles interrompem a manifestação de glória a Deus. Por quê? A verdade é que no tempo da sétima trombeta já começou o futuro do Senhor! Ele não "haverá de ser" porque Ele já é! Ele já terá assumido a Sua herança!

Então, enquanto os anciãos coroados se entregam à adoração e contemplam a face do Deus Eterno, eles veem acontecer o que ainda é futuro na Terra, pois ainda existe aqui o domínio do anticristo. No Céu, porém, eles já veem como presente o que ainda está por vir:

"Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra."Apocalipse 11.18

Eles veem, portanto, o ódio dos povos contra o Senhor e o Seu Ungido, e contra Sião, Israel. Veem também a ira de Deus e o Juízo Final diante do grande trono branco.

Tudo isto o apóstolo João também vê, como que antecipadamente, pois o juízo diante do grande trono branco acontecerá após o Milênio. Os vinte e quatro anciãos e João veem a bem-aventurança e o galardão para três categorias de cristãos: os profetas, os santos e os que temem o nome do Senhor.

Mas eles veem também a assolação para aqueles que destroem a Terra. Entre estes existem muitos membros de igrejas, e até sacerdotes, como era Balaão. São pessoas que têm se encarregado de fazer ligação entre os pecadores e os santos fiéis ao Senhor Jesus.

A sétima trombeta de juízo


O Reino de Deus é restabelecido através da conquista do Seu Filho




"O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos. E os vinte e quatro anciãos que se encontram sentados no seu trono, diante de Deus, prostraram-se sobre o seu rosto e adoraram a Deus, dizendo: Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar.

Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra. Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada." Apocalipse 11.15-19

O soar da sétima trombeta anuncia a chegada do Reino de Deus ao mundo, pois que, finalmente, "o reino do mundo" veio a ser do nosso Senhor Jesus Cristo. Convém salientar que até então o reino deste mundo vinha sendo regido por Satanás.

Porque Adão e Eva lhe passaram a autoridade que eles haviam recebido de Deus. Ora, o Senhor Jesus veio a primeira vez e resgatou este domínio das mãos do diabo. A partir de então, aqueles que vivem de acordo com a Sua Palavra passam a fazer parte da Igreja d'Ele.

Esta é a razão pela qual os vinte e quatro anciãos, que representam a Igreja arrebatada e glorificada, tanto da Antiga quanto da Nova Aliança, desceram dos seus respectivos tronos, prostraram-se sobre os seus rostos e adoraram ao Deus-Pai.E a Igreja do Senhor Jesus tem sido o Reino de Deus aqui na Terra. Mas agora, com o advento da sétima trombeta, o nosso Senhor toma posse legal do reino de todo o mundo. O Reino de Deus é restabelecido através da conquista do Seu Filho, tão logo o juízo desta trombeta esteja concluído.

Nós já vimos, anteriormente, que os vinte e quatro anciãos tinham se prostrado diante do Senhor Jesus, quando Ele recebeu o livro selado da mão direita d'Aquele que estava sentado no trono. Aqui, entretanto, eles veem figuradamente a realização ou o cumprimento final do mistério de Deus na sétima trombeta.

Com o tocar desta sétima trombeta, eles se prostram sobre os seus rostos e adoram a Deus. Eles se curvam em adoração ainda muito maior, porque agora também eles assistem ao Cordeiro de Deus, o Senhor Jesus Cristo,  cumprir tudo!

Ele é o cumprimento da Palavra de Deus em Pessoa, pois que Ele é o Verbo Vivo de Deus! Em outras palavras, a Igreja arrebatada e coroada, representada por estes vinte e quatro anciãos coroados, irá participar deste acontecimento glorioso.

Então, nós primeiro nos prostraremos e adoraremos, conforme o capítulo 5, mas quando o cumprimento do mistério de Deus prosseguir, nós nos prostraremos sobre os nossos rostos e nos curvaremos com ainda maior reverência e temor diante da suprema majestade de Deus.

Hoje mesmo já podemos ter uma pequena ideia da grandeza desta glória, quando vemos o cumprimento da Palavra de Deus na vida daqueles que têm crido.

É como o escritor da epístola aos judeus convertidos diz: "Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas..." (Hebreus 12.1).

Apocalipse: A ressurreição das duas testemunhas

O galardão daquele que morre pela causa do Senhor Jesus é a ressurreição para a vida eterna





"...e o seu cadáver ficará estirado na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado" (Apocalipse 11.8).

Diante da referência acima, podemos imaginar todos os veículos de comunicação transmitindo ao vivo, via satélite, as imagens de corpos estirados, sem vida, em qualquer Praça de Jerusalém.

Isso, paradoxalmente, será excelente, pois quando eles ressuscitarem, não haverá mais quem possa duvidar da glória poderosa do Senhor Jesus, e, ao mesmo tempo, a força da besta será envergonhada.

Não podemos esquecer que eles testemunhavam do Senhor Jesus, e quando ressuscitarem, o mundo inteiro vai saber que Ele os ressuscitou.

Em princípio, o fato é terrível, pois Israel se separa do seu fundamento, ou seja, da Lei, representada por Moisés, bem como dos profetas, representados por Elias.

E aí Jerusalém se transforma em semelhança a Sodoma e ao Egito. Sodoma, a síntese do pecado; Egito, a síntese do inimigo. Assim o Senhor descreve para o apóstolo a Jerusalém dos últimos tempos: "Mas, depois dos três dias e meio, um espírito de vida, vindo da parte de Deus, neles penetrou, e eles se ergueram sobre os pés, e àqueles que os viram sobreveio grande medo" (Apocalipse 11.11).

O galardão daquele que morre pela causa do Senhor Jesus é a ressurreição para a vida eterna com Ele. O apóstolo Paulo, dirigido pelo Espírito de Deus, disse:"Fiel é esta palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele" (2 Timóteo 2.11).

A ressurreição das duas testemunhas se assemelha à visão do profeta Ezequiel com respeito à ressurreição de Israel, no vale dos ossos secos, quando diz: "Profetizei como ele me ordenara, e o espírito entrou neles, e viveram e se puseram em pé, um exército sobremodo numeroso" (Ezequiel 37.10).

As duas testemunhas de Israel são um exemplo de como será o arrebatamento da Igreja do Senhor Jesus. Vejamos como registra o apóstolo João:

"e as duas testemunhas ouviram grande voz vinda do céu, dizendo-lhes: Subi para aqui. E subiram ao céu numa nuvem, e os seus inimigos as contemplaram. Naquela hora, houve grande terremoto, e ruiu a décima parte da cidade, e morreram, nesse terremoto, sete mil pessoas, ao passo que as outras ficaram sobremodo aterrorizadas e deram glória ao Deus do céu." Apocalipse 11.12,13

Na primeira missão do profeta Elias, somente sete mil permaneceram fiéis ao Deus de Israel, enquanto os demais apostataram, conforme as Escrituras: "Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que o não beijou" (1 Reis 19.18).

A situação no Apocalipse se inverte de forma peculiar: sete mil perecerão. Supõe-se que os mortos serão os que tiverem feito oposição mais intensa às duas testemunhas, isto é, aquelas pessoas que mais tenham perseguido Moisés e Elias.

O original grego diz literalmente "nomes de homens, sete mil." Há quem interprete que estes sete mil homens sejam pessoas importantes, de renome, autoridades de Jerusalém, que teriam impedido o sepultamento das duas testemunhas.

