terça-feira, 9 de abril de 2013

A verdadeira aliança com Deus



O sacrifício deve partir de ambas as partes





Quando Deus chamou Abraão e lhe disse: "de ti farei uma grande nação e te abençoarei e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção: abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem, e em ti serão benditas todas as famílias da terra." (Gênesis 12.2,3), passaram-se muitos anos sem que Abraão tivesse visto essas promessas se cumprirem.

Quando atingiu a idade de noventa e nove anos, Deus apareceu-lhe novamente e lhe disse: "Não temas, Abraão, eu sou o teu escudo e o teu galardão será sobremodo grande". Abraão, entretanto, respondeu: "A mim não concedeste descendência e um servo nascido na minha casa será meu herdeiro." Gênesis 15.1-3

Veja, amigo leitor, Abraão queria apenas um filho a quem pudesse abraçar, que fosse carne de sua carne, sangue de seu sangue. Às vezes, a pessoa tem fé, mas pensa de uma forma tão pequena que é até difícil compreender.

Respondeu-lhe Deus: "Não será esse o teu herdeiro; mas aquele que será gerado de ti, será o teu herdeiro. Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta às estrelas se é que podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade." (Gênesis 15.4).

Quando Abraão contemplou as estrelas, creu em Deus e viu em cada uma delas um descendente. Ele se encantou e ficou maravilhado, estupefato, assim como nós, quando estivemos no Monte Horebe, e vimos uma chuva inigualável de estrelas, e um céu muito azul, contrastando com as pedras e o deserto. Que coisa extraordinária, linda e indescritível!

Ao ver as estrelas do céu, ele creu. Isto o fez justificado e perfeito diante de Deus. Crer é ter certeza, e essa certeza é a fé sobrenatural que faz o milagre acontecer.

"Então perguntou Abraão a Deus: Senhor Deus, como saberei que hei de possuí-la? Respondeu-lhe: Toma-me uma novilha, uma cabra e um cordeiro, cada qual de três anos, uma rola e um pombinho. Ele, tomando todos estes animais, partiu-os pelo meio e lhes pôs em ordem as metades umas defronte das outras; e não partiu as aves." Gênesis 15.9,10

A aliança com Deus exige sacrifícios. Primeiro foi o do Senhor Jesus, na cruz, dando a sua própria vida; depois, o do cristão renunciando a sua própria vida, sua vontade, seus desejos e até a própria liberdade para segui-Lo, e tornar-se servo de Deus. O sacrifício tem de ser de ambas as partes e inclui o que Deus realizou no Calvário somado ao que temos que realizar pessoal e individualmente.Sabe por que Abraão partiu ao meio os animais e uma metade estava defronte da outra? Porque uma metade representava Deus e a outra a ele mesmo. Veja, Deus estava ali, fazendo uma aliança com Abraão, e isso exigiu sacrifício. Nos moldes antigos, essa era uma forma de se fazer uma aliança, e isso significava que se uma das partes não cumprisse a promessa, a outra poderia fazer com ela o que havia acontecido com aqueles animais.

Uma aliança é como um casamento. A mulher representa a Igreja e o homem representa Jesus. Ambos têm de renunciar a muitas coisas, e oferecer outras, ou seja, sacrificar, a fim de serem fiéis um ao outro. É preciso estar ciente da importância e grandeza do que significa essa aliança, e dos direitos que a pessoa adquire quando se une a Deus. Quando aceitei Jesus como Senhor e Salvador, tornei-me um servo de Deus, passei a obedecê-lo e sacrifiquei a minha própria vontade.

Amigo leitor, hoje, cada uma daquelas estrelas representa a mim, você e todo aquele que tem o Senhor Jesus como o seu Salvador. Para nós, representa a Igreja Universal do Reino de Deus, espalhada pelo mundo.

Fico maravilhado e impressionado com as coisas que Deus tem nos mostrado. Ele é grandioso, glorioso, magnífico, e Seu poder são maiores que a nossa imaginação pode alcançar.