E agora eles próprios serão sepultados em meio às ruínas das suas casas. O texto sagrado diz ainda: "Passou o segundo ai. Eis que, sem demora, vem o terceiro ai" (Apocalipse 11.14)

Apocalipse: Não dê lugar à covardia



O mesmo Deus que livrou Israel das mãos dos seus inimigos livrará também a Sua Igreja de todas as forças do mal





Israel espera o profeta Elias como precursor do Messias. Na primeira noite da festa da Páscoa judaica, chamada Festa de Seder, isso fica claro. Após a oração, é colocada uma taça com vinho sobre a mesa - a taça do profeta Elias. Um rabino certa vez explicou:

"O povo judeu foi liberto da escravidão no mês de nisã, na Páscoa, e o povo judeu será redimido em nisã, isto é, o Messias virá neste mês. Elias será o precursor do Messias. E se ele vem em nisã, a noite de Seder é a melhor oportunidade. Por isso colocamos uma taça para Elias sobre a mesa".

Desta taça não se bebe até que todos os participantes da festa bebam quatro vezes o vinho dos seus cálices quatro vezes por causa das quatro expressões do Torá, com relação à redenção: "Eu vos  tirei"; "Eu vos salvei”; “Eu vos redimi"; "Eu vos tomei para Mim como povo.".

No ministério das duas testemunhas também temos um paralelo com respeito à tarefa de todos aqueles que um dia abraçaram a fé na Pessoa do Senhor Jesus: guerra total contra Satanás e todo o seu império!

É bem verdade que nos dias de hoje há uma falsa fé cristã, muito maior que a verdadeira. Por isso a Igreja do Senhor Jesus está prostrada. Há frouxidão em muitos que dizem crer no poder de Deus!
Infelizmente a Igreja do nosso Senhor Jesus Cristo está no mesmo espírito do povo de Israel diante dos midianitas, conforme diz a Bíblia:

"Prevalecendo o domínio dos midianitas sobre Israel, fizeram estes para si, por causa dos midianitas, as covas que estão nos montes, e as cavernas, e as fortificações. Porque, cada vez que Israel semeava os midianitas e os amalequitas, como também os povos do Oriente, subiam contra ele.

Este é justamente o quadro que a Igreja do nosso Senhor apresenta hoje: covardia! E cabe a cada membro desta Igreja Viva se esforçar ao máximo para inverter essa situação.E contra ele se acampavam, destruindo os produtos da terra até à vizinhança de Gaza, e não deixavam em Israel sustento algum, nem ovelhas, nem bois, nem jumentos. Pois subiam com os seus gados e tendas e vinham como gafanhotos, em tanta multidão, que não se podiam contar, nem a eles nem aos seus camelos; e entravam na terra para destruí-la. Assim, Israel ficou muito debilitado com a presença dos midianitas; então, os filhos de Israel clamavam ao Senhor." Juízes 6.2-6

Isso não é impossível e nem difícil, pois o mesmo Deus que livrou Israel das mãos dos seus inimigos livrará também a Sua Igreja de todas as forças do inferno.

Basta que nós, os verdadeiros cristãos, rasguemos os nossos corações por meio da oração, do jejum, enfim, da determinação de mudar esse quadro!

Quando a Igreja começar a testemunhar de todo o coração, sem medo de ser detido, mal compreendido ou ridicularizado, o Espírito Santo encontrará espaço para avivar o Seu povo e torná-lo conquistador, para a glória do Seu Santo Filho Jesus!

João registra ainda:"Quando tiverem, então, concluído o testemunho que devem dar, a besta que surge do abismo pelejará contra elas, e as vencerá, e matará" (Apocalipse 11.7).

E aí se manifestará a grande vitória, porque da mesma forma aconteceu com o nosso Senhor! Quando O mataram, o diabo pensou que tinha vencido finalmente, pois vinha tentando matar o Senhor Jesus desde o Seu nascimento.

Mas tudo o que estava divinamente planejado em relação a Ele aconteceu! Porque no Calvário o nosso Senhor fez expiação por todos aqueles que n'Ele creem de todo o coração!

Isso mesmo! A Sua morte trouxe salvação para nós. E da mesma forma que Ele ressuscitou para a glória do Deus-Pai, também nós ressuscitaremos para a vida eterna.

Por isso, a Sua morte foi uma bênção para os Seus seguidores e praticantes da Sua Palavra: ela significa a nossa remissão. O mesmo acontecerá com a morte dessas duas testemunhas.

Porque quando elas ressuscitarem, depois de três dias e meio, estará decretada a desmoralização total da besta: "e o seu cadáver ficará estirado na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado" (Apocalipse 11.8).

domingo, 3 de fevereiro de 2013

As duas testemunhas - Parte 2



Moisés e Elias testificaram o Senhor Jesus, pelo que deverão voltar para anunciar o Seu retorno





Como candeeiros, as duas testemunhas revelam, como única luz nas trevas, o pecado. Isso produz terríveis tormentos de consciência para todo o mundo. Não é difícil imaginar o ódio e a revolta que todas as nações lançarão contra estas duas testemunhas.

Hoje mesmo temos visto, e até experimentado, este tipo de sentimento por parte daqueles que odeiam a mensagem do Evangelho. Aliás, foi este mesmo sentimento que levou Caim a assassinar o seu irmão Abel.

Naquela oportunidade, ele invejou o relacionamento que Abel tinha com Deus, e isto foi o suficiente para matá-lo. Os filhos das trevas invejam os filhos da luz; e muitos deles, por estarem possuídos por espíritos imundos, tentam fazer-lhes mal.

É justamente por esta razão que os verdadeiros cristãos são ridicularizados, humilhados e perseguidos muitas vezes por parentes, amigos e até colegas, no seu ambiente de trabalho.

Assim como o Senhor Jesus não foi tocado até terminar a Sua tarefa, também acontece com estas duas testemunhas. Ninguém teve autoridade ou poder para tocá-las até a conclusão do testemunho que deveriam dar.

Quanto à identidade destas duas testemunhas, ainda que não possamos ser categóricos e afirmar com precisão, há muitas evidências com respeito a Moisés e Elias, dadas as suas características na descrição do apóstolo.

O presente contexto favorece essa suposição, pois as coisas que as duas testemunhas farão nos lembram a vida desses dois verdadeiros homens de Deus. Vejamos:

"Elas têm autoridade para fechar o céu, para que não chova durante os dias em que profetizarem. Têm autoridade também sobre as águas, para convertê-las em sangue, bem como para ferir a terra com toda sorte de flagelos, tantas vezes quantas quiserem."Apocalipse11.6

"Então, Elias, o tesbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Tão certo como vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou, nem orvalho nem chuva haverá nestes anos, segundo a minha palavra."1 Reis 17.1Quem no passado manifestou este tipo de autoridade, capaz de fechar o céu para que não chovesse, senão o profeta Elias? Assim está escrito:

Veja que o profeta não teve o mínimo receio ao determinar a sua palavra e afrontar o rei de Israel. A sua palavra estava totalmente contra todos os planos do rei Acabe, uma vez que não havendo chuva, o seu reino iria afundar, moral e economicamente.

A mesma autoridade sobre as águas, para convertê-las em sangue, foi conferida a Moisés, com respeito às águas do Egito:

"Disse mais o Senhor a Moisés: Dize a Arão: toma o teu bordão e estende a mão sobre as águas do Egito, sobre os seus rios, sobre os seus canais, sobre as suas lagoas e sobre todos os seus reservatórios, para que se tornem em sangue; haja sangue em toda a terra do Egito, tanto nos vasos de madeira como nos de pedra.

Fizeram Moisés e Arão como o Senhor lhes havia ordenado: Arão, levantando o bordão, feriu as águas que estavam no rio, à vista de Faraó e seus oficiais; e toda a água do rio se tornou em sangue." Êxodo 7.19,20

Além disso, há fortes argumentos que apontam o profeta Elias como o representante dos profetas, ao passo que Moisés representa a Lei. Ambos apareceram no monte da transfiguração com o Senhor Jesus:

"Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele."Mateus 17.1-3

Aquela visão anunciava a vinda do Senhor na Sua glória, para estabelecer o Seu Reino. Quer dizer: eles testificaram do Senhor Jesus! Pelo que deverão voltar para anunciar o Seu retorno e fazer oposição ao anticristo.

Portanto, considerados esses fatos, é perfeitamente natural que acreditemos serem estas duas testemunhas Moisés e Elias. Além do mais, o profeta Malaquias predisse a vinda de um profeta como Elias: "Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor" (Malaquias 4.5).

As duas testemunhas - Parte 1



A mensagem do Senhor Jesus é cheia de Espírito e Vida





"Darei às minhas duas testemunhas que profetizem por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco. São estas as duas oliveiras e os dois candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da terra. Se alguém pretende causar-lhes dano, sai fogo da sua boca e devora os inimigos; sim, se alguém pretender causar-lhes dano, certamente, deve morrer.

Elas têm autoridade para fechar o céu, para que não chova durante os dias em que profetizarem. Têm autoridade também sobre as águas, para convertê-las em sangue, bem como para ferir a terra com toda sorte de flagelos, tantas vezes quantas quiserem. Quando tiverem, então, concluído o testemunho que devem dar, a besta que surge do abismo pelejará contra elas, e as vencerá, e matará, e o seu cadáver ficará estirado na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado.

Então, muitos dentre os povos, tribos, línguas e nações contemplam os cadáveres das duas testemunhas, por três dias e meio, e não permitem que esses cadáveres sejam sepultados. Os que habitam sobre a terra se alegram por causa deles, realizarão festas e enviarão presentes uns aos outros, porquanto esses dois profetas atormentaram os que moram sobre a terra.

Mas, depois dos três dias e meio, um espírito de vida, vindo da parte de Deus, neles penetrou, e eles se ergueram sobre os pés, e àqueles que os viram sobreveio grande medo; e as duas testemunhas ouviram grande voz vinda do céu, dizendo-lhes: Subi para aqui. E subiram ao céu numa nuvem, e os seus inimigos as contemplaram.

Naquela hora, houve grande terremoto, e ruiu a décima parte da cidade, e morreram, nesse terremoto, sete mil pessoas, ao passo que as outras ficaram sobremodo aterrorizadas e deram glória ao Deus do céu. Passou o segundo ai. Eis que, sem demora, vem o terceiro ai." Apocalipse 11.3-14

Devemos analisar o aparecimento das duas testemunhas no contexto da sexta trombeta, pois elas surgem enquanto a cidade santa é calcada aos pés pelos gentios durante quarenta e duas semanas, significando o aparecimento delas durante o período do primeiro "ai".

Há muitas conjecturas a respeito destas duas testemunhas. Muitos têm pensado que o número dois significa o Antigo e o Novo Testamento; outros dizem tratar-se de um número simbólico, pois estas testemunhas significariam os cristãos de cada época.

No quarto versículo, entretanto, está claro que são duas pessoas, representadas por duas oliveiras, ou seja, homens cheios do Espírito Santo, e por dois candeeiros: homens que refletem a glória do Senhor Jesus Cristo.

Como oliveiras, sua mensagem é cheia da unção do Senhor Jesus, cheia de Espírito e Vida. Durante mil duzentos e sessenta dias elas testemunham a vitória do Senhor Jesus.

E, nesse tempo, o anticristo tem de reconhecer continuamente a sua impotência, pois ele não tem poder para tocar nelas enquanto não tiverem completado a sua tarefa: "Se alguém pretende causar-lhes dano, sai fogo da sua boca e devora os inimigos; sim, se alguém pretender causar-lhes dano, certamente, deve morrer" (Apocalipse 11.5).

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Apocalipse: A medição do santuário - Parte 3



Os verdadeiros convertidos vivem uma vida de prática da Palavra de Deus e separada daqueles que não têm a ver com a fé cristã





Os primeiros a serem medidos são o santuário, o altar e os que nele adoram. A única Casa de Deus existente sobre a Terra é o Seu templo espiritual, ou seja, a Igreja do Senhor Jesus Cristo. As pedras vivas que constituem este templo são os renascidos, dentre judeus e gentios, como está escrito: "também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo" (1 Pedro 2.5).

Nesta "casa", o juízo será realizado primeiro e, em seguida, ela será retirada de maneira maravilhosa. É como ensina o Espírito Santo, por intermédio do apóstolo Paulo:

"Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor." 1 Tessalonicenses 4.15-17

Ao apóstolo João é dito: "...Dispõe-te e mede o santuário de Deus, o seu altar e os que naquele adoram" (Apocalipse 11.1). E quem são os que adoram?

São os cento e quarenta e quatro mil selados de todas as tribos dos filhos de Israel. Este povo israelita, convertido ao Senhor Jesus durante a Grande Tribulação e o domínio do anticristo, é, figuradamente, a base de Deus na Terra.

Através da medição judicial, essas pessoas são separadas dos ímpios, da mesma maneira como acontece hoje na Igreja do Senhor Jesus, quando os verdadeiros convertidos vivem uma vida de prática da Palavra de Deus, e, portanto, separada daqueles que não têm nada a ver com a fé cristã.

Os adoradores no Templo em Jerusalém não podem ser os cristãos que fazem parte da multidão inumerável dentre todas as nações e línguas, pois estes terão de morrer como mártires, vítimas das atrocidades do anticristo.

Eles adorarão ao nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo nos seus respectivos lugares, até serem descobertos e decapitados, conforme está escrito, enquanto os judeus convertidos adorarão ao Senhor Jesus no Templo, em Jerusalém:

"Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos." Apocalipse 20.4

Como vemos, há uma posição distinta entre aqueles gentios e estes judeus que se converterão durante a Grande Tribulação. Os selados de Israel durante a tribulação serão guardados da grande mortandade; eles serão mantidos para a plenitude da redenção e separados do átrio, que foi dado aos gentios.

Apocalipse: A medição do santuário - Parte 2



O apóstolo João mede o santuário com a autoridade que lhe foi conferida





No capítulo 11, encontramo-nos no meio da septuagésima e última semana de anos que profetizou Daniel, isto é, na segunda metade da Grande Tribulação.

Na verdade, Jerusalém é o centro das decisões celestiais. Tudo foi decidido lá, onde Deus estava através do Seu Filho Jesus, e reconciliou o mundo Consigo mesmo pelo Seu sacrifício no Calvário.