Que neste instante, o Espírito de Deus venha envolvê-lo e o faça forte, invencível e inabalável na sua fé. Os que estão prostrados se levantem e se posicionem para a batalha contra o mal. Que os doentes sejam curados e os oprimidos libertos, e aqueles que estão nas cadeias sejam convertidos, transformados, e se tornem homens de Deus.

Sim, pois o poder de Deus é capaz de fazer com que cada pessoa que está do lado avesso da vida, venha a ser um instrumento da Sua glória, porque está escrito: "onde abundou o pecado, superabundou a graça".

E para todos aqueles que nos perseguem, nos odeiam e nos querem mal, pedimos a Deus, a graça, o bem, e a misericórdia; pois se conhecessem o Senhor Jesus, não nos perseguiriam. Que venham a conhecê-lo. Muitos há que, como o apóstolo Paulo, após conhecerem o Deus vivo, de perseguidores passaram a perseguidos.

Que todo o povo da Igreja Universal seja fortalecido, abençoado e engrandeça sempre o nome do Senhor Jesus.

Mulheres da Bíblia: Bila



A serva adúltera





Raquel era uma das mulheres de Jacó, mas não conseguia dar filhos a ele. Por isso, ofereceu sua serva Bila para que pudesse conceber no lugar dela e assim deixar de ser humilhada pela outra esposa dele, chamada Lia (Gênesis 30:1-8).

Mais tarde, Bila se deitou com o filho mais velho de seu marido, chamado Rúben, e Jacó soube disso (Gênesis 35:21-22).

Caráter X Desejo carnal
Bila tinha com Jacó dois filhos e, com isso, laços familiares, apesar de ser a serva de Raquel e de ter se deitado com ele por obrigação.

Mas não é a obrigação que deve ser enfatizada, porque naqueles tempos era normal o homem ter várias mulheres, e sim a sua atitude, de depois se deitar com o primogênito de Jacó.

Foi como, nos dias atuais, um filho do primeiro casamento se deitar com a atual mulher de seu pai. É no mínimo estarrecedor, pois a falta de caráter e respeito sobressaiu aos prazeres da carne.

Será que há “Bilas” nos dias atuais? Aquela mulher que joga uma história familiar no lixo por causa de uma aventura amorosa? Ou aquela que não quer saber o que deve fazer para satisfazer as suas necessidades pessoais, financeiras e também sexuais?

As mulheres dos dias atuais têm perdido o sentido da feminilidade e têm sido cada dia mais sensuais, exacerbando o seu lado feminino de modo vulgar e sem barreiras sociais e familiares.

Se você está se perguntando se a sua liberdade de escolha e de expressão da sua feminilidade já está no caminho da libertinagem, pare por um instante, perceba onde está, o que está fazendo com sua vida e com seus familiares que estão ao redor. Ainda há tempo de se corrigir.

Não deixe se dominar pela sexualidade do século 21, mas foque em seu caráter e naquilo que Deus quer para a sua vida.

Mulheres da Bíblia: Azenate


Ela não desistiu do marido, José




Na Bíblia não há muitos relatos sobre quem foi Azenate, esposa de José (Gênesis 41:45). Ela é citada somente com uma mulher do futuro rei do Egito e que teve dois filhos, chamados Manassés e Efraim (Gênesis 41:50-52).

Devido à sua origem, alguns estudos indicam que ela talvez fosse uma sacerdotisa idólatra, porém, deve ter aflorado a sua fé em Deus com José, já que permitiu que seu marido nomeasse seus filhos segundo as experiências dele com Deus.

Ela foi persistente
Com certeza ela passou com José toda a fase de governador do Egito, pois ela foi dada como sua mulher depois de ele ser nomeado pelo Faraó (Gênesis 41:42-45).

E quantas mulheres desistem dos seus maridos quando eles têm um cargo importante, um trabalho de confiança?

As mulheres desse século tem esquecido que Deus as fez para que estejam ao lado de seus maridos, apoiando e incentivando suas atividades.

Será que o sentimento de egoísmo tem falado mais alto que o amor, que o companheirismo?