Também lá o Senhor Jesus Cristo ressuscitou e ascendeu aos Céus. E, finalmente, é lá que Ele voltará e reinará! Vejamos, por exemplo, o que diz o profeta Zacarias:

"Eis que vem o Dia do Senhor, em que os teus despojos se repartirão no meio de ti. Porque eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres, forçadas; metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o restante do povo não será expulso da cidade.

Então, sairá o Senhor e pelejará contra essas nações, como pelejou no dia da batalha. Naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está de fronte de Jerusalém para o oriente; o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade, para o sul." Zacarias 14.1-4

Portanto, tudo será decidido em Jerusalém! Entretanto, depois que ouviu o "anjo forte", ele passou a agir: "Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele, então, me falou: Toma-o e devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel" (Apocalipse 10.9).
Conforme vimos, este livrinho contém a herança dos lavados no sangue do Cordeiro de Deus. Estes, como também os vinte e quatro anciãos, representam toda a Igreja glorificada do Senhor Jesus.

O apóstolo tinha de continuar a profetizar: "Então, me disseram: É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis" (Apocalipse 10.11). Mas profetizar o quê? Que o Senhor Jesus e a Sua glória, a Igreja, voltariam!

Agora o apóstolo é transferido em espírito para a Jerusalém terrena e realiza um trabalho que não é visível para os seus habitantes: medir o Templo. Isto acontece na segunda metade da Grande Tribulação, quando a besta, o anticristo, estiver no auge do seu poder. É o que nos dá a entender o seguinte verso: "mas deixa de parte o átrio exterior do santuário e não o meças, porque foi ele dado aos gentios; estes, por quarenta e dois meses, calcarão aos pés a cidade santa" (Apocalipse 11.2).

O capítulo 12 fala do mesmo período. É importante saber que as indicações de tempo na Bíblia, que se referem a "um tempo, tempos e metade de um tempo", por exemplo, ou "quarenta e dois meses", ou "mil duzentos e sessenta dias", indicam sempre os últimos três anos e meio dos sete anos de tribulação.

Quando João mede o santuário, ele o faz com a autoridade que lhe foi conferida, uma vez que este ato é puramente judicial e significa limitação e posse. O átrio, o que não é sagrado, é separado do santuário.

A medição do átrio será a tarefa da Igreja arrebatada e glorificada, pois o apóstolo age profeticamente, representando a Igreja no Céu. O apóstolo Paulo disse isso da seguinte maneira:

"Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois, acaso, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos? Quanto mais as coisas desta vida!" (1 Coríntios 6.2,3)

Devemos estar conscientes de que este julgamento separador já passa hoje pelas nossas fileiras, sendo que os falsos cristãos aqueles convencidos e não convertidos a Jesus, os "cristãos do átrio" são deixados de lado, e o sagrado permanece.

Apocalipse: A medição do Santuário



O templo não poderá ser erguido em outro lugar senão onde está a mesquita muçulmana





"Foi-me dado um caniço semelhante a uma vara, e também me foi dito: Dispõe-te e mede o santuário de Deus, o seu altar e os que naquele adoram; mas deixa de parte o átrio exterior do santuário e não o meças, porque foi ele dado aos gentios; estes, por quarenta e dois meses, calcarão aos pés a cidade santa." Apocalipse 11.1,2

Antes de analisarmos a medição do santuário, temos de entender como ele será novamente erguido. O profeta Ezequiel fala dos dias que precederão a reconstrução do Templo dos judeus, exatamente no lugar onde hoje existe uma mesquita muçulmana:

"Naquele dia, quando vier Gogue contra a terra de Israel, diz o Senhor Deus, a minha indignação será mui grande. Pois, no meu zelo, no brasume do meu furor, disse que, naquele dia, será fortemente sacudida a terra de Israel, de tal sorte que os peixes do mar, e as aves do céu, e os animais do campo, e todos os répteis que se arrastam sobre a terra, e todos os homens que estão sobre a face da terra tremerão diante da minha presença; os montes serão deitados abaixo, os precipícios se desfarão, e todos os muros desabarão por terra.

Chamarei contra Gogue a espada em todos os meus montes, diz o Senhor Deus; a espada de cada um se voltará contra o seu próximo. Contenderei com ele por meio da peste e do sangue; chuva inundante, grandes pedras de saraiva, fogo e enxofre farei cair sobre ele, sobre as suas tropas e sobre os muitos povos que estiverem com ele. Assim, eu me engrandecerei, vindicarei a minha santidade e me darei a conhecer aos olhos de muitas nações; e saberão que eu sou o Senhor." (Ezequiel  38.18-23)
A sexta trombeta revela que a terça parte da humanidade será destruída. Isso deverá acontecer através de uma guerra mundial, com o uso de armas nucleares.

É justamente aí que entra a reconstrução do Templo. O Domo da Rocha e a Mesquita de Omar terão de ser destruídos, a fim de darem lugar à construção do terceiro Templo em Jerusalém, porque o templo dos judeus não poderá ser erguido em outro lugar senão onde está a mesquita muçulmana.Acreditamos que esta guerra terá início no Oriente Médio, tendo em vista que os quatro anjos da guerra serão soltos junto ao Rio Eufrates. Cremos também que isso seja uma visão antecipada da luta final dos povos no Armagedom.

Somente uma guerra, na qual os judeus tomem à força o espaço onde se encontra a mesquita, ou então um terremoto, para que isso se torne realidade. Estamos convictos da segunda opção.

Segundo a profecia de Ezequiel, o próprio Deus causará a destruição da mesquita, pois está escrito: "Pois, no meu zelo, no brasume do meu furor, disse que, naquele dia, será fortemente sacudida a terra de Israel". (Ezequiel 38.19)

É aí que os judeus tomarão posse da antiga Jerusalém e reerguerão o terceiro Templo, tão esperado por todo o mundo sionista.

Se analisarmos atentamente o capítulo 11 do Apocalipse, vamos constatar que os acontecimentos ali relatados são realmente uma parte do capítulo anterior, onde o "anjo forte", ou o Senhor Jesus, toma posse da terra, ao colocar os Seus pés sobre ela.

Também no final do capítulo 10 este "anjo forte" parece ordenar ao apóstolo que continue profetizando. Mas aqui, no capítulo 11, João recebe uma nova ordem: "... Dispõe-te e mede o santuário de Deus, o seu altar e os que naquele adoram" (Apocalipse 11.1).

Parece, então, haver uma relação íntima entre o final do capítulo 10 e o início do capítulo 11, pois a ordem vem do Filho de Deus, por meio do juramento de que já não haveria mais demora após a sétima trombeta.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O Livrinho aberto - Parte 1



Fé é a certeza de que Deus fará aquilo que Ele prometeu fazer





Se este “anjo forte” que desceu do céu tendo na mão um livrinho aberto é mesmo o Senhor Jesus, como nós temos crido, então o livrinho aberto é o mesmo citado no quinto capítulo, isto é, o livro selado com sete selos. 

Por quê? Porque no quinto capítulo vemos o Deus-Pai entregando ao Filho o livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos, e que ninguém, nem no Céu, nem sobre a Terra, nem debaixo da terra, podia abrir, e nem mesmo olhar para ele!  

Quando o Senhor Jesus recebeu esse livro, ele estava selado, fechado; mas agora que os sete selos foram rompidos, ele está aberto. Por esta razão o décimo capítulo afirma que o “anjo forte” desceu do Céu com um livrinho aberto na mão.  

O termo “livrinho”, no presente capítulo, pode ser justificado pelo fato de conter o restante das revelações dos juízos de Deus.  

A outra explicação sobre a diferença entre as palavras “livro”, do capítulo 5, e “livrinho”, do capítulo 10, esbarra nos manuscritos que fundamentaram a tradução, nos quais está a palavra grega biblion, que é o diminutivo de biblios.

O livrinho na mão do “anjo forte”, em algumas cópias do Novo Testamento, é também chamado biblaridon. Assim, podemos chamá-lo de “livro”, “livrinho” ou “volume”.  

As melhores cópias, no entanto, têm utilizado a mesma palavra, tanto no capítulo 5 quanto no capítulo 10: “livro”. Também nos dois contextos há uma clareza com respeito à autoridade suprema do Senhor Jesus Cristo. 

Ele toma posse do Seu direito, ou seja, no capítulo 5 Ele recebe o livro da mão direita do Deus- Pai, e no capítulo 10 Ele desce do Céu com o livro na mão. Isso significa a tomada de posse pública da Sua herança. 

Toda esta autoridade a Ele conferida está apoiada no Seu sacrifício no Calvário. Ao nascer aqui na Terra, Ele precisou ser colocado sob a Lei, para servir como o Cordeiro de Deus. 

Era uma necessidade divina o cumprimento de toda a justiça, como Ele mesmo afirmou por ocasião do Seu batismo. Todas as vitórias e todo o louvor que recebeu são baseados na Sua obra mediadora e na realização de tudo aquilo que a Lei de Deus exige. 

Ele cumpriu toda a Lei! Aliás, Ele é o próprio cumprimento da Lei! O Senhor Jesus não poderia ter ressuscitado dos mortos; ter subido aos Céus; ter Se sentado à direita do Pai; ter perdoado pecados; ter recuperado a herança perdida – os resgatados pelo Seu sangue –, se não tivesse realmente expiado os pecados de todo o mundo na cruz do Calvário. 

Pela Sua completa obediência, Ele comprou com o Seu sangue todos que em qualquer época reivindicam a redenção, de modo que se tornem Sua propriedade legal! 

Talvez o amigo leitor viva na opressão do medo, dos fracassos sucessivos na saúde, na vida econômica, sentimental ou familiar. Talvez, enfim, a sua vida seja caracterizada pela derrota e, aos seus olhos, não haja saída para esta situação.

Você precisa determinar isso no seu coração e olhar para a frente! Não adianta querer conquistar alguma coisa que está à sua frente enquanto mantiver os olhos nos fracassos do passado! Você já ouviu conselhos e mensagens religiosas, já participou de orações e ainda continua na mesma. Por quê? Porque você simplesmente ainda não tomou posse da liberdade que há no sangue do Senhor Jesus Cristo! 

A partir do momento que você apoiar a sua fé nas promessas de Deus e invocar o nome do Senhor Jesus, o Espírito Santo fará o resto. Fé é a certeza de que Deus fará aquilo que Ele prometeu fazer! 
O sacrifício do Senhor Jesus vale tanto para você quanto para mim! Reaja aos pensamentos negativos e firme o coração na Palavra de Deus! Este livro que o Senhor Jesus tem na mão significa o título de propriedade de todos os que nEle creem de todo o coração. 

Isso significa que o diabo perde qualquer batalha para quem confessa que é propriedade do Senhor Jesus. É como acontece no mundo: ninguém pode reivindicar uma propriedade sem que tenha o título dela em mãos.

O título é o que garante a autoridade, e ninguém pode entrar na propriedade sem a permissão do seu proprietário. É este o sentido do livrinho! O Senhor Jesus Cristo desceu do Céu com este título na mão, pôs o Seu pé direito sobre o mar (os povos), e o esquerdo sobre a terra (Israel), manifestando assim a Sua autoridade para exercer o juízo sobre aqueles que são rebeldes e profanaram a Sua propriedade.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Apocalipse: O livrinho aberto - Parte 2



Esse livro contém todos os direitos proféticos, sacerdotais e reais do Senhor Jesus Cristo como nosso Redentor. Ele abrange a origem e o âmago de todas as profecias, de toda a pregação do Evangelho, de toda fé verdadeira e de toda esperança firme. Entretanto, segundo a narrativa de João, algo estranho acontece com o livrinho: 

“A voz que ouvi, vinda do céu, estava de novo falando comigo e dizendo: Vai e toma o livro que se acha aberto na mão do anjo em pé sobre o mar e sobre a terra. Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele, então, me falou: Toma-o e devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel. 

Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei, e, na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo. Então, me disseram: É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis.” Apocalipse 10.8-11 

As perguntas que logo vêm ao nosso coração são: por que João teve de comer o livrinho? E por que era doce na boca e amargo no estômago? 

Antes de responder a estas perguntas é interessante verificarmos que o mesmo aconteceu com o profeta Ezequiel, quando foi chamado para profetizar aos filhos de Israel. Naquela ocasião o Senhor lhe disse: 

“Ele me disse: Filho do homem, eu te envio aos filhos de Israel, às nações rebeldes que se insurgiram contra mim; eles e seus pais prevaricaram contra mim, até precisamente ao dia de hoje. Os filhos são de duro semblante e obstinados de coração; eu te envio a eles, e lhes dirás: Assim diz o Senhor Deus. Eles, quer ouçam quer deixem de ouvir, porque são casa rebelde, hão de saber que esteve no meio deles um profeta. 
Tu, ó filho do homem, não os temas, nem temas as suas palavras, ainda que haja sarças e espinhos para contigo, e tu habites com escorpiões; não temas as suas palavras, nem te assustes com o rosto deles, porque são casa rebelde. Mas tu lhes dirás as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir, pois são rebeldes. Tu, ó filho do homem, ouve o que eu te digo, não te insurjas como a casa rebelde; abre a boca e come o que eu te dou. 
Então, vi, e eis que certa mão se estendia para mim, e nela se achava o rolo de um livro. Estendeu-o diante de mim, e estava escrito por dentro e por fora; nele, estavam escritas lamentações, suspiros e ais. 
Ainda me disse: Filho do homem, come o que achares; come este rolo, vai e fala à casa de Israel. Então, abri a boca, e ele me deu a comer o rolo. E me disse: Filho do homem, dá de comer ao teu ventre e enche as tuas entranhas deste rolo que eu te dou. Eu o comi, e na boca me era doce como o mel.” Ezequiel 2.3-10; 3.1-3 

Verificamos nessa passagem que primeiramente Deus escolheu o Seu servo, Ezequiel, para uma obra. E, em seguida, ele foi preparado para profetizar a um povo de coração obstinado e rebelde. 

Para tanto, ele precisou ingerir o livro que iria anunciar. E aí está a verdadeira razão pela qual ele teve de comer o livro cheio de lamentações, suspiros e ais! Ele precisou experimentar por si mesmo aquilo que iria dar aos outros. 

Precisa acontecer com o homem de Deus o mesmo que com um vendedor, que só terá sucesso nas suas vendas se tiver provado e aprovado o produto que está vendendo! 

Para que possa transmitir o Espírito e a Vida que há na Palavra de Deus, o homem de Deus precisa, espiritualmente falando, comê-la, ou seja, absorvê-la a tal ponto que o seu ser assuma totalmente o caráter do Autor da Palavra, para que ela possa sair de dentro dele com o mesmo Espírito que nela existe! 