O que você tem feito para ajudar na vida profissional do seu marido? Tem desmotivado e abandonado ou ficado ao lado dele nos bons e maus momentos, assim como fez Azenate?

Seja uma mulher sábia, que edifica a casa, e não destrua aquilo que é precioso (Provérbios 14:1).

Lugares da Bíblia - Rio Jordão



Hoje separando Israel da Jordânia, o famoso rio fertiliza uma ampla área, que foi cenário de alguns dos mais importantes trechos bíblicos, incluindo o batismo de Jesus. Mas a degradação por parte do homem está matando as águas que representam a vida





O vale do rio Jordão, na fronteira entre Israel e Jordânia (cujo nome vem do famoso curso d’água), é frequentemente citado na Bíblia, tanto no Antigo Testamento (175 vezes) quanto no Novo Testamento (15 vezes).

Foi olhando o fértil e irrigado vale ao longe, que Abraão e Ló combinaram a partilha das terras em Gênesis 13. Às margens do rio Jaboque, um afluente do Jordão, Jacó lutou com um misterioso homem (um anjo) até que este o abençoasse, em Gênesis 32, mudando seu nome para Israel (“o que luta com Deus”, embora outras traduções mostrem “o que luta e vence” ou “o que reina com Deus”). Mais tarde, os profetas Elias e Eliseu atuavam em ambas as margens do rio.


Ao fim da peregrinação pelo deserto após saírem do Egito, os hebreus atravessaram o Jordão, cujas águas pararam e se abriram (Josué 3. 15-17) como no Mar Vermelho  e chegaram à Terra Prometida. O próprio Jesus Cristo foi batizado em suas águas por seu primo, João Batista. A passagem pelo rio ganhou vários significados em várias culturas e suas derivadas por causa desses dois episódios. Para os judeus, lembra a conquista após longo e árduo caminho. Na tradição cristã, por exemplo, a expressão “cruzar o Jordão”, mais comum nos países de língua inglesa, (“crossing Jordan”) significa vencer a morte, baseada no batismo: o homem natural anterior morre, renascendo para Deus como nova criatura.

“Rio que desce”
 A palavra Jordão deriva do hebraico yar-dane (“aquele que desce”, “descendente”). Bastante apropriado, pois suas quatro nascentes ficam na alta região do Monte Hermon, com as águas seguindo vale abaixo passando pelo Lago Huleh, pelo Mar da Galileia (na verdade um grande lago salgado, também conhecido como Lago Tiberíades), dele seguindo quase em linha reta por 105 quilômetros até o Mar Morto. Alguns estudiosos defendem a tradução “lugar em que se desce” (bebedouro).

Com mais de 200 quilômetros de comprimento, sua maior parte chega a ficar abaixo do nível do mar (até 390 metros) rumo à foz. Ele chega com água doce até o Mar da Galileia, tornando-se salgado a partir dele, levando ainda mais sal para o Mar Morto, onde termina. Conforme o trecho, sua profundidade varia entre 1 e 3 metros, e a largura chega a 30 metros em alguns lugares.

Morte anunciada
Contraditoriamente, o rio que representa “vencer a morte” está morrendo. Um recente relatório da organização não-governamental (ONG) Amigos da Terra do Oriente Médio (FoEME, na sigla original) está sendo devastado pela exploração da água, poluição e pouco caso das autoridades das comunidades à suas margens. Com o curso desviado para o abastecimento de água de várias localidades, o Baixo Jordão pode sumir em breve, segundo o documento do FoEME. Suas águas e as de seus afluentes são partilhadas por Israel, Jordânia, Síria e Cisjordânia.

A ONG relata que alguns quilômetros ao sul do Mar da Galileia, uma barragem corta abruptamente o rio. Depois da contenção, o esgoto é lançado diretamente no leito. A diminuição do fluxo de água aumenta ainda mais a salinidade. Israel trabalha atualmente em um projeto para e recuperação de um rio tão importante para vários países e culturas. Planos bem parecidos também estão em andamento por parte da Síria e da Jordânia. O desvio da água doce diminuiu consideravelmente a fertilidade das margens, e a biodiversidade caiu em 50%, segundo o FoEME.