O profeta Ezequiel e o apóstolo João tiveram de comer da Palavra de Deus para que tivessem condições espirituais de transmiti-la com fidelidade, palavra por palavra, a fim de que o objetivo fosse alcançado também com fidelidade. 

Isso tem acontecido com todos os homens de Deus, pois se por um lado eles sentem o sabor do mel na boca, isto é, a alegria de poderem transmitir aos outros aquilo que Deus lhes tem dado, por outro eles sentem agonia por aqueles que se perdem, que rejeitam a oferta gratuita do perdão de Deus. João relata: “Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei, e, na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo” (Apocalipse 10.10). Significa que ele se apropriou da sua mensagem e provou tanto do seu gozo quanto do seu sofrimento. 

Então, o gosto amargo no estômago está relacionado com as muitas tribulações que o homem de Deus tem de passar para tentar salvar os perdidos, sabendo que se isso não acontecer, eles sofrerão o juízo eterno. E é muito duro suportar! 

Vemos que só depois de João ter devorado o livrinho a seguinte ordem lhe é dada: “...É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Apocalipse 10.11). Daí a razão de ter comido o livrinho.

Apocalipse: O anjo forte



Da mesma forma pela qual o povo de Deus toma posse de um pedaço de terra, pelo simples fato de colocar ali a planta do pé, assim acontece com este ser divino





“Vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça; o rosto era como o sol, e as pernas, como colunas de fogo; e tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o pé direito sobre o mar e o esquerdo, sobre a terra, e bradou em grande voz, como ruge um leão, e, quando bradou, desferiram os sete trovões as suas próprias vozes.
Logo que falaram os sete trovões, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo: Guarda em segredo as coisas que os sete trovões falaram e não as escrevas. Então, o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe: Já não haverá demora, mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas.
A voz que ouvi, vinda do céu, estava de novo falando comigo e dizendo: Vai e toma o livro que se acha aberto na mão do anjo em pé sobre o mar e sobre a terra. Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele, então, me falou: Toma-o e devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel.
Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei, e, na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo. Então, me disseram: É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis.” Apocalipse 10.1-113

Na sexta trombeta, vimos o quadro da guerra mundial, com o uso de armas atômicas matando a terça parte da humanidade. O presente capítulo é a continuação da sexta trombeta, só que aqui a figura central é “um anjo forte” e o livrinho.

Embora muitos intérpretes recusem a ideia de que este outro “anjo forte” seja o Senhor Jesus, a descrição que o apóstolo João faz tem todas as características de outras descrições feitas a respeito dEle.

Vejamos alguns exemplos. Referindo-se ao Senhor Jesus, nós temos a promessa: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá...” (Apocalipse 1.7). Sabemos que os filhos de Deus serão arrebatados ao encontro dEle nas nuvens. A descrição deste “anjo forte” é: “Vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça; o rosto era como o sol, e as pernas, como colunas de fogo; e tinha na mão um livrinho aberto...” (Apocalipse 10.1,2).

Isso nos lembra a profecia de Ezequiel, quando viu a glória do Senhor: “Como o aspecto do arco que aparece na nuvem em dia de chuva, assim era o resplendor em redor...” (Ezequiel 1.28).

Sobre o rosto deste “anjo forte”, lemos que “...era como o sol...”, ou seja, a mesma descrição do início do livro, quando João diz: “...O seu rosto brilhava como o sol na sua força” (Apocalipse 1.16).
A respeito das pernas, vimos que eram “...como colunas de fogo...” (Apocalipse 10.1), o que também combina com a descrição feita do Senhor por João: “os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha...” (Apocalipse 1.15).

Ainda que seja chamado de “anjo forte”, as características da Sua descrição são bem distintas dos demais anjos; além disso, por ser tão distinto, não podemos duvidar de que se trata da Pessoa do Senhor Jesus Cristo.

Afinal, que anjo teria a autoridade de pôr o pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra? Sabemos que, por duas vezes, o Senhor Deus exortou o povo de Israel, antes da posse da Terra Prometida, dizendo:

“Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, desde o deserto, desde o Líbano, desde o rio, o rio Eufrates, até ao mar ocidental, será vosso. Ninguém vos poderá resistir; o Senhor, vosso Deus, porá sobre toda terra que pisardes o vosso terror e o vosso temor, como já vos tem dito.” Deuteronômio 11.24,25

Novamente lemos a mesma promessa dada a Josué, confirmando o que fora dito a Moisés: “Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés” (Josué 1.3).

Ora, da mesma forma pela qual o povo de Deus toma posse de um pedaço de terra, pelo simples fato de colocar ali a planta do pé, assim acontece com este “anjo forte”.

O fato de colocar o pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra significa a tomada de posse de ambos. Mas cabe a pergunta: por que este “anjo” poderoso coloca os pés sobre o mar e sobre a terra, se os dois são uma coisa só, ou seja, estão no contexto do planeta Terra?

Aí é que está! O mar significa os povos e a terra significa Israel. Esta atitude do “anjo forte” apenas confirma a interpretação de que não é outro senão o próprio Senhor Jesus Cristo!

A abertura dos selos e a tomada do livro selado da mão direita dAquele que estava sentado no trono são a prova do Seu direito à posse do mar e da terra. Da mesma forma que Ele venceu, todos os que nEle estão, sem exceção, também vencerão!Ele vem, assim, tomar posse da Sua propriedade legal, assumindo o domínio de ambos. Isto seria impossível se Ele não tomasse o livro e abrisse os seus selos, conforme diz o apóstolo João: “Veio, pois, e tomou o livro da mão direita daquele que estava sentado no trono” (Apocalipse 5.7).

O Seu triunfo garante o nosso triunfo. Onde está o Senhor Jesus não há espaço para os Seus inimigos. Assim sendo, quem está em Cristo Jesus tem de ser mais que vencedor!

A razão de muitos cristãos serem fracassados está no fato de que jamais tiveram realmente um encontro  com o Senhor Jesus. Não O conhecem como Ele é! Têm se enchido de muitas informações a Seu respeito, porém nunca O conheceram!

Jesus Cristo é o Senhor não por ter recebido este título por herança, ou por ter nascido nobre, não! Ele é o Senhor porque venceu! E aqueles que nEle estão têm a obrigação de vencer todas as batalhas travadas contra as trevas!

A segunda atitude deste “anjo forte”, depois de pôr os pés sobre o mar e a terra, foi clamar com grande voz, como ruge o leão. Isto nos lembra a profecia de Joel:“O Senhor brama de Sião e se fará ouvir de Jerusalém, e os céus e a terra tremerão; mas o Senhor será o refúgio do seu povo e a fortaleza dos filhos de Israel” (Joel 3.16).

O profeta Amós também disse: “...O Senhor rugirá de Sião e de Jerusalém fará ouvir a sua voz...”(Amós 1.2). Ainda com relação a “clamar com grande voz”, o profeta Jeremias disse:

“Tu, pois, lhes profetizarás todas estas palavras e lhes dirás: O Senhor lá do alto rugirá e da sua santa morada fará ouvir a sua voz; rugirá fortemente contra a sua malhada, com brados contra todos os moradores da terra, como o eia! dos que pisam as uvas. Chegará o estrondo até à extremidade da terra, porque o Senhor tem contenda com as nações, entrará em juízo contra toda carne; os perversos entregará à espada, diz o Senhor”. Jeremias 25.30,31

Tendo o “anjo forte” clamado com grande voz, como de leão, seguiu-se o soar das vozes dos sete trovões. O que isso pode significar? O Senhor Jesus clama e ruge como um leão?

Sabemos ser o nosso Senhor o Leão da tribo de Judá, e quando o rei dos animais ruge, faz soar a sua ira e todos os animais estremecem. Da mesma forma este clamor do Senhor significa o juízo que faz as estruturas do inferno temerem e tremerem, porque para os profetas o rugir do Leão é sempre um sinal de juízo.

A terceira atitude do “anjo forte” foi jurar por Aquele que vive pelos séculos dos séculos, que criou o céu, a terra e o mar, e tudo quanto neles existe, dizendo: “...Já não haverá demora, mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas” (Apocalipse 10.6,7).

Essa declaração vem confirmar a premissa de que o “anjo forte” é o Senhor Jesus, pois quem nos Céus, na Terra ou em todo o universo teria a autoridade para jurar por Deus que não haveria demora? E que nos dias da voz do sétimo anjo, quando este estiver prestes a tocar a trombeta, cumprir-se-á o mistério de Deus? O profeta Daniel registrou uma profecia paralela a este juramento:

“Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro. Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno. Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente.” Daniel 12.1-3

Estes versos anunciam os acontecimentos do tempo final, e Aquele que transmitia esta revelação a Daniel fez o seguinte juramento:

“Ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, quando levantou a mão direita e a esquerda ao céu e jurou, por aquele que vive eternamente, que isso seria depois de um tempo, dois tempos e metade de um tempo. E, quando se acabar a destruição do poder do povo santo, estas coisas todas se cumprirão.” Daniel 12.7

O juramento deste “anjo forte”, ou do Senhor Jesus, no presente capítulo, fala que não haverá demora com respeito ao cumprimento do mistério de Deus, que parece focalizar o estabelecimento do Reino do Seu Filho Jesus Cristo.

Sim, pois com a abertura do livro, o Senhor Jesus vai tomando posse dos Seus direitos adquiridos no Calvário. Em outras palavras, quanto mais rapidamente os juízos de Deus são executados sobre a humanidade, mais rápido o Senhor Jesus impõe o Seu direito. Eis o resumo da visão do décimo capítulo!

Apocalipse: O juízo divino sobre a Terra


Até aqui, as primeiras três trombetas trouxeram destruição e caos sobre o planeta; a partir desta quarta trombeta, entretanto, os juízos divinos passam a acontecer na parte externa da Terra




“O quarto anjo tocou a trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, da lua e das estrelas, para que a terça parte deles escurecesse e, na sua terça parte, não brilhasse, tanto o dia como também a noite. Então, vi e ouvi uma águia que, voando pelo meio do céu, dizia em grande voz: Ai! Ai! Ai dos que moram na terra, por causa das restantes vozes da trombeta dos três anjos que ainda têm de tocar!”.Apocalipse 8.12,13

Até aqui, as primeiras três trombetas trouxeram destruição e caos sobre o planeta; a partir desta quarta trombeta, entretanto, os juízos divinos passam a acontecer na parte externa da Terra. Aliás, alguns profetas e até mesmo o próprio Senhor Jesus anunciaram esses dias:

“Eis que vem o Dia do Senhor, dia cruel, com ira e ardente furor, para converter a terra em assolação e dela destruir os pecadores. Porque as estrelas e constelações dos céus não darão a sua luz; o sol, logo ao nascer, se escurecerá, e a lua não fará resplandecer a sua luz.” Isaías 13.9,10

“Quando eu te extinguir, cobrirei os céus e farei enegrecer as suas estrelas; encobrirei o sol com uma nuvem, e a lua não resplandecerá a sua luz. Por tua causa, vestirei de preto todos os brilhantes luminares do céu e trarei trevas sobre o teu país, diz o Senhor Deus. Afligirei o coração de muitos povos, quando se levar às nações, às terras que não conheceste, a notícia da tua destruição.” .Ezequiel 32.7-9

“Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados.”  Lucas 21.25,26

Realmente não dá para imaginar o terror até aqui descrito, com os eventos dos selos e destas quatro trombetas, mas tem-se uma ideia do que está reservado para os resistentes à salvação oferecida pelo Senhor Jesus.

Quantas pessoas têm visto a manifestação do poder de Deus não apenas na vida dos seus entes queridos, mas também na sua própria vida, e mesmo assim permanecem com o seu coração endurecido?Especialmente aqueles que já experimentaram essa alegria, mas, devido aos deleites do mundo, esfriaram e deram as costas para a graça de Deus.

Naqueles dias, que já se aproximam, elas não poderão dar desculpas. O Senhor Jesus disse:“Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados” (Mateus 24.22).

A nona praga que desabou sobre o Egito parece traçar um paralelo com o significado desta quarta trombeta. Naquela oportunidade, o Senhor disse a Moisés:

“Então, disse o Senhor a Moisés: Estende a mão para o céu, e virão trevas sobre a terra do Egito, trevas que se possam apalpar. Estendeu, pois, Moisés a mão para o céu, e houve trevas espessas sobre toda a terra do Egito por três dias; não viram uns aos outros, e ninguém se levantou do seu lugar por três dias; porém todos os filhos de Israel tinham luz nas suas habitações.”. Êxodo 10.21-23

Vemos, assim, que Deus, antes de livrar o Seu povo do jugo egípcio ou satânico, fez conhecidas as Suas maravilhas, para que todos O temessem. O mesmo acontecerá nos dias anteriores ao arrebatamento dos verdadeiros praticantes da Palavra de Deus: sinais espantosos na terra, no mar e no ar.

Hoje, por causa da poluição, nós nos deparamos com o chamado efeito estufa, que está virando o clima mundial de cabeça para baixo e dando origem a fenômenos como o El Niño.

Este inexplicável aquecimento das águas do Oceano Pacífico, no Sul, vem causando inúmeras calamidades pelo mundo. Técnicos em Meteorologia afirmam que drásticas mudanças climáticas ocorrerão no planeta, em um futuro próximo.

Antes dos três últimos e mais severos juízos, o personagem central desta trombeta, a águia, sai voando pelo meio do céu, dizendo em grande voz: “...Ai! Ai! Ai dos que moram na terra, por causa das restantes vozes da trombeta dos três anjos que ainda têm de tocar!” (Apocalipse 8.13).

Muito se tem conjecturado com respeito à identificação desta águia. Há quem diga ser um anjo; outros dizem ser a Igreja arrebatada. Seja o que for, o mais importante é o que ela exprime.

À primeira vista, não haveria necessidade de a águia sair gritando e manifestando um sentimento de profunda dor por aqueles que ainda habitam a Terra, se isto não tivesse um objetivo extremamente importante.

Pensamos que este objetivo é justamente salientar a sequência de dores que atormentarão os habitantes do planeta. Todos os injustos estarão passando pelas dores destes juízos.

Apocalipse: A chave do poço do abismo



As pessoas que ainda estiverem vivendo na Terra, neste período, estarão experimentando a cólera cruel e inclemente de Satanás





“O quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela caída do céu na terra. E foi-lhe dada a chave do poço do abismo. Ela abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço como fumaça de grande fornalha, e, com a fumaceira saída do poço, escureceu-se o sol e o ar. Também da fumaça saíram gafanhotos para a terra; e foi-lhes dado poder como o que têm os escorpiões da terra, e foi-lhes dito que não causassem dano à erva da terra, nem a qualquer coisa verde, nem a árvore alguma e tão somente aos homens que não têm o selo de Deus sobre a fronte.
Foi-lhes também dado, não que os matassem, e sim que os atormentassem durante cinco meses. E o seu tormento era como tormento de escorpião quando fere alguém. Naqueles dias, os homens buscarão a morte e não a acharão; também terão ardente desejo de morrer, mas a morte fugirá deles. O aspecto dos gafanhotos era semelhante a cavalos preparados para a peleja; na sua cabeça havia como que coroas parecendo de ouro; e o seu rosto era como rosto de homem; tinham também cabelos, como cabelos de mulher; os seus dentes, como dentes de leão; tinham couraças, como couraças de ferro; o barulho que as suas asas faziam era como o barulho de carros de muitos cavalos, quando correm à peleja; tinham ainda cauda, como escorpiões, e ferrão; na cauda tinham poder para causar dano aos homens, por cinco meses; e tinham sobre eles, como seu rei, o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom, e em grego, Apoliom. O primeiro ai passou. Eis que, depois destas coisas, vêm ainda dois ais.”. Apocalipse 9.1-12

O juízo desta quinta trombeta difere totalmente dos juízos das anteriores. Na primeira, foi queimada a terça parte da Terra, das árvores e de toda erva verde. Na segunda, foi atingida a terça parte dos mares, dos animais que neles vivem e das embarcações.

Na terceira trombeta foi contaminada a terça parte dos rios e das fontes de águas, e, finalmente, na quarta trombeta foi escurecida a terça parte do sol, da lua e das estrelas.

Verificamos, então, que nestas quatro trombetas houve uma matéria física causadora de destruição. Na primeira, a saraiva e fogo de mistura com sangue. Na segunda, uma como que montanha ardendo em chamas. Na terceira, uma grande estrela ardendo como tocha, e na quarta, alguma coisa atingindo o sol, a lua e as estrelas, ferindo-os.

Nesta quinta trombeta, o apóstolo João viu uma estrela caída do céu na Terra. Esta estrela recebeu a chave do poço do abismo. Em oposição a ela, o Senhor Jesus Cristo tem as chaves da morte e do inferno (Apocalipse 1.18).

Ora, sabemos que a chave é um símbolo de autoridade para iniciar eventos e exercer controle; por isto mesmo o Senhor Jesus Se identifica para o anjo da igreja em Filadélfia como “...aquele que tem a chave de Davi, que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá” (Apocalipse 3.7).

Então, esta estrela caída na Terra, recebedora da chave do poço do abismo, não pode ser outro senão o próprio Satanás, pois que ele mesmo não tem nem poder nem autoridade para abrir o poço, sem que receba de Alguém esta condição.

Um exemplo claro disso é o caso de Jó. Tudo que o diabo fez em sua vida foi com a devida permissão de Deus, e de maneira limitada. As seguintes citações bíblicas confirmam que esta estrela só pode se referir a Satanás: “Então, regressaram os setenta, possuídos de alegria, dizendo: Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo teu nome! Mas ele lhes disse: Eu via Satanás caindo do céu como um relâmpago”(Lucas 10.17,18).Se tivesse, então já teria aberto o poço há muito tempo. Podemos concluir que Satanás tem o seu poder limitado pelo poder do Senhor Jesus Cristo! Significa que ele não pode agir de forma independente, pois todos os seus objetivos destruidores estão dentro dos limites estabelecidos por Deus.

O profeta Isaías também escreveu: “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!” (Isaías 14.12).

O fato de haver, nesta quinta trombeta, muito mais versos que nas demais, deixa claro que o seu juízo será muito mais rigoroso e doloroso. Isso nos leva a acreditar que o apóstolo João queria definir bem a razão do primeiro “ai”.

As pessoas que ainda estiverem vivendo na Terra, neste período, estarão experimentando a cólera cruel e inclemente de Satanás, uma vez que do poço sairão espíritos imundos, muito piores que os que estão agindo hoje em dia, em todo o mundo. Judas, irmão de Tiago, na sua pequena epístola faz menção a estes demônios, quando diz:

“Quero, pois, lembrar-vos, embora já estejais cientes de tudo uma vez por todas, que o Senhor, tendo libertado um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu, depois, os que não creram; e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia.” Judas 1.5,6

É muito importante frisar que a classe de demônios agindo neste mundo vive nas regiões celestes, isto é, nos ares. O apóstolo Paulo, dirigido pelo Espírito Santo, afirmou: “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”. (Efésios 6.12)

A legião que estava no endemoninhado gadareno pediu ao Senhor Jesus que não os enviasse para o abismo: “Rogavam-lhe que não os mandasse sair para o abismo” (Lucas 8.31).

E por quê? Porque talvez eles tenham pavor daqueles que estão no abismo! E se isso é verdadeiro, então imagine quando Satanás abrir o poço e soltar os demônios que estão guardados para o grande Dia do Juízo!

O juízo desta quinta trombeta também tem o seu paralelo na oitava praga que foi lançada sobre o Egito. Vejamos o texto bíblico:

“Estendeu, pois, Moisés o seu bordão sobre a terra do Egito, e o Senhor trouxe sobre a terra um vento oriental todo aquele dia e toda aquela noite; quando amanheceu, o vento oriental tinha trazido os gafanhotos. E subiram os gafanhotos por toda a terra do Egito e pousaram sobre todo o seu território; eram mui numerosos; antes destes, nunca houve tais gafanhotos, nem depois deles virão outros assim. Porque cobriram a superfície de toda a terra, de modo que a terra se escureceu; devoraram toda a erva da terra e todo fruto das árvores que deixara a chuva de pedras; e não restou nada verde nas árvores, nem na erva do campo, em toda a terra do Egito.” Êxodo 10.13-15

A diferença principal entre os gafanhotos no Egito e os da quinta trombeta é que os primeiros danificaram as árvores e plantas, enquanto os últimos atormentam os homens por cinco meses, uma vez que lhes foi dado poder como o dos escorpiões.

Os incluídos nos cento e quarenta e quatro mil não são atormentados, pois foi-lhes determinado atormentar somente aqueles que não têm o selo de Deus em suas frontes. A este exército demoníaco estão impostas quatro limitações:

1) Não pode danificar a natureza.

2) Não pode tocar nos selados de Deus.

3) Não tem poder para matar, somente para atormentar.

4) O seu período de atuação é de cinco meses.

Os gafanhotos não têm rei, conforme dizem as Sagradas Escrituras: “os gafanhotos não têm rei; contudo, marcham todos em bandos” (Provérbios 30.27).

Este exército monstruoso de gafanhotos, no entanto, tem um, cujo nome é Abadom, em hebraico, e Apoliom, em grego. Este rei não é Satanás, pois ele abriu o abismo como uma estrela caída. Este rei do abismo é o principal dos que estão presos no poço, e o seu nome significa “destruidor” ou “aniquilador”.

O fato de ser citado em dois idiomas significa que ele e o seu exército atormentarão tanto os judeus quanto os gentios. E, então, após cinco meses de tormento, termina o primeiro “ai”